Welcome to OZ – viagem na Great Ocean Road

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    Índice:

    – Cambaleando por Adelaide;

    – Exaustão máxima a caminho de Melbourne;

    – Great Ocean Road – dia 1

    – Great Ocean Road – dia 2 (subtítulo Encontros imediatos do pior grau possível: as histórias sobre a Austrália sempre eram verdade)

    Cambaleando por Adelaide

    A nossa curta visita a Adelaide pode ser resumida por extremo cansaço após 8 horas de voo nocturno, o patrocínio bem vindo do condutor do autocarro que nos levou do aeroporto ao centro de graça (poupança de quase 20 euros; não tinha troco para nos dar; fica a dica para os viajantes).

    Repusemos calorias nos corpos famintos e depois de calcorrearmos as ruas do centro (quase tudo zonas comerciais, lotadas já com as compras de Natal, não muito mais para ver).

    Foi nesta altura que encontrámos o local perfeito para sentir a vibração da cidade, a cultura e o modo de vida dos seus locais: Hindmarsh Square, um delicioso parque onde dormimos até à hora do autocarro para Melbourne (wifi incluído cortesia do Hungry Jacks  que é o Burger King australiano, que teve que mudar de nome por questões de registo de marca a 20 metros de nós).

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    Exaustão máxima a caminho de Melbourne

    O autocarro para Melbourne trouxe-nos boas recordações do Sudeste Asiático, com assentos reclináveis, 1 metro para as pernas ou por vezes assento-cama mesmo. Autocarros na Austrália são como a Ryanair na Europa…bem apertadinhos. Mesmo com a boa disposição e humor do nosso condutor, foi uma viagem longa e…difícil, muito difícil. Especialmente depois da noite no avião. Chegámos a Melbourne por volta das 6h, o corpo todo partido tal como se tivéssemos acabados  de sair de um combate…mas não com um Tyson, não tão mau…mais meiguinho e “pro-show” tipo Steven Seagal. 3 horinhas de espera até caminharmos mais uns 2km para irmos levantar o carro alugado, mapa carregado no telefone, falhámos uma saída aqui e uma curva ali, mas conseguimos sair de Melbourne em direcção a Torquay, o início da estrada de 200km pela costa conhecida como a Great Ocean Road. Passados 15 minutos tomámos a primeira saída para uma vila junto ao mar onde encostámos o carro para dormir.

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    Great Ocean Road – dia 1

    Depois de duas longas horas de repouso lá entrámos na Great Ocean Road, parando pelo caminho para o primeiro prato típico local: fish and chips.

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    Passámos por Torquay (Bells Beach), Lorne e Apollo Bay. Pelo meio no processo perigoso de tirar uma  foto a nós mesmos, um pé mal apoiado, resultou num pé torcido para a Sara. Toca a fazer o curativo (Urso, se me estás a oubir…) e depois de mais alguns kms decidirmos que o carro precisava de repousar. Nós estávamos bem, a viatura é que já se estava a ressentir com o esforço e nós gentilmente acedemos ao seu pedido de repouso.

    Conseguimos um quarto numa casa que supostamente pertencia a um hostel, mas estava vazia, bem agradável, confortável e a preço razoável. Foi jantar e cama bem cedinho para recuperar da pancada infligida ao corpo nas últimas 48 horas.

    Encontros imediatos do pior grau possível: as histórias sobre a Austrália sempre eram verdade

    Na manhã seguinte entrámos no Great Otway National Park e nem 5 minutos após parámos para tirar uma foto de família:

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    As árvores estavam carregadas destes meninos pelo que foi uma viagem lenta e agradável, com paragens frequentes. Após uma dessas paragens, enquanto conduzíamos lentamente a apreciar a vista, a Sara solta os berros mais altos que o Diogo já ouviu “AAHHHHHHHH, AHHHHHHHHH AHHHHHH, PÁRA O CAAAARROOO, PÁRA DIOGO PÁRAAAAAAAAAAA”! Diogo trava o carro em pânico sem perceber o que se passava, Sara abre a porta e salta para fora com ambos os pés, com um shot de adrenalina tal que nem sentiu a dor lancinante por ter apoiado o seu pé magoado e despedaçando uma unha pelo caminho lançando um novo berro, já bem fora da viatura: “AÍ, ESTÁ AÍ UMA ARANHAA!”. Diogo olha para a zona da caixa de velocidades e no seu banco, na parte lateral (perto do encaixe do cinto de segurança) está a maior aranha que ambos tinhamos visto nas nossas vidas, a cerca de 10 cm da perna esquerda do Diogo. Calmamente, Diogo abre a porta do carro, destravado e em pânico também (mesmo depois de ter visto Aracnofobia 74 vezes em criança) sai da viatura. Pequeno problema…a estrada era inclinada e o carro continuou a andar. Só que a nossa amiga estava precisamente na zona do travão de mão, pelo que Diogo pega pelo carro na zona da porta (ainda aberta)…

    Sorte ou azar a nossa indesejada e não convidada amiga subiu para o banco do condutor (quiçá apercebendo-se de que a sua vida corria risco num carro sem condutor) e com a ponta do pé e muito nojo Diogo tenta raspar a nossa amiga de oito patas para fora do carro. À primeira apenas a deslocou para a parte lateral do banco junto à porta, inspiração profunda (a nossa amiga começa a correr, pressentindo que ia ser pisada de novo) e o pé raspa a senhora para fora do carro. Ela impecável, como se nem tivesse sentido o pé corre para baixo do carro e nós finalmente retomamos o controlo da viatura.

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    Prosseguimos a viagem depois de uma inspecção rigorosa ao carro para garantir a inexistência de novas surpresas, seguimos viagem com os destaques a serem os Twelve Apostles, uma paisagem que lembra sítios que nos são bem conhecidos e queridos, Bay of Islands, passámos Port Campbell, Warnambool e Port Fairy o fim desta bonita estrada.

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    Partimos então para Melbourne numa estrada mais interior, passando por imensas vilas rurais e por alguns locais interessantes para tirar fotos:

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    De regresso a Melbourne, ainda tivemos tempo para uma multa por excesso de velocidade (soubemos um mês depois através da famelga) e dois polícias no meio do trânsito no centro de Melbourne interpelaram-nos (estavam no carro ao nosso lado num semáforo) quando o Diogo consultou o telemóvel nas mãos da Sara para ver a direcção para o hostel.

    Polícias: “AH! You can’t touch that if you’re driving!”

    Diogo: “Yes, you’re right officer, apologies, we were just checking the way to the hostel”

    Polícias: “Just messing with you, mate.”

    Acabámos por apenas conduzir um pouco no centro de Melbourne e passear na zona do nosso hostel à noite. Inicialmente pensámos em apanhar um voo de Sydney durante um par de dias para conhecer, mas a factura começou a acumular e ficámo-nos por esta curta visita!

    Após uma noite reparadora, partimos para a Tasmânia na manhã seguinte.

    Stay tuned, mates!


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