Voo agradável com a nossa já habitué Air Asia de pouco mais de duas horas, significativa turbulência perto da aterragem e eis que chegámos à terra do tteokbokki (ou topokki para os amigos), do kimchi, das panquecas coreanas e das pop stars! =)
Quando planeámos a visita à Coreia do Sul, o trajecto em mente incluía cidades como Seoul e Busan, no entanto percebemos mais tarde que havíamos descurado uma variável importantíssima aquando desse mesmo planeamento – o cansaço. Sentido o erro ou antes ingenuidade na pele, o nosso passeio turístico por aquele que é certamente um belíssimo país ficou-se apenas pela capital.
Chegados ao aeroporto de Seoul, a diferença face à calma e ordem dos nossos queridos japoneses era notória. Mal entrámos no shuttle o regresso ao nosso bem conhecido “tudo ao molho e fé em Deus” de outras paragens foi instantâneo. Bem, pelo menos sabíamos que a par da confusão vinha o barato por isso feitas as contas…um bem haja à Coreia do Sul! =)
Ficámos instalados num hostel em plena zona universitária, facto que bem podia justificar a boa disposição do Diogo…ou isso, ou a comida baratinha que vendiam na rua que ele tão bem conhecia dos tempos em que morava com um moço coreano. Fica no ar a dúvida. =)
Entre restaurantes bem “locais” e topokki de rua, conseguimos manter a factura baixa. A Sara aqui experimentou uns cold noodles (noodles imersos numa sopa com gelo), acompanhada de kimchi (não há restaurante coreano que não sirva um pequeno prato como acompanhamento desta comida considerada uma das mais saudáveis do mundo) e uns rolinhos de algas recheados! Diogo ficou-se pelo saco preto: topokki (traduzido à letra é “bolo de arroz”, mas bem diferente do nosso! Imaginem uns cilindros de 5cm de comprimento e 2 cm de diâmetro feitos duma massa tipo pasta densa, cozinhados num molho de malagueta que lembra quase um molho de marisco. É bom. Pica, mas é bom!
As ruas voltaram a ser ocupadas por bancas e carrinhos de comida, lojas de roupa e electrónica e muitos, mas muitos Starbucks e homólogos. E foi nessas ruas e no que elas nos tinham para oferecer (leia-se vender) que passámos quatro dias desta nossa odisseia. Olhando para trás (na verdade, nem precisamos de olhar, já o sabíamos no momento que lá estávamos) queríamos ter feito mais, gostávamos de ter visitado o parque Seoraksan e ter dado um abraço ao Kim, mas a verdade é que a energia naqueles dias dava apenas para acordar, tomar banho e seguir para um dos homólogos do starbucks, ou mesmo o próprio, tomar o pequeno-almoço e ficar por lá umas valentes horas a fazer isto que estamos a fazer agora, mais actualizar o orçamento, pesquisar o custo dos voos a comprar e ainda algo que nos ocupou algum tempo e custou vários telefonemas, tratar do visto para a China, o nosso próximo destino.
Deste último ponto importa saber que a atribuição de vistos na Coreia do Sul está a cargo das agências de viagens e não das embaixadas (como em Portugal, por exemplo). Assim sendo, dirigimo-nos a uma dessas agências (perto do Namdaemun Market) para tratarmos do nosso visto para a China, mas a coisa não correu como planeado pois para nos atribuirem o visto exigiam-nos um comprovativo de residência na Coreia (Alien Registration Card – ARC). Mmmm come again?! Ora para turistas como nós que não têm este comprovativo (por não trabalharem e/ou estudarem lá), a única solução passava po enviar o passaporte para a embaixa da da China em Portugal e esperar que o validassem e o reenviassem para a Coreia (4 dias úteis para a validação mais sabe-se lá quanto tempo de transporte mais ficar sem documentos durante todo esse período). Not a good idea. Posto isto, a única solução que encontrámos foi comprar voo para Hong Kong e tratar do visto por lá. Para mais informações consulte o seu médico ou o post de Hong Kong! ;P
Escusado será dizer que este filme implicou horas de replaneamento, porque o plano inicial era voar de Seoul para Beijing, ficando Hong Kong para o fim depois da visita completa à terra do aloz, do clepe e do gelado de lum. No entanto, três meses nas costas já nos permitem um certo à vontade com trocas e baldrocas (também admita-se que não temos muito mais para fazer), por isso no worries. Lá encontrámos um voo jeitosinho com escala em Shanghai, engolimos em seco o nosso amor de andar de avião e asfixiámos mais um pouco o cartão de crédito.
Não houve um dia em que não comessemos panqueca de vegetais coreana. As simpáticas senhoras da rua vendem-nas baratas e são muito generosas no óleo, quiça demasiado generosas! O_o E pronto, entre panquecas coreanas de rua e muffins de mirtilo do starbucks lá nos sustentámos durante os dias. À noite a fome apertava um pouco mais e por isso lá nos permitimos um farto hot pot e, numa outra um juicy e estaladiço frango frito enquanto assistíamos ao animado jogo CoreiaxBrasil na tv de um restaurante de esquina. Ok foi animado para nós, mas eles pareciam sofrer um pouco, especiamente as meninas que a cada troca de bola a pouco mais de meio campo nos aportavam a todos para uma sala de cinema de um bom filme de terror. ;)
Paragem para mais uma experiência gastronómica…noodles com cogumelos e cebola caramelizada num molho de feijão preto…not bad!
Cabine para sapateiros. A sério. E não era só esta, havia várias pela cidade!
Um dos edifícios da Samsung…está em todo o lado, como seria de esperar!
Por entre os altos prédios do centro descobrem-se pequenas vilas numa Seoul um pouco mais tradicional, casas em madeira, com um ritmo de vida bem mais lento, vielas e becos com pequenos pátios, cafés acolhedores, imensas galerias de arte e restaurantes…parecem duas cidades numa só!
As variadas folhas usadas num dos pratos mais típicos coreanos: Samgyopsal! Entrecosto grelhado enrolado nestas folhas (tipo sanduíche) com arroz, green onions temperadas com vinagre de arroz e malagueta seca, molho de soja fermentada, molhado noutro molho de óleo de sésamo com pimenta preta e sal e quem quiser ainda com um dente de alho no meio. Ver foto no fim do post!
Mais comida de rua bizarra:
A panqueca coreana, bem redonda ao centro:
Para além disto tudo ainda fomos ao cinema ver “Gravity”. Efeitos espaciais à parte, não conquistou. Já as pipocas eram deliciosas. :)
Não pudemos sair sem deixar um jantar dedicado ao Samgyopsal (aka entrecosto à coreana, ver descrição acima), comido num belo e barato buffet repleto de jovens igualmente sedentos de carne:
Como comer: colocar tiras de entrecosto na grelha (ver foto acima), pegar em folha de legume, colocar na folha entrecosto cozinhado previamente molhado em molho de óleo de sésamo com sal e pimenta preta, colocar green onion (3ª tigela a partir da esquerda), dente de alho cru imerso em molho de soja fermentada (tigela à direita) e arroz (se quiserem atenuar a explosão de sabor). Dobrar tudo tipo crepe de alface e deglutir duma só vez. Quando voltarmos a Portugal aceitamos pedidos para a realização de um jantar coreano com este petisco e umas panquecas coreanas se se portarem bem.
E foi isto. Não há muito mais a relatar do berço da Samsung, pelos nossos olhos. Com sorte ainda lá voltamos aquando do regresso ao Japão. Isso é que era!
Vemo-nos em Hong Kong. :)











































































































Se comecei o post a pensar “é o primeiro país em que ai ver a comida não me dá fome”..ao ver o crepe e o frasco de nutella essa ideia desaparaceu:D
Os cogumelos também estão apeteciveis:D
“Quando voltarmos a Portugal aceitamos pedidos para a realização de um jantar coreano com este petisco e umas panquecas coreanas se se portarem bem.”
FEITO! QUERO, PRECISO!:P
pedido de jantar coreano feito!