Singapore, Melting Pot Lion City

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Finalmente the Lion City.

O dia começou com um madrugar mui temprano, por volta das 4h30 da manhã para chegarmos ao aeroporto de Bali bem a tempo do nosso voo das 6h20 da AirAsia para o nosso próximo destino: Singapura!



Táxi tranquilo, assim como o valor do taxímetro. De facto esta viagem à Indonésia, tirando um percalço, foi sem dúvida smooth and worthwhile! No aeroporto, check-in eficiente, pagamento de 150000 rupias por cabeça à saída do país (é tipo um imposto turístico) e um belo voo com o pôr-do-sol na janela do nosso Airbus A321.

Aterrámos em Singapura à hora prevista, num aeroporto moderno, não tão agradável quanto o de Bangkok, mas completamente ocidental. A primeira paragem foi num posto de internet onde vimos uma série de locais de repouso, bem caros para o budget, motivo pelo qual seleccionámos uma área de visita e decidimos ir à busca.

Mesmo à saída, decidimos tomar um pequeno-almoço bem típico na cidade. Café e torradas com Jaya, uma manteiga misturada com geleia de coco. Not bad para o Diogo, not so much para a Sara. De seguida, toca a apanhar o express (metro) para o centro da cidade para procurar o nosso novo pardieiro para repouso e para começar a ver as vistas da cidade. :)

Singapura, é uma cidade (tecnicamente, uma cidade-estado, but who cares) diferente. É uma cidade onde se sente a confluência de diferentes partes e povos da Ásia e sub-continente num local relativamente pequeno, dando origem a uma experiência única para quem visita e experiencia.

É impossível ficar indiferente ao rebuliço de Little India, os perfumes, casas e lojas da Arab Street, a caótica mas deliciosa Chinatown, ao mesmo tempo que estamos numa cidade perfeitamente ocidental, desenvolvida e organizada como qualquer outra cidade europeia, que não esteja situada em Portugal. Just kidding.

Chegados à estação de metro escolhida, Lavender, partimos à procura de poiso, com a primeira paragem a revelar-se a opção depois de uma árdua procura de mochila às costas e chuvinha quanto baste. As nossas primeiras paragens não foram afortunadas, até que optámos pelo 5footwayinn de Bugis, bem perto da zona árabe, colado à Arab Street. Um óptimo hostel diga-se simplesmente muito caro, tendo a nossa opção sido pela do dormitório de 4 camas. Tivemos a felicidade contudo de ter o quarto por nossa conta! Pelo meio ainda comemos um belo dum caldo e uma galinha em papel de alumínio, num restaurante chinês de rua, que foram bem do agrado tendo em conta que já tinham passado umas horinhas desde o breakfast. Isto porque tivemos que fazer horas até às 15h, pois não nos deixavam fazer o check-in antes, algo mais comum do que se possa pensar deste lado do mundo.

O pouquinho de tarde que nos restou foi usado a caminhar para o centro da cidade, altura em que não resistimos a regressar a um programinha ocidental: cinema! Fomos ver o “The Internship”, um filme bem divertido, light, mas recomendável!  Antes disso ainda passámos pelo ThaiExpress uma excelente cadeia de comida tailandesa, com um atendimento tão rápido que suspeitamos que os clientes da mesa ao lado nem se aperceberam que lá estávamos. Saímos depois de esperarmos 20 minutos para tirarem o nosso pedido. Jantar no Subway. It’s ok.

No shopping ainda pudemos constatar o fanatismo da população por estrelas coreanas (actores de novelas coreanas, novelas estas que costumam ser muito populares por toda esta parte do mundo)…

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Depois da noite ocidental, caminhada rápida debaixo de chuva miúda para o nosso hostel com a ideia de nos metermos rapidamente nos braços de Morfeu! No entanto, ao passarmos na Arab Street, mesmo com chuva, estava imensa gente em bares de rua num ambiente de fim de noite nada pesado e bem agradável, pelo que antes de fecharmos o dia, aproveitámos para nos imiscuir na multidão de locais.

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Next day, acabámos por mudar para um hostel de cápsulas para tentarmos baixar o enorme custo de alojamento nesta cidade, pelo que ficámos no Little Red Dot Hostel. O nível de conforto era semelhante pelo que foi uma boa opção! Daqui partimos no segundo dia para explorar Little India e um pouco mais do centro.

Little India em Singapura é um local curioso, agora mais ainda depois de termos já visitado a Big India, por assim dizer. Quando se passeia nas ruas, percebe-se que é a Índia, até se percebe alguma confusão, mas nada de lixo amontoado ou vacas na rua. Claro que em contrapartida não há também nada de história. Mas consegue-se apanhar o dia-a-dia, que lembra bem o país e seus costumes.

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Só queríamos apanhar a bancada de fruta, não nos rogue pragas a Shiva, cara senhora

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Depois da visita a Little India, passámos pelo Sim Lim Square onde começou a nossa busca por um gadget que permitisse colmatar o telefone roubado à Sara. Dezenas de vendedores e lojas, todos a venderem um pouco do mesmo, basicamente Samsung ou Apple. Parece claro que quem se quiser meter no meio destes dois vai ter tarefa complicada pela frente! Dado que já passava das 5 da tarde decidimos almoçar. Os nossos horários aqui estão mais desregulados que nunca. Um sandes de atum para a Sara e um hamburger para o Diogo.

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What’s wrong with this picture? =)

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Fomos caminhando pelo centro de Singapura, passando inúmeros e inevitáveis shoppings, universidades e os gigantescos prédios da downtown, até avistarmos um dos highlights da cidade: Marina Bay Sands Hotel. O hotel (ou hotéis) com uma espécie de um navio pousado em cima das 3 torres. Foto tirada, demos um giro pelo shopping do Marina Bay, à procura de uma easy-cheap-bite que haveria de não aparecer. Cidade carota, como já sabíamos. Fomos andando, passeámos pela zona de Clarke Quay e proximidades, zona do desembarque dos ingleses no que viria ser Singapura.

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Esta é uma zona de restaurantes e bares essencialmente, mas com muita seafood estranha, muito estranha.

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Apesar de inúmeros convites para jantarmos com a elite de Singapura, não nos quisemos juntar àquela gente, por isso mesmo fomos para o bairro árabe, onde nos sentimos em casa e degustámos isto:

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Terceiro dia foi frustrante com a perda do carregador do pc. Não não foi roubado, simplesmente deixou de carregar, só com muita pressão. Motivo pelo qual começámos a pensar que talvez fosse o próprio pc. Enfim, isto claro que contribuiu para o nosso atraso em posts ;) Excuses, excuses! Enfim. Sarinha descansou e Dioguinho foi em aventura para o centro de reparações da Acer, mesmo na sede da Acer em Singapura. Uma zona bem distante do centro, mas numa expansão igualmente feroz, com zonas comerciais gigantescas ao lado de parques empresariais e zonas residenciais. Este país ainda tem muito para crescer, vê-se bem o contraste para a Europa. Well, esta visita à ACER, foi como levar o computador a conhecer a sua família biológica. Não correu nada mal. Ficámos com a certeza de que o problema era do carregador e não portátil (yessss) e que os outros dois eram de facto imitações, algo que tínhamos suspeitado, mas à falta de melhor foram soluções temporárias.

Já com novo carregador, de volta ao hostel, para um quick lunch e mais um passeio pelo centro, sempre com direito a entrada em mais um shopping! Desta feita acabámos por parar num daqueles recintos de vídeojogos com todos os viciados locais!

Não resistimos a uma perninha de Street Fighter (pelos vistos já vai no 4 se não estamos equivocados). =) O jogo tornou-se mais interessante quando um dos viciados nos desafiou. Esta malta leva a coisa a sério e neste caso o nosso amigo teve o azar de jogar com a Sara Alves em modo FULL-BLOWN-MORTALITY! O rapaz começou a ficar frustado e só à custa de muito suor, pancada na máquina e no último round conseguiu levar de vencida a nossa heroína! Deu gosto ver (a Sara é o Blanka, o que dá choques eléctricos):

Quarto dia, novo hostel. Dado que nos faltava ainda a mítica Chinatown, optámos por trocar de hostel para estarmos mais perto da acção. Fomos de novo para um 5footwayinn, mas mais barato que o anterior, só que desta vez tivemos companhia no quarto! Ficam aqui as primeiras imagens do local:

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Degustámos as delícias locais, algumas bem spicy, mas a maior parte deliciosa. E muito, muito barata! O único sítio de Singapura onde se tem good value for money! Aproveitámos para mandar o primeiro pacote de “tralha” para Portugal. Não, ainda não são prendas…. :S lamentamos profundamente e prometemos que iremos reparar esta falha. Desta vez foi só mesmo enviar coisas que tinhamos trazido a mais…

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Parece que vos ouvimos deste lado…”Desculpem? Coisas a mais? Um ano com essas mochilas e trouxeram coisas a mais? É verdade, parece impossível, mas esta viagem já conseguiu uma coisa: revolucionar a forma como fazemos a mala em viagem!

Pelo meio ainda nos divertimos com o staff do hostel, um singaporense de raízes indianas, mas que deixava bem claro ser singaporense, mas muito simpático! Noite tranquila em Chinatown degustando pratada de não sabemos o quê, mas muito bom! =)

Quinto dia, finalmente a tão adiada subida ao Marina Bay Sands. Fomos a pé, pois era relativamente perto, mas ouch…calor forte e humidade idem. Ainda deu tempo para ver “velhas” marcas bem conhecidas =)

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Merlion, o símbolo de Singapura.

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PWC em Singapura! Not bad!
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Depois de um quick lunch, finalmente no topo com a melhor vista da cidade:

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A ideia era visitar de seguida os famosos Gardens by the Bay, uma adição recente ao panorama turístico da cidade, com réplicas de climas e vegetação de vários locais no mundo, mas o calor venceu-nos e optámos por ir directos para o Hostel, pois só dava tempo para uma hora de descanso antes de sairmos.

Depois de chegarmos ao hostel e do nosso reduzido descanso, toca a apanhar metro para começarmos a viagem para o nosso próximo país: Malásia. A estação de autocarros ainda ficava longe mas tinha cadeiras para massajar os viajantes antes da partida. Not bad!

Bus station for Malacca:

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First stop: Malaca, terra de muita história portuguesa e de muitos portugueses ainda…ou será que não?

Por isso não percam o nosso próximo episódio porque nós também não!