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Guilin…como aprender a negociar como um chinês! :)

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Como chegámos a Guilin? De comboio.
Quantas horas demorámos a chegar? 28h


Yeap, um diazinho inteiro (e mais 4h) em AC3 (6 camas), top berth (as duas camas de cima), na companhia de um adorável menino dos seus 4 aninhos que tinha como desporto preferido subir até às nossas camas e dizer “haaaallooo”!! :) Foi deveras desafiante, mas também muito divertido e com noodles intermináveis à mistura!! ;)

Guilin pareceu-nos, mal saímos do comboio, uma cidade muito simpática e tranquila, mesmo sendo uma das mais turísticas do sul da China (no nordeste da província de Guangxi).
Nos quatro dias que lá passámos, para além de um aprazível convívio com a família do hostel onde ficámos e alguns dos locais da rua, dedicámos o resto do tempo a caminhadas pelo centro e arredores seguidas da merecida compensação…street food, fast food, chocolates não muito bons, mas ainda assim chocolates das convenience stores que encontrávamos a cada 100 metros. É sem dúvida a melhor forma de captar o ritmo de vida da cidade, de conhecer os recantos à casa e, sobretudo, de não gastar muito dinheiro. :)

A rua Mong Kok e rua Zhengyang Pedestrian são ruas extremamente turísticas, com verdadeiros rios de pessoas (sobretudo franceses!! O_o) a passearem-se a toda a hora por lá, mas sem dúvida excelentes spots para se comer…o problema é mesmo ser o triplo do preço da street food ou fast food!!! Por isso já dá para imaginar onde é que nós fomos comer…todos os dias!!! Bem, mas independetemente de não termos experimentado a comida de nenhum daqueles restaurantes, vale a pena passear-se por lá, só para absorver um pouco daquela agitação, que em pequena quantidade, se assemelha mais a bom ambiente!! :)
Se quiserem fazer umas refeições mais em conta, passem na rua Nanhuan Lu onde nós conseguimos almoçar uns noddles deliciosos por 1,60€ (dois pratos de noodles)!!!!!!!!! Nhamyyyyy :):):) Ou então passem na rua Yiren Lu para javardarem fast food!! (been there, done that)!!

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Enumeradas as ruas das quais ainda nos lembrámos e que serão certamente um local de passagem para quem pretender visitar Guilin, passemos ao último episódio digno de relato…

Pois bem, Guilin é deveras uma cidade pitoresca, ornada por montanhas e osmanthus (planta que se encontra na Ásia e América do Norte cuja flor cheira maravilhosamente bem!!), que na altura em que nós lá estivemos perfumavam toda a cidade. Aliás, em jeito de curiosidade fica só aqui a nota que “Guilin” quer literalmente dizer “floresta dos osmanthus doces”. E nesta bela cidade há muito natureza para encantar, por isso mesmo é que a maior parte das actividades turísticas ou são visitas a grutas, a campos de arroz, trekkings nas montanhas ao redor da cidade ou, a mais popular de todas, um cruzeiro pelo Li River durante o qual se pode avistar a famosa imagem gravada nas notas de 20 yuan. Há imensas visitas organizadas ao preço do ouro (para nós) ou então há ainda a possibilidade de tentarem fazer a coisa pelo próprio pé…como nós!! :)

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Nesta última opção, bem resumidamente para não maçar muito como de costume, queríamos fazer um trekking de Yangdi a Xingping, trajecto de cerca de 5 km que nos permitiria avistar o famoso spot que aparece na tal nota e…de graça, quer dizer, ao preço do cansaço apenas (e do bus).
No entanto, depois de apanharmos o autocarro no centro da cidade que fica ao lado da estação de comboios, de passarmos pelo filme de fintar todas aquelas senhoras que lá se encontram a tentarem cobrar um preço bem acima do normal pelo bilhete do bus e, como se não bastasse, a colarem-se a nós para depois nos tentarem vender o tal cruzeiro a preço para americano (sem ofensa ao americanos espectaculares que conhecemos pelo caminho, mas a verdade é que  maior parte paga o que lhe pedirem, sem regatear!!! bahhh) e de chegarmos a Yangdixiang, o calor e a falta de coragem para caminhar 5 km por um trilho que não chegámos a perceber onde começava levaram a melhor, pelo que decidimos tentar regatear o preço do cruzeiro para ver se ainda ganhávamos o dia… :)

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Para terem uma noção, as senhoras pediam 500 yuan por duas pessoas. Estamos a falar de um cruzeiro de 1h por mais de 60€! O nosso objectivo era baixar tamanha exorbitância para 12€, no total!!! :):):) Foi um verdadeiro filme sobretudo porque as senhoras que nos tentavam sacar 60€ não nos deixavam falar directamente com os senhores do barco, não fossem eles fazer-nos um desconto….dos bons! E é aqui que a Sara decide escrever um papel com a mensagem ” boat trip for 2 persons – 100 yuan” e correr até aos tais senhores do barco para que eles lessem a mensagem…É nesse local, mesmo à entrada do barco, que  conhecemos um grupo de turistas asiáticos à espera que o mesmo partisse, aos quais explicámos que não tínhamos 60€ para gastar no cruzeiro, porque no dia seguinte seguíamos para o Vietname e precisávamos de liquidez (tudo verdade até agora)!! E o quê que aqueles miúdos fazem?! Fazem uma “vaquinha” para nos pagarem a entrada ( pela qual a esta altura do campeonato as senhoras já “só” pediam 40€)!!! Uiii ficámos com o coração nas mãos!!! Os miúdos e um senhor mais velho já tinham o dinheiro na mão e insistiam em pagar-nos o cruzeiro, porque “you no have money! We can pay, we pay!!!”…woooowww, tivemos de imediato de parar com o teatro que estávamos a fazer, porque na verdade nós só ali estávamos para provarmos às senhoras que conseguíamos mais barato, mas a brincadeira tinha claramente ido longe demais…:/
Bem, lá conseguimos convencer aquelas pessoas tão simpáticas de que não iríamos aceitar a sua generosa oferta, tirámos umas fotos juntos e seguimos caminho de regresso ao centro da cidade!!!
E pronto, não avistámos tudo o que queríamos, mas deu para ter uma ideia e angariámos mais uma história memorável…e esta, por sua vez, priceless! :)

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E é isto, quase um mês depois de nos terem deixado entrar na terra de quase todos os “made in” que vestimos, calçamos e afins, temos a certeza que ficou muito por ver e que, a existir oportunidade, havemos de regressar!!

And now…go Pho!! :)
See you around…



Xi’an, Halloween e o Exército Terracota

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Depois de mais uma piquena viagem de comboio de 17 horas (para meninos comparada com a seguinte que fizemos) onde tivemos mais uma ótima chance de passar pelas brasas com a cara a 10cm do tecto do comboio, chegámos a Xian não muito descansados mas plenos de vontade de aproveitar ao máximo os dois dias que aqui tínhamos planeado ficar. A saída do comboio trouxe um cheiro não muito agradável enquanto nos dirigíamos para a saída da estação…

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Com um nevoeiro bem forte sobre a cidade e uma temperatura baixinha para a roupa que vestíamos saímos da estação procurando o caminho para o hostel. A estação fica mesmo à porta da enorme muralha antiga (Xi’an é uma das cidades em que a muralha está totalmente intacta ainda na China) e lá começa a vida da cidade, com os inúmeros e esperados vendedores de rua, comida de rua, táxis, riquexós e autocarros a partirem a toda a hora e gente. Muita gente como de costume!

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Chegar ao hostel não foi muito difícil, embora tenhamos que ter pedido indicações por duas vezes e mais uma vez parece que a olhar para um mapa – mesmo só com caracteres chineses nos nomes das ruas – os ocidentais ficam a ganhar em orientação aos nossos  compinchas asiáticos que ficam perdidos a olhar para as encruzilhadas nos ecrãs de telemóvel. TomTom e Ndrive têm um mercado imenso para explorar aqui.


Chegados ao nosso hostel fomos prontamente acolhidos pelo simpático staff e subimos ao nosso dormitório para 6 pessoas onde o Diogo deixou a Sara a descansar para partir à procura de mais 2 bilhetes de comboio para sairmos no dia seguinte…quem disse que um ano é muito tempo?

A compra de bilhetes de comboio na China é sempre algo passível de preencher 5 minutos de televisão em horário nobre numa qualquer sitcom. O importante é estar preparado para todas as questões que nos vão colocar e utilizarmos os gestos adequados. Na maior parte das cidades consegue-se comprar bilhetes em pequenos cubículos tipo quiosques que cobram apenas 5 Yuan como taxa de emissão. Dar com estes quiosques nem sempre é fácil, mas podem usar sites online para os descobrir.

Ok, regras básicas para comprar bilhetes: 1- levar número do comboio, com indicação da cidade de partida e chegada (em caracteres ocidentais e chineses para jogar pelo seguro; se levarem telemóvel ou PC ajuda); 2 levar horário de partida pretendido assim como a data pretendida para a viagem (o Diogo abria sempre o calendário do telemóvel e assinalava o dia mostrando ao interlocutor); 3 – mostrar passaportes para indicar não só quem viaja, mas quantos bilhetes queremos (levem portanto os passaportes de todos os passageiros); 4 – usar gesto universal de “Dormir” para indicar cabine de comboio com camas e levar desenho de uma cabine com 4 ou 6 camas conforme a que selecionar em, indicando com um círculo a(s) cama(s) que pretendem (as do topo são sempre mais baratas). E pronto, viajar de comboio passa a ser fácil. A senhora diz-vos o preço, façam cara de que não perceberam nada do que ela disse (ou seja, mantenham a cara com que estão desde que lá chegaram) e ela mostra-vos o valor na calculadora (os sites online já vos dão os preços aproximados pelo que somem 5 Yuan por bilhete emitido e confirmem se está tudo ok). Pagamento Cash only e recolham os bilhetes.

De volta ao hostel, por sorte ainda arranjámos bilhetes para o dia seguinte (geralmente convém comprar com mais alguma antecedência, mas por acaso tivemos sempre sorte até aqui)..

Depois do merecido descanso identificámos a localização dum CoCo Nai Cha e la nos mergulhamos em mais um Pearl Milk Tea, bingda (ice cold). Delicious!

Pelo meio ainda vimos o Ronaldo :)

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Depois de um jantar ocidental barato aka fast-food voltámos para o hostel onde nos aguardava uma surpresa!

Festa de Halloween! Nem tínhamos pensado celebrar mas não tivemos hipótese. A partir do momento em que nos disseram que havia cerveja a borla entre as 19h e as 20h para quem deixasse ter a cara pintada pelo staff do hostel, foi uma oferta demasiado boa para recusar.
Eis o nosso aspeto depois do nosso artista tratar das nossas caras perfeitas:

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E venha a free beer! Acabamos por travar conhecimento com um australiano da Tasmânia, um americano, um italiano e um casal de holandeses com quem ficamos na conversa dura te umas horas (a partir das 8.30 começámos anoagar nos a cerveja). Durante a agradável conversa ficámos decididos a visitar a Tasmânia tao elogiada pelo Steve e combinamos encontrar-nos com o Dave (o americano) em Los Angeles se possível!
Uma noite para recordar!

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Cama as 00:30 pois o dia seguinte era apertado de horários.

Depois do descanso e pequeno-almoço continental no hostel, diretos para a estacão de comboio mas desta vez para apanhar um bus bem barato para o exercito Terracota.
Demos facilmente com o bus e passado cerca de uma hora lá nos largaram num parque de estacionamento sem indicações dizendo que era ali. Perguntámos a 2 ou 3 locais onde ficava o recinto do exército terracotta… “Terracotta army?” “where?” Nada. Sentido de orientação ou talvez mesmo capacidades de comunicação gestual não abundam na área! Ou talvez os nossos gestos não sejam tão universais como possamos pensar!
Lá nos desenrascámos por nossa conta e demos com o sítio quando começámos a ver muuuuitos autocarros de turistas e gente!
Toca a comprar bilhetes. Fila interminável de turistas, maior parte chineses na verdade.
Optámos pela primeira fila que tinha o preço não a 150 yuan mas a 75 yuan (preço estudante) numa tentativa de dar o golpe :)
E não é que nos venderam o bilhete sem sequer nos pedir identificação…achámos um pouco estranho mas munidos dos bilhetes lá nos dirigimos para o controlo de entrada…e foi aqui que lá nos pediram a identificação…

Seguros de nós mesmos entregámos confiantes os nossos dois cartões de cidadão…e voilá…nada melhor do que carateres não-chineses num cartão de plástico com as nossas fotos para indicarem que a República Portuguesa é afinal umaescola…uma escola da vida!

Finalmente foi a vez dos tugas darem o golpe nos chineses! AhahahahaAh!

Ficámos a saber que existem neste momento 3 áreas com partes do exército enterrado, mas que ainda estão a desenterrar muitas peças e a descobrir novas áreas, pelo que ainda é impossível estimar até que ponto de estende a loucura do imperador que criou esta relíquia para a sua eternidade! Aqui ficam algumas fotos da visita:

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Regressámos no autocarro de imediato para o hostel para não ficarmos apertados de tempo para o nosso comboio, tendo chegado com tempo suficiente para ainda nos despedirmos da maior parte dos nossos amigos da noite anterior! Foi com alguma sensação de nostalgia que nos despedimos de mais um grupo de pessoas com quem convivemos por pouco tempo, mas com quem se criou uma ligação rapidamente!

Feitas as despedidas, de mochila às costas dirigimo-nos para a estação, parando para comprar mantimentos para a viagem de comboio mais longa das nossas vidas: 28 horas.

Não percam a próxima paragem: Guilin, com aventuras e vídeos de aniversário?! Stay tuned!



De visita à cidade imperial

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Mais uma longa viagem de comboio, desta vez em AC2 (4 camas) e eis que chegamos à cidade imperial. Beijing presenteia-nos com um clima há muito não sentido por nós…um belo dia de sol temperado com aquele friozinho agradável. Hmmm feels good to be in the North… :)
Ainda hesitámos em caminhar até ao hostel que ficava a cerca de 5 km da estação, mas com um dia daqueles um último esforço antes do verdadeiro descanso dos guerreiros valia muito a pena! :)

 

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Pelo caminho decidimos passar pela embaixada do Vietname para tratarmos do visto o quanto antes, pois estávamos numa sexta-feira e mesmo optando pelo urgente teríamos de ficar em Beijing, no mínimo, até terça. Por mais que Beijing tenha muito para oferecer, a capital nunca é o sítio mais barato para se ficar, por isso quatro dias parece-nos a conta certa. We’ll see…
O “bairro das embaixadas” é um bairro da pinta, no doubt about it! De ruas muitos amplas e seguranças por tudo quanto era esquina, percebia-se a qualidade de vida elevada de quem por ali morava e trabalhava. Engraçado perceber a manifesta presença russa por aquelas bandas – centros comerciais, restaurantes, cafés, turistas a passearem-se pelas ruas – eles estavam por todo o lado. Bem, a verdade é que também não estão longe de casa. Já nós…

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Já famintos e cansados de procurar a embaixada, a qual estava fechada quando lá chegámos, pausámos num restaurante vietnamita para ingestão de algumas calorias e fazer tempo até à reabertura da embaixada (às 14h). Comida absolutamente deliciosa, apesar de não muito barata (6€ no total).

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Sem passaportes e com menos 140€ na carteira (custo de dois passaportes urgentes, uma entrada, 30 dias, para o Vietname) seguimos a caminhada para o hostel. Acabámos por entrar no metro um pouco mais à frente, porque já não haviam pernas que aguentassem.
Metro em Beijing – efeito “sardinha enlatada” e 0,25€ seja qual for a distância.

Feito o check-in no hostel mais baratinho e bem localizado que conseguimos encontrar (a cerca de 10 minutos a pé da entrada da Cidade Proibida), aproveitámos o resto da tarde para conhecer e degustar a já habitual street food. Quando chegámos ao principal mercado de rua, os néons e os turistas eram tantos que assumimos de imediato que aqueles petiscos teriam um significativo aumento de preço e óleo, bem ao agrado dos vendedores e clientela, respectivamente. Bem dito, bem feito! O Diogo, turista repetente em Beijing, confirmava a suspeita e reclamava face à degradação daquilo que foi em tempos um excelente spot para provar e degustar iguarias deliciosas e baratas. Enfim…provámos apenas uma e seguimos caminho para jantar num baratinho food court de um dos muitos centros comercias da zona.

Uma visita a Beijing tem, no mínimo, três paragens obrigatórias.

A nossa primeira paragem foi a cidade proibida, a antiga casa do imperador. Estamos a falar de uma autêntica cidade dentro de Beijing, absolutamente monumental! Tem cerca de 90 ha adornados com templos, jardins, pátios enormes e muitos, muitos turistas que por lá se passeiam, especialmente ao fim de semana…timing perfeito para nós também darmos lá um saltinho! :)

Passadas 3h de visita ainda nem um terço tínhamos visto, pelo menos não em detalhe, mas foi o suficiente para nos deslumbrar (no caso do Diogo, pela segunda vez). A entrada custa cerca de 8€ e se tiverem oportunidade de se passear por estas bandas, aconselhámos vivamente a levantarem-se cedinho para se perderem com tempo na imponência desta cidade.

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Segunda paragem e, inquestionavelmente, um dos sitios mais inspiradores, puros e igualmente imponentes que já visitámos até então…a Muralha da China!! Ok, é mesmo necessário enfatizar o quão fantástico aquele sitio é!!! É certo que o dia em que escolhemos fazer esta ansiada visita é per se um dia extremamente especial – 29 de Outubro :) – e portanto já antecipávamos um dia em grande, mas o céu absolutamente limpo e azul decorado com um sol brilhante e reconfortante e um friozinho bem auxiliador da intensa e longa caminhada à qual nos tínhamos proposto selaram o rol das condições perfeitas para uma visita memorável. :)
Foi uma experiência única!! A cada passo, a cada vislumbrar de natureza, de muralha e boas vibrações que aquele sitio e aquelas pessoas emanavam, lá saí-a uma foto! Tudo merecia ser registado, mas nada consegue ser verdadeiramente captado até pela objectiva mais topo de gama do mercado…É um local grandioso, que transcende qualquer descrição e que merece sim ser sentido.

A muralha fica a menos de duas horinhas de autocarro do centro de Beijing e existem, essencialmente, duas opções para lá chegar: ou numa visita organizada ou  pelo teu próprio pé, isto é, pesquisar se existem autocarros públicos que façam o trajecto, de onde saem, a que horas e a que preço.
Facilmente conseguem esta info em blogs de viagens…como este :)

Ora bem, a primeira opção ficava por 35€/pessoa numa visifa organizada pelo hostel com pequeno almoço, almoço, entrada e teleférico para a muralha incluídos. Já a segunda descia para 19€/pessoa, valor respeitante ao preço do autocarro (ida e volta), entrada para a muralha, teleférico e tobogan, mas sem alimentação. Optámos, como qualquer backpacker orgulhoso da sua condição natural, pela segunda! :)

Levantamo-nos bem cedo para apanhar o autocarro 867 das 09h00 da manhã, na estação Dongzhimen (2€ por pessoa). Infelizmente naquela altura do ano o autocarro não parava perto da muralha (pelo menos não a uma distância que conseguissemos fazer a pé em pouco tempo), pelo que tivemos de apanhar um táxi até à muralha (cerca de 4€).

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O custo da entrada anda à volta dos 8€ e o teleférico para a torre 6 e o tobogan (espécie de escorrega para o grand finale quando já não se aguentarem nas pernas e poderem escorregar uns bons metros até à saída) cerca de 10€.
Dos vários percursos possíveis para visitar a muralha (uns mais desafiantes que outros), optámos por um dos mais bonitos (pelo cenário em redor) e não tão concorridos – o do Mutyanyo. Neste percurso a muralha está compartimentada em 23 torres existindo teleféricos da entrada para a torre 6 ou directamente para a torre 14.

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Terceira e última paragem obrigatória, o palácio de verão do imperador que fica nos arredores de Beijing (já não conseguimos precisar o número de paragens de metro que tivemos de fazer até lá chegar, mas certamente não foram menos de 18. Tudo por 2 yuan = 0,25€). :) A entrada para o palácio, ou melhor, para os os jardins e magnífico lago à volta do mesmo custa menos de 4€.
Um retiro absolutamente encantador, rodeado de tranquilidade e belas vistas. Percebe-se bem o quão privilegiados aqueles imperadores eram graças ao IVA de 20% sobre o consumo de arroz…

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Visitas turísticas mandatórias aparte, os restantes quatro dias foram passados entre o hostel, o food court e o starubucks sempre do mesmo centro comercial (chama-se a isso fidelidade folks…ok, fidelidade e um brutal cansaço!! Queremos caminha e comida da mamã!!!!). :)

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E pronto, não há muito mais a descrever sobre esta bela cidade (na verdade nem nos atrevemos tamanho é o atraso deste post). :)
Fiquem-se pelas fotos e se surgir alguma questão, em particular da parte de quem quiser visitar este berço imperial, perguntem à vontade. Temos detalhe para dar e oferecer de bom grado! :)

Agora siga passar o halloween em Xian na companhia de muito boa gente…

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Aguentem mais um pouco, já só falta pouco mais de meio ano…;)

 

De visita à cidade imperial

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Mais uma longa viagem de comboio, desta vez em AC2 (4 camas) e eis que chegamos à cidade imperial. Beijing presenteia-nos com um clima há muito não sentido por nós…um belo dia de sol temperado com aquele friozinho agradável. Hmmm feels good to be in the North… :)
Ainda hesitámos em caminhar até ao hostel que ficava a cerca de 5 km da estação, mas com um dia daqueles um último esforço antes do verdadeiro descanso dos guerreiros valia muito a pena! :)


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Pelo caminho decidimos passar pela embaixada do Vietname para tratarmos do visto o quanto antes, pois estávamos numa sexta-feira e mesmo optando pelo urgente teríamos de ficar em Beijing, no mínimo, até terça. Por mais que Beijing tenha muito para oferecer, a capital nunca é o sítio mais barato para se ficar, por isso quatro dias parece-nos a conta certa. We’ll see…
O “bairro das embaixadas” é um bairro da pinta, no doubt about it! De ruas muitos amplas e seguranças por tudo quanto era esquina, percebia-se a qualidade de vida elevada de quem por ali morava e trabalhava. Engraçado perceber a manifesta presença russa por aquelas bandas – centros comerciais, restaurantes, cafés, turistas a passearem-se pelas ruas – eles estavam por todo o lado. Bem, a verdade é que também não estão longe de casa. Já nós…

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Já famintos e cansados de procurar a embaixada, a qual estava fechada quando lá chegámos, pausámos num restaurante vietnamita para ingestão de algumas calorias e fazer tempo até à reabertura da embaixada (às 14h). Comida absolutamente deliciosa, apesar de não muito barata (6€ no total).

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Sem passaportes e com menos 140€ na carteira (custo de dois passaportes urgentes, uma entrada, 30 dias, para o Vietname) seguimos a caminhada para o hostel. Acabámos por entrar no metro um pouco mais à frente, porque já não haviam pernas que aguentassem.
Metro em Beijing – efeito “sardinha enlatada” e 0,25€ seja qual for a distância.

Feito o check-in no hostel mais baratinho e bem localizado que conseguimos encontrar (a cerca de 10 minutos a pé da entrada da Cidade Proibida), aproveitámos o resto da tarde para conhecer e degustar a já habitual street food. Quando chegámos ao principal mercado de rua, os néons e os turistas eram tantos que assumimos de imediato que aqueles petiscos teriam um significativo aumento de preço e óleo, bem ao agrado dos vendedores e clientela, respectivamente. Bem dito, bem feito! O Diogo, turista repetente em Beijing, confirmava a suspeita e reclamava face à degradação daquilo que foi em tempos um excelente spot para provar e degustar iguarias deliciosas e baratas. Enfim…provámos apenas uma e seguimos caminho para jantar num baratinho food court de um dos muitos centros comercias da zona.

Uma visita a Beijing tem, no mínimo, três paragens obrigatórias.

A nossa primeira paragem foi a cidade proibida, a antiga casa do imperador. Estamos a falar de uma autêntica cidade dentro de Beijing, absolutamente monumental! Tem cerca de 90 ha adornados com templos, jardins, pátios enormes e muitos, muitos turistas que por lá se passeiam, especialmente ao fim de semana…timing perfeito para nós também darmos lá um saltinho! :)

Passadas 3h de visita ainda nem um terço tínhamos visto, pelo menos não em detalhe, mas foi o suficiente para nos deslumbrar (no caso do Diogo, pela segunda vez). A entrada custa cerca de 8€ e se tiverem oportunidade de se passear por estas bandas, aconselhámos vivamente a levantarem-se cedinho para se perderem com tempo na imponência desta cidade.

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Segunda paragem e, inquestionavelmente, um dos sitios mais inspiradores, puros e igualmente imponentes que já visitámos até então…a Muralha da China!! Ok, é mesmo necessário enfatizar o quão fantástico aquele sitio é!!! É certo que o dia em que escolhemos fazer esta ansiada visita é per se um dia extremamente especial – 29 de Outubro :) – e portanto já antecipávamos um dia em grande, mas o céu absolutamente limpo e azul decorado com um sol brilhante e reconfortante e um friozinho bem auxiliador da intensa e longa caminhada à qual nos tínhamos proposto selaram o rol das condições perfeitas para uma visita memorável. :)
Foi uma experiência única!! A cada passo, a cada vislumbrar de natureza, de muralha e boas vibrações que aquele sitio e aquelas pessoas emanavam, lá saí-a uma foto! Tudo merecia ser registado, mas nada consegue ser verdadeiramente captado até pela objectiva mais topo de gama do mercado…É um local grandioso, que transcende qualquer descrição e que merece sim ser sentido.

A muralha fica a menos de duas horinhas de autocarro do centro de Beijing e existem, essencialmente, duas opções para lá chegar: ou numa visita organizada ou  pelo teu próprio pé, isto é, pesquisar se existem autocarros públicos que façam o trajecto, de onde saem, a que horas e a que preço.
Facilmente conseguem esta info em blogs de viagens…como este :)

Ora bem, a primeira opção ficava por 35€/pessoa numa visifa organizada pelo hostel com pequeno almoço, almoço, entrada e teleférico para a muralha incluídos. Já a segunda descia para 19€/pessoa, valor respeitante ao preço do autocarro (ida e volta), entrada para a muralha, teleférico e tobogan, mas sem alimentação. Optámos, como qualquer backpacker orgulhoso da sua condição natural, pela segunda! :)

Levantamo-nos bem cedo para apanhar o autocarro 867 das 09h00 da manhã, na estação Dongzhimen (2€ por pessoa). Infelizmente naquela altura do ano o autocarro não parava perto da muralha (pelo menos não a uma distância que conseguissemos fazer a pé em pouco tempo), pelo que tivemos de apanhar um táxi até à muralha (cerca de 4€).

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O custo da entrada anda à volta dos 8€ e o teleférico para a torre 6 e o tobogan (espécie de escorrega para o grand finale quando já não se aguentarem nas pernas e poderem escorregar uns bons metros até à saída) cerca de 10€.
Dos vários percursos possíveis para visitar a muralha (uns mais desafiantes que outros), optámos por um dos mais bonitos (pelo cenário em redor) e não tão concorridos – o do Mutyanyo. Neste percurso a muralha está compartimentada em 23 torres existindo teleféricos da entrada para a torre 6 ou directamente para a torre 14.

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Terceira e última paragem obrigatória, o palácio de verão do imperador que fica nos arredores de Beijing (já não conseguimos precisar o número de paragens de metro que tivemos de fazer até lá chegar, mas certamente não foram menos de 18. Tudo por 2 yuan = 0,25€). :) A entrada para o palácio, ou melhor, para os os jardins e magnífico lago à volta do mesmo custa menos de 4€.
Um retiro absolutamente encantador, rodeado de tranquilidade e belas vistas. Percebe-se bem o quão privilegiados aqueles imperadores eram graças ao IVA de 20% sobre o consumo de arroz…

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Visitas turísticas mandatórias aparte, os restantes quatro dias foram passados entre o hostel, o food court e o starubucks sempre do mesmo centro comercial (chama-se a isso fidelidade folks…ok, fidelidade e um brutal cansaço!! Queremos caminha e comida da mamã!!!!). :)

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E pronto, não há muito mais a descrever sobre esta bela cidade (na verdade nem nos atrevemos tamanho é o atraso deste post). :)
Fiquem-se pelas fotos e se surgir alguma questão, em particular da parte de quem quiser visitar este berço imperial, perguntem à vontade. Temos detalhe para dar e oferecer de bom grado! :)

Agora siga passar o halloween em Xian na companhia de muito boa gente…

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Aguentem mais um pouco, já só falta pouco mais de meio ano…;)



Regresso a Nanjing

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A próxima paragem embora muito curta, foi um regresso para o Diogo: Nanjing. Uma antiga capital da China e local de passagem obrigatório para uma visita ao Bryan e Isabelle e à Next Level (agência de going abroad / escola de inglês com a qual o Diogo colaborou durante 3 meses em 2012)!


O comboio para Nanjing foi uma viagem algo atribulada…devido a problemas de comunicação com a senhora do guichet em Shanghai. Ela queria vender-nos bilhetes a 170 yuan  (20 euros) por cabeça mais ou menos e nós queríamos pagar pouco mais de 40 yuan (5 euros) que era o preço mais baixo que tinhamos visto na internet. A senhora não percebia e só nos apontava para o ecrã com aquele preço. Eis que surge um salvador brasileiro, perguntando se precisávamos de ajuda. “Obrigado” respondemos com esperança, “Falas mandarim” (ou “Cê fala mandarim?”). Não, não falo, mas tenho um tradutor no telefone. Obrigado amigo, mas de tradutores no telefone estamos nós cheios. Continuação de boa viagem.

Voltámo-nos de novo para a senhora (ah, um aparte para dizer que nos primeiros 15 segundos de comunicação, quando os clientes atrás perceberam que aquilo não ia ser uma operação rápida, começaram a empurrar para se chegarem ao vidro e comprarem os seus bilhetes enquanto nós tentávamos comunicar com a dita senhora).

Sorte a nossa que numa destas compras, um senhor comprou um bilhete para um dos comboios que também fazia o trajecto, ao preço que nós queríamos e que partia dentro de pouco tempo. Apontámos para o ecrã dizendo que também queríamos aquele preço. Ela encolheu os ombros e imprimiu os bilhetes. Nós clientes satisfeitos.

Embarcando no comboio, digamos que o ambiente era pesado, mas fazia-se. O que não tinhamos percebido ainda é que íamos fazer 5h30m de comboio para uma deslocação de 200km…Quando apontámos para o ecrã no guichet, por sorte e azar conseguimos não só o preço mais baixo como também o comboio mais lento de todos os que partem para Shanghai (e são para aí uns 20 ou mais por dia).

Cansados e depois de esgotarmos as baterias a ver séries no PC e de muita “pipa” (sementes de girassol), mas bem dispostos chegámos à estação. Claro que o facto de demorarmos 5h30 fez com que chegássemos às 00h05m aproximadamente, ou seja, o metro tinha acabado de fechar. Mesmo com a viagem de táxi de cerca de 3-4 euros, compensou largamente!

Aqui está o nosso poiso para a curta estadia (não mostramos o interior por respeito com os mais sensíveis)

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Depois do descanso, passeio pela cidade para ver e recordar. Nanjing é uma das cidades chamadas de 2nd tier na China, não das mais populosas (“só” cerca de 5 milhões), mas ainda assim com grande impacto económico na região, muito desenvolvimento e muita indústria aqui e nas redondezas. A cidade em si tem ainda alguma história, a muralha antiga que a rodeava está bastante destruída (iremos a Xian ver uma intacta) assim como outros locais de interesse, devido à guerra com o Japão. O centro, esse está está completamente ocidentalizado, repleto de shoppings acima e debaixo da terra, com inúmeras marcas e conceitos asiáticos mas também ocidentais.

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Visita ao Wal-mart, o supermercado do Diogo durante 3 meses em 2012, para compor o nosso pequeno-almoço.

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Edifício da Next Level

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As instalações por dentro (não a melhor foto infelizmente)

DSC_0335

85º – a padaria da esquina…mas um pão muito diferente do nosso…requer habituação! :)

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Pausa para almoço no Ajisen Ramen, cadeia de fast-food japonesa, baratinha mas delicious, com Ramen de Porco e Ramen de Marisco.

 

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Passeio com os nossos anfitriões por Nanjing, mas tivemos que nos separar pois eles trabalhavam…

DSC_0337 DSC_0340

E seguimos para o Nanjing Massacre Memorial, um memorial impressionante que relata alguns eventos na altura da Segunda Guerra Mundial, nos conflitos entre paises asiáticos. Não vamos entrar em detalhes, mas acreditem que vale a pena a visita para quem passar aqui, e para se conhecer um pouco mais da história e de eventos ocorridos que têm pouco eco no Ocidente.

DSC_0343 DSC_0345 DSC_0346 DSC_0349 DSC_0351   DSC_0363 DSC_0378

Como transportar placas de 2metrosx1metro de forma barata na China. Que pergunta escusada…de mota claro!

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De regresso da visita para o jantar, infelizmente não Xiao Long Bao…mas outros petiscos:

DSC_0341

Mas antes das imagens do banquete chinês, uma visita a um supermercado ocidental em Nanjing. Olhos atentos vislumbrarão marcas bem nossas conhecidas nas prateleiras :)

 

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Agora sim o jantar tão aguardado e delicioso. Num restaurante que…se passássemos ao lado dele em Portugal, mereceria uma chamada à ASAE, ou seja, seguramente é de experimentar :)

Se se virem na China, acreditem que comer num restaurante nem sempre é fácil, mas não se fiquem pelo fácil, arrisquem e peçam o menu. Muitos deles têm menus com imagens e dá para perceber o que são os pratos…mais ou menos :)

Mas garantimos que vale a pena o risco. Façam o que fizerem, tentem pelo menos fixar estas imagens e peçam estes pratos na China. Deliciosos. Garantia Pegadas.

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Kung pau Chicken…32

DSC_0324

Fried Eggplant…tão, tão bom!

DSC_0323

Prato Estrela – Sichuan Pepper Chicken (pedaços de galinha frita com amendoim e pimenta sichuan…a pimenta é das mais picantes que existe, adormece a boca e língua, mas tentem não a provar…comam o frango e amendoins apenas!

DSC_0322

Fried Chinese Cabbage – simplesmente Yummy, este está no top 10 de sempre!

DSC_0325

Após o repasto, algumas compras para a viagem de comboio e a despedida dos nossos anfitriões antes da partida para Beijing! (desta vez a Isabelle fez-nos o favor de nos comprar os bilhetes online, o que ajudou bastante :D)

DSC_0400 DSC_0403 DSC_0411

Próxima paragem: capital! Stay tuned!


Return to Nanjing

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A próxima paragem embora muito curta, foi um regresso para o Diogo: Nanjing. Uma antiga capital da China e local de passagem obrigatório para uma visita ao Bryan e Isabelle e à Next Level (agência de going abroad / escola de inglês com a qual o Diogo colaborou durante 3 meses em 2012)!


O comboio para Nanjing foi uma viagem algo atribulada…devido a problemas de comunicação com a senhora do guichet em Shanghai. Ela queria vender-nos bilhetes a 170 yuan  (20 euros) por cabeça mais ou menos e nós queríamos pagar pouco mais de 40 yuan (5 euros) que era o preço mais baixo que tinhamos visto na internet. A senhora não percebia e só nos apontava para o ecrã com aquele preço. Eis que surge um salvador brasileiro, perguntando se precisávamos de ajuda. “Obrigado” respondemos com esperança, “Falas mandarim” (ou “Cê fala mandarim?”). Não, não falo, mas tenho um tradutor no telefone. Obrigado amigo, mas de tradutores no telefone estamos nós cheios. Continuação de boa viagem.

Voltámo-nos de novo para a senhora (ah, um aparte para dizer que nos primeiros 15 segundos de comunicação, quando os clientes atrás perceberam que aquilo não ia ser uma operação rápida, começaram a empurrar para se chegarem ao vidro e comprarem os seus bilhetes enquanto nós tentávamos comunicar com a dita senhora).

Sorte a nossa que numa destas compras, um senhor comprou um bilhete para um dos comboios que também fazia o trajecto, ao preço que nós queríamos e que partia dentro de pouco tempo. Apontámos para o ecrã dizendo que também queríamos aquele preço. Ela encolheu os ombros e imprimiu os bilhetes. Nós clientes satisfeitos.

Embarcando no comboio, digamos que o ambiente era pesado, mas fazia-se. O que não tinhamos percebido ainda é que íamos fazer 5h30m de comboio para uma deslocação de 200km…Quando apontámos para o ecrã no guichet, por sorte e azar conseguimos não só o preço mais baixo como também o comboio mais lento de todos os que partem para Nanjing (e são para aí uns 20 ou mais por dia).

Cansados e depois de esgotarmos as baterias a ver séries no PC e de muita “pipa” (sementes de girassol), mas bem dispostos chegámos à estação. Claro que o facto de demorarmos 5h30 fez com que chegássemos às 00h05m aproximadamente, ou seja, o metro tinha acabado de fechar. Mesmo com a viagem de táxi de cerca de 3-4 euros, compensou largamente!

Aqui está o nosso poiso para a curta estadia (não mostramos o interior por respeito com os mais sensíveis)

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Depois do descanso, passeio pela cidade para ver e recordar. Nanjing é uma das cidades chamadas de 2nd tier na China, não das mais populosas (“só” cerca de 5 milhões), mas ainda assim com grande impacto económico na região, muito desenvolvimento e muita indústria aqui e nas redondezas. A cidade em si tem ainda alguma história, a muralha antiga que a rodeava está bastante destruída (iremos a Xian ver uma intacta) assim como outros locais de interesse, devido à guerra com o Japão. O centro, esse está está completamente ocidentalizado, repleto de shoppings acima e debaixo da terra, com inúmeras marcas e conceitos asiáticos mas também ocidentais.

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Visita ao Wal-mart, o supermercado do Diogo durante 3 meses em 2012, para compor o nosso pequeno-almoço.

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Edifício da Next Level

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As instalações por dentro (não a melhor foto infelizmente)

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85º – a padaria da esquina…mas um pão muito diferente do nosso…requer habituação! :)

DSC_0303

 

Pausa para almoço no Ajisen Ramen, cadeia de fast-food japonesa, baratinha mas delicious, com Ramen de Porco e Ramen de Marisco.

 

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nanjing sara

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Passeio com os nossos anfitriões por Nanjing, mas tivemos que nos separar pois eles trabalhavam…

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E seguimos para o Nanjing Massacre Memorial, um memorial impressionante que relata alguns eventos na altura da Segunda Guerra Mundial, nos conflitos entre paises asiáticos. Não vamos entrar em detalhes, mas acreditem que vale a pena a visita para quem passar aqui, e para se conhecer um pouco mais da história e de eventos ocorridos que têm pouco eco no Ocidente.

DSC_0343 DSC_0345 DSC_0346 DSC_0349 DSC_0351   DSC_0363

Como transportar placas de 2metrosx1metro de forma barata na China. Que pergunta escusada…de mota claro!

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De regresso da visita para o jantar, infelizmente não Xiao Long Bao…mas outros petiscos:

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Mas antes das imagens do banquete chinês, uma visita a um supermercado ocidental em Nanjing. Olhos atentos vislumbrarão marcas bem nossas conhecidas nas prateleiras :)

 

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Agora sim o jantar tão aguardado e delicioso. Num restaurante que…se passássemos ao lado dele em Portugal, mereceria uma chamada à ASAE, ou seja, seguramente é de experimentar :)

Se se virem na China, acreditem que comer num restaurante nem sempre é fácil, mas não se fiquem pelo fácil, arrisquem e peçam o menu. Muitos deles têm menus com imagens e dá para perceber o que são os pratos…mais ou menos :)

Mas garantimos que vale a pena o risco. Façam o que fizerem, tentem pelo menos fixar estas imagens e peçam estes pratos na China. Deliciosos. Garantia Pegadas.

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Kung pau Chicken…32

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Fried Eggplant…tão, tão bom!

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Prato Estrela – Sichuan Pepper Chicken (pedaços de galinha frita com amendoim e pimenta sichuan…a pimenta é das mais picantes que existe, adormece a boca e língua, mas tentem não a provar…comam o frango e amendoins apenas!

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Fried Chinese Cabbage – simplesmente Yummy, este está no top 10 de sempre!

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Após o repasto, algumas compras para a viagem de comboio e a despedida dos nossos anfitriões antes da partida para Beijing! (desta vez a Isabelle fez-nos o favor de nos comprar os bilhetes online, o que ajudou bastante :D)

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Próxima paragem: capital! Stay tuned!


Quais os números da sorte chineses? Come find out while robbed on a tea ceremony in Shanghai!!! =) (pt)

0

17 horas de comboio. Hard sleeper (cabine 6 camas). Top and middle berth. But it gets better…o John ia conosco.

A questão é: quem raio é o John? Voltemos ao início então.

Já demasiado mal habituados ao luxo do Chung King Mansion em Tsim Sha Tsui e de visto chinês de grupo em punho, apanhámos o comboio das 15h para Xangai. De notar que para quem quiser fazer esta viagem, os comboios de Hong Kong para Beijing, em meses designados do ano, saem apenas em dias ímpares e o contrário em dias pares (para mais infos vejam pf o site seat61.com). O comboio era bem asseado e, como seria de esperar, estava à pinha de chineses, de entre os quais o nosso companheiro de cama do meio, beliche 22cm ao lado, John. Rapidamente iniciou uma conversa connosco, com passagem por tudo aquilo que era de seu direito saber…”quem somos”, “de onde vimos”, “o que raio estamos a fazer no país dele” e, o supra sumo do conhecimento, “como é que dois portugueses conseguem viajar durante um ano”. Ambos alimentámos a conversa durante algum tempo, mas com o passar das horas só o Diogo conseguiu calmamente responder à avalanche de perguntas que se seguiram…vale a pena partilhar algumas.

“You don’t even know where your hostel is?” “Portugal is from PIGS, right?” “She not going to wash her face?”

Ahhhh John, we kinda miss that soft skills man!! =)

Chegados a Shanghai, depois do John nos ter dito, com tom especialmente imperativo, para pegarmos nas mochilas para sairmos, ainda nós estávamos a uns bons 10 minutos da nossa paragem (algo que todos eles fazem, diga-se de passagem! Ainda falam dos tugas quando o voo da Ryanair está quase a aterrar…pelo menos nós temos motivos!! ), e nós termos, simpaticamente, negligenciado o pedido, seguimos a nossa vidinha, desta feita sem John. Esta descrição foi um pouco maldosa, é verdade, mas apesar dos pesares o rapaz não parecia ser má pessoa. =)

Dedicámos o resto do dia ao descanso (na verdade pouco dormimos no comboio…!!) e a dar umas voltas pelas ruas perto do hostel e pela People’s Square, também mesmo ao lado. Esta praça é um dos “to do” recomendados em Xangai, essencialmente pelos vários edifícios modernos, centros comerciais e restaurantes que adornam a rua, evidenciando o intenso crescimento que a cidade vive e contrastando com as várias ruas transversais, bem mais pobres e sujas.

O dia seguinte, o dia da “praxe” (= turistar pela cidade) foi particularmente interessante…Passeámo-nos por Puxi, a parte velha de Xangai onde se concentram 90% dos habitantes da cidade e onde nascem cada vez mais centros comerciais, KFCs, Zaras e H&Ms. Com um excelente dia para caminhar à nossa frente, seguimos até à marginal à beira-rio, conhecida como Bund, uma das zonas mais turísticas da China onde estão dezenas de prédios (bancos, jornais, empresas, consulados e hóteis essencialmente), cujo estilo arquitectónico parecia um pouco mais “europeu”. Seguindo pela marginal do rio Huangpu podemos tirar umas boas fotos do distrito financeiro Lujiazui em Pudong, o maior centro comercial e financeiro da China continental nos dias que correm.

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Pratada de noodles para energizar o dia.
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DSC_0013
Watch out USA…they’re closing in…
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Como o dia estava mais que bom para caminhadas, seguimos em direcção à cidade velha, com passagem pelo Jardim Yuyuan, onde teve lugar o encontro que acabou por marcar a nossa visita a esta jovem cidade (dada a escala milenar do país).

Ora bem, foi no dito jardim que encontrámos um casal chinês que depois de nos pedirem para lhes tirarmos uma foto (e retribuírem o favor) sugeriram que seguíssemos juntos para a cidade velha. Como nos pareceram simpáticos e dispostos a darem uma ou outra dica do que visitar naquela parte da cidade, aceitámos de bom grado a sugestão.
DSC_0095

Converseta para aqui e acolá e…ui, onde raio estamos nós? A subir as escadas para participar numa cerimónia de chá que, nas palavras dos moços, se tratava de must em Xangai. Something semelled fishy, alright!

Mal dito, mal feito. Fechados numa salita com uma menina chinesa, vestida a rigor, e de expressão muito simpática, fomos apresentados ao ritual do chá na China. Começaram por nos explicar quais os números da sorte chineses – 6, 8, 9 e 10 – seguido da mostra da “ementa” dos chás disponíveis para a prova. Para terem uma ideia cada chá custava cerca de 5€ a taça e supostamente teríamos de provar, no mínimo 6!! Isto cuidadosamente explicado pelos meninos que ali nos haviam encaminhado, porque a menina da cerimónia não sabia falar inglês!

DSC_0103 DSC_0099

O Diogo já a controlar a espuma, entre dentes, comenta com a Sara “ok…isto é esquema, certo?!”, ao que ela, ainda incrédula por ter sido enganada por aquelas carinhas de anjo chinas, acena em jeito de confirmação. Delicadamente explicámos que sendo pobres backpackers a viajar durante um ano, poderíamos apenas provar um, algo que aqueles meninos, que já contavam com uma bela comissão, tragaram com muita dificuldade.

Verdade seja dita (que estes posts às vezes parecem mais muros de lamentações que outra coisa), a cerimónia em si foi bem interessante e os chás eram  deliciosos (acabámos por provar dois, porque o rapaz também quis escolher um), o único problema era mesmo custar-nos duas noites de alojamento!!!

No final da cerimónia a menina ainda nos perguntou se queríamos comprar uma caixinha de chá para oferecermos aos nossos entes queridos ao preço simbólico de 40€, algo que nós e o moço recusámos, mas a miuda decidiu comprar para presentear os papás e nesse momento o amigo dela chegou-se à frente e disse que pagaria ele pela tal prenda..(sendo isto esquema pareceu-nos no mínimo estranho).

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Finalmente vem a continha para a mesa. Supostamente nós teríamos de pagar apenas dois chás (cerca de 20€), mas na verdade já imaginávamos que eles aindam iam tentar um último “golpe”…  E acertámos na mouche! O chico esperto que nos convidou para esta bela festa, arrisca tudo e pergunta/sugere ao Diogo: “we’re both men here. Shall we split the bill?”

HAHAHAHA seria tão bom ter fotografado a nossa reacção! ;P Delicadamente recusámos e esclarecemos que pagaríamos apenas pelo que havíamos consumido.

De notar que a senhora lá do sítio não processou o pagamento com cartão do nosso amigo à nossa frente. É quase certo que eles não pagaram absolutamente nada, mas também pelo que consumimos… não receberam grande comissão!

Lemos mais tarde histórias sobre este esquema em que vários turistas chegavam a gastar centenas de dólares…e alguns nem no final se apercebiam  pensando que tinham tido uma meaningful experience :-) Ai Bida!

Mal saímos da casa de cerimónias de chá, bem picados por termos sido levados num esquema por dois miúdos, convidámo-los para darem o prometido passeio pela cidade velha connosco (numa clara tentativa de os deixar ainda mais desconfortáveis…também somos bem mauzinhos, verdade seja dita). É claro que a resposta foi um imediato e temeroso “não”! Ainda não eram sete da tarde, mas já era noite e eles tinham muita pressa em voltar para casa…yeah right! Fica aqui uma foto para que possam dar cara aos protagonistas da nossa passagem por Xangai. =)

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Chegados finalmente à cidade velha ficámos rendidos às ruas completamente iluminadas e adornadas por uma construção tradicional bem restaurada, pelo frenezim de lojas, restaurantes e street food e, sobretudo, pelo famoso templo da Cidade de Deus, que àquela hora, naquele dia e com aquela iluminação nos pareceu absolutamente stunning.

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Castro, sempre nos nossos pensamentos:
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A nossa comidinha preferida…a de rua!
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Xiao Long Bao: o famoso dumpling com sopa e porco no interior…yummy (para o Diogo)!
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DORAEMON!
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O rei dos acepipes teria gostado deste “camarote”…
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Dadas as merecidas voltas pela cidade velha, seguimos para o hostel com direito a um último passeio novamente ao longo da marginal do rio Huangpu. De um lado do rio tínhamos os edifícios históricos da área do Bund completamente iluminados e do outro o skyline de prédios futuristas adornados a néon. Regalámo-nos com as fotografias! =)

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E foi assim que espreitámos Xangai, a segunda maior cidade da Républica Popular da China com uns consideráveis milhões de habitantes (área metropolitana de 20M segundo o wiki). Uma cidade cosmopolita e vibrante onde o antigo e o moderno se misturam e encantam. Apesar de ter sido uma passagem curta, valeu muito a pena.

Amanhã o comboio leva-nos para destinos mais familiares…Stay tuned! :)

Quais os números da sorte chineses? Come find out while robbed on a tea ceremony in Shanghai!!! =)

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17 horas de comboio. Hard sleeper (cabine 6 camas). Top and middle berth. But it gets better…o John ia conosco.

A questão é: quem raio é o John? Voltemos ao início então.


Já demasiado mal habituados ao luxo do Chung King Mansion em Tsim Sha Tsui e de visto chinês de grupo em punho, apanhámos o comboio das 15h para Xangai. De notar que para quem quiser fazer esta viagem, os comboios de Hong Kong para Beijing, em meses designados do ano, saem apenas em dias ímpares e o contrário em dias pares (para mais infos vejam pf o site seat61.com). O comboio era bem asseado e, como seria de esperar, estava à pinha de chineses, de entre os quais o nosso companheiro de cama do meio, beliche 22cm ao lado, John. Rapidamente iniciou uma conversa connosco, com passagem por tudo aquilo que era de seu direito saber…”quem somos”, “de onde vimos”, “o que raio estamos a fazer no país dele” e, o supra sumo do conhecimento, “como é que dois portugueses conseguem viajar durante um ano”. Ambos alimentámos a conversa durante algum tempo, mas com o passar das horas só o Diogo conseguiu calmamente responder à avalanche de perguntas que se seguiram…vale a pena partilhar algumas.

“You don’t even know where your hostel is?” “Portugal is from PIGS, right?” “She not going to wash her face?”

Ahhhh John, we kinda miss that soft skills man!! =)

Chegados a Shanghai, depois do John nos ter dito, com tom especialmente imperativo, para pegarmos nas mochilas para sairmos, ainda nós estávamos a uns bons 10 minutos da nossa paragem (algo que todos eles fazem, diga-se de passagem! Ainda falam dos tugas quando o voo da Ryanair está quase a aterrar…pelo menos nós temos motivos!! ), e nós termos, simpaticamente, negligenciado o pedido, seguimos a nossa vidinha, desta feita sem John. Esta descrição foi um pouco maldosa, é verdade, mas apesar dos pesares o rapaz não parecia ser má pessoa. =)

Dedicámos o resto do dia ao descanso (na verdade pouco dormimos no comboio…!!) e a dar umas voltas pelas ruas perto do hostel e pela People’s Square, também mesmo ao lado. Esta praça é um dos “to do” recomendados em Xangai, essencialmente pelos vários edifícios modernos, centros comerciais e restaurantes que adornam a rua, evidenciando o intenso crescimento que a cidade vive e contrastando com as várias ruas transversais, bem mais pobres e sujas.

O dia seguinte, o dia da “praxe” (= turistar pela cidade) foi particularmente interessante…Passeámo-nos por Puxi, a parte velha de Xangai onde se concentram 90% dos habitantes da cidade e onde nascem cada vez mais centros comerciais, KFCs, Zaras e H&Ms. Com um excelente dia para caminhar à nossa frente, seguimos até à marginal à beira-rio, conhecida como Bund, uma das zonas mais turísticas da China onde estão dezenas de prédios (bancos, jornais, empresas, consulados e hóteis essencialmente), cujo estilo arquitectónico parecia um pouco mais “europeu”. Seguindo pela marginal do rio Huangpu podemos tirar umas boas fotos do distrito financeiro Lujiazui em Pudong, o maior centro comercial e financeiro da China continental nos dias que correm.

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Pratada de noodles para energizar o dia.
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Watch out USA…they’re closing in…
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Como o dia estava mais que bom para caminhadas, seguimos em direcção à cidade velha, com passagem pelo Jardim Yuyuan, onde teve lugar o encontro que acabou por marcar a nossa visita a esta jovem cidade (dada a escala milenar do país).

Ora bem, foi no dito jardim que encontrámos um casal chinês que depois de nos pedirem para lhes tirarmos uma foto (e retribuírem o favor) sugeriram que seguíssemos juntos para a cidade velha. Como nos pareceram simpáticos e dispostos a darem uma ou outra dica do que visitar naquela parte da cidade, aceitámos de bom grado a sugestão.
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Converseta para aqui e acolá e…ui, onde raio estamos nós? A subir as escadas para participar numa cerimónia de chá que, nas palavras dos moços, se tratava de must em Xangai. Something semelled fishy, alright!

Mal dito, mal feito. Fechados numa salita com uma menina chinesa, vestida a rigor, e de expressão muito simpática, fomos apresentados ao ritual do chá na China. Começaram por nos explicar quais os números da sorte chineses – 6, 8, 9 e 10 – seguido da mostra da “ementa” dos chás disponíveis para a prova. Para terem uma ideia cada chá custava cerca de 5€ a taça e supostamente teríamos de provar, no mínimo 6!! Isto cuidadosamente explicado pelos meninos que ali nos haviam encaminhado, porque a menina da cerimónia não sabia falar inglês!

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O Diogo já a controlar a espuma, entre dentes, comenta com a Sara “ok…isto é esquema, certo?!”, ao que ela, ainda incrédula por ter sido enganada por aquelas carinhas de anjo chinas, acena em jeito de confirmação. Delicadamente explicámos que sendo pobres backpackers a viajar durante um ano, poderíamos apenas provar um, algo que aqueles meninos, que já contavam com uma bela comissão, tragaram com muita dificuldade.


Verdade seja dita (que estes posts às vezes parecem mais muros de lamentações que outra coisa), a cerimónia em si foi bem interessante e os chás eram  deliciosos (acabámos por provar dois, porque o rapaz também quis escolher um), o único problema era mesmo custar-nos duas noites de alojamento!!!

No final da cerimónia a menina ainda nos perguntou se queríamos comprar uma caixinha de chá para oferecermos aos nossos entes queridos ao preço simbólico de 40€, algo que nós e o moço recusámos, mas a miuda decidiu comprar para presentear os papás e nesse momento o amigo dela chegou-se à frente e disse que pagaria ele pela tal prenda..(sendo isto esquema pareceu-nos no mínimo estranho).

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Finalmente vem a continha para a mesa. Supostamente nós teríamos de pagar apenas dois chás (cerca de 20€), mas na verdade já imaginávamos que eles aindam iam tentar um último “golpe”…  E acertámos na mouche! O chico esperto que nos convidou para esta bela festa, arrisca tudo e pergunta/sugere ao Diogo: “we’re both men here. Shall we split the bill?”

HAHAHAHA seria tão bom ter fotografado a nossa reacção! ;P Delicadamente recusámos e esclarecemos que pagaríamos apenas pelo que havíamos consumido.

De notar que a senhora lá do sítio não processou o pagamento com cartão do nosso amigo à nossa frente. É quase certo que eles não pagaram absolutamente nada, mas também pelo que consumimos… não receberam grande comissão!

Lemos mais tarde histórias sobre este esquema em que vários turistas chegavam a gastar centenas de dólares…e alguns nem no final se apercebiam  pensando que tinham tido uma meaningful experience :-) Ai Bida!

Mal saímos da casa de cerimónias de chá, bem picados por termos sido levados num esquema por dois miúdos, convidámo-los para darem o prometido passeio pela cidade velha connosco (numa clara tentativa de os deixar ainda mais desconfortáveis…também somos bem mauzinhos, verdade seja dita). É claro que a resposta foi um imediato e temeroso “não”! Ainda não eram sete da tarde, mas já era noite e eles tinham muita pressa em voltar para casa…yeah right! Fica aqui uma foto para que possam dar cara aos protagonistas da nossa passagem por Xangai. =)

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Chegados finalmente à cidade velha ficámos rendidos às ruas completamente iluminadas e adornadas por uma construção tradicional bem restaurada, pelo frenezim de lojas, restaurantes e street food e, sobretudo, pelo famoso templo da Cidade de Deus, que àquela hora, naquele dia e com aquela iluminação nos pareceu absolutamente stunning.

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Castro, sempre nos nossos pensamentos:
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A nossa comidinha preferida…a de rua!
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Xiao Long Bao: o famoso dumpling com sopa e porco no interior…yummy (para o Diogo)!
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DORAEMON!
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O rei dos acepipes teria gostado deste “camarote”…
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Dadas as merecidas voltas pela cidade velha, seguimos para o hostel com direito a um último passeio novamente ao longo da marginal do rio Huangpu. De um lado do rio tínhamos os edifícios históricos da área do Bund completamente iluminados e do outro o skyline de prédios futuristas adornados a néon. Regalámo-nos com as fotografias! =)

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E foi assim que espreitámos Xangai, a segunda maior cidade da Républica Popular da China com uns consideráveis milhões de habitantes (área metropolitana de 20M segundo o wiki). Uma cidade cosmopolita e vibrante onde o antigo e o moderno se misturam e encantam. Apesar de ter sido uma passagem curta, valeu muito a pena.

Amanhã o comboio leva-nos para destinos mais familiares…Stay tuned! :)

Hong Kong do melhor Skyline… à mais “luxuosa” das mansões

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A paragem em Hong Kong veio mais depressa do que o estimado. O contratempo em Seoul obrigou-nos a voar para este pequeno território chinês independente da China :) para conseguirmos o visto para a China.

Depois de um voo tranquilo, chegámos a Hong Kong perto da meia-noite e a primeira aventura foi sair da estação de autocarros em Kowloon. Conselho de amigo, não sigam para o parque, a saída é dois pisos acima, por mais enganadoras que sejam as indicações. Engraçado foi perguntar a mais do que um funcionário onde era a saída e obtermos respostas diferentes a cada vez. Depois de 10 minutos enervantes, cansados, com humidade e mochila às costas, chegámos finalmente ao exterior e dirigimo-nos para a segunda aventura: o hostel.

Com noite pré-reservada no Canadian Hostel, o mais barato que encontrámos a cerca de 25 euros a noite (!), dirigimo-nos para o prédio do nosso alojamento, a Chung King Mansion, num dos centros desta imponente cidade, Tsim Sha Tsui. O nome do prédio foi o que manteve a moral das tropas em cima, enquanto nos arrastávamos com as mochilas que pesavam face ao cansaço.

Ao chegarmos ao nosso prédio e sendo certo que a hora não ajudava, o ambiente era de um “luxuoso” melting pot que nos deixou a pensar se sobreviveríamos para escrever este post. Mas a melhor parte ainda estava para vir. Já no interior do prédio, o seu rés-do-chão era preenchido por dezenas de lojas de troca de câmbio (90% de indianos), lojas de contrafacção cheias de produtos chineses (90% geridas por locais), restaurantes locais e indianos. Os clientes do prédio dividiam-se irmamente entre estes dois países, acrescidos de naturais de múltiplos países do continente africano.  Pelo meio víamos meia dúzia de backpackers perdidos neste mundo à procura do seu hostel.

Depois de questionarmos lá nos dirigimos para um dos vários elevadores no canto sudeste do prédio, onde percebemos que cada piso desta “mansão” tinha pelo menos 2 ou 3 hostels…todos com nomes confortáveis para ocidentais: Canadian, American, British, Blue Sky, French, etc, etc, etc…

Dois elevadores (para cerca de 30 pisos e onde cabiam 4 bem apertados) para o nosso recanto neste prédio com câmaras no interior, ecrãs no rés-do-chão, onde a multidão que aguardava a sua vez para entrar podia ir assistindo ao espetáculo dos passageiros no interior enquanto estes se coçavam, tiravam catotas do nariz, olhavam para outros passageiros com cobiça, enfim, dá para imaginar, correcto?

Chegada a nossa vez lá subimos ao 16 andar onde já não tínhamos ningúem para nos receber (perto da 1h). Batemos à porta e tocámos, nada. Por sorte, já quando estávamos prestes a desistir saiu duma porta ao lado o dono do hostel que nos ajudou, telefonando para o seu funcionário no interior, que teimava em não largar os braços de Morfeu para nos fazer o check-in.

Fomos conduzidos ao quarto, este no 10º andar (todos os hostels estavam trocados, recepção num piso, quartos noutro) e embora a zona comum do prédio apresentasse condições deploráveis, a zona dos quartos estava limpa e arranjada. Aberta a porta do nosso quarto, entrámos e pousámos as mochilas, ou seja ocupámos todo o chão livre no quarto de 6m2 (a cama ocupava cerca de 5m2). Mas a verdade é que não faltava nada lá dentro, mini casa de banho suficiente, TV pendurada no canto, juntamente com AC e ventoinha e 2 armadilhas para baratas debaixo da cama (esta parte o Diogo só disse à Sara no final da estadia em HK). Que mais se pode pedir?

Na manhã seguinte (bem cedo pois estavam obras a ampliar ou construir mais um hostel no nosso piso), completámos a inspecção da nossa mansão, com uma breve olhada a uma das janelas no nosso prédio (AVISO: CONTÉM CENAS POTENCIALMENTE CHOCANTES PARA ALGUNS DOS NOSSOS LEITORES):

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E depois de esperarmos 5 minutos pelo elevador, decidimos descer pelas escadas:

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As escadas deste tipo de prédios em Hong Kong são usadas como repositórios de sangue (restos de confrontos de gangs locais provavelmente) e lixo claro, assim como um sítio para o descanso eterno de vários bichinhos especiais com um contributo especial no planeta, entre os quais se contam as baratas e ratos. Pintado o cenário negro do alojamento, a verdade é que quando é para dormir, dorme-se e são estas situações que nos dão a energia em dose certa para não ficarmos apáticos fechados dentro de um quarto de hotel! :)

Até o nosso Seven-Eleven era um “luxo”, com berreiro constante de imigrantes a discutirem de forma acesa no seu interior.

Para se sentir e respirar esta cidade nada melhor do que passear em Tsim Sha Tsui, onde o caos nunca pára, seja a que hora for. Hong Kong tem sempre gente na rua, de dia ou noite:

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Alguém que avise o Álvaro que o pastel de nata já está em Hong Kong. Há umas dezenas de anos.

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Sempre algum restaurante aberto, ou loja aberta, ou vendedor de rua seja a que horas for. E pode-se comer seja o que for também, desde peixe e marisco em consideráveis instalações de aquacultura plastificada, a qualquer parte de pato (patas, línguas, cabeças, etc), mas também os magníficos dumplings e hot pots que não faltam nesta cidade!

HK2batch36 HK2batch35 HK2batch38 HK2batch34 HK2batch33 E tem os seus inconfundíveis mercados de dia e de noite, que atraem locais e turistas por igual, à procura das melhores pechinchas! HK2batch37 O melhor fica muitas vezes para o fim e o show de luzes no Skyline de Hong Kong é talvez dos mais impressionantes no mundo. HK2batch19 HK2batch2

Mais um pedido de foto para a Sara (acho que já é capote para o Diogo)

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Pouco depois chegou o barco que tínhamos contratado para nos passear em Victoria Harbour.

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Pedimos gentilmente aos senhores que se despachassem a sair da embarcação:

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E partimos para um passeio magnífico

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Depois acordámos deste sonho e lembrámo-nos do nosso quarto de 6m2. Visitámos o Peninsula e imaginámos como seria uma noite a preço mínimo de 448 euros neste luxuoso hotel.

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Fica aqui a imagem de um dos melhores e mais baratos repastos (infelizmente não nos lembrámos de fotografar mais noutros dias): Hot pot do Café de Coral (uma cadeia de comida barata e deliciosa em Hong Kong). Os dois devemos ter pago 7 euros por este banquete :)

O Hot Pot é uma espécie de fondue chinês em que não se frita, cozem-se os alimentos. Vem uma panela com uma espécie de canja de galinha chinesa, onde com a ajuda de um pequeno bico de gás se ferve a dita canja e se vão atirando e cozinhando os alimentos lá dentro: couve, abóbora, tiras finas de carne de vaca, vários cogumelos, dumplings, soja, noodles e inúmeros outros ingredientes (o freguês pode optar adicionar os que quiser a gosto):

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Não esquecer de visitar o Gong Cha em Tsim Sha Tsui (enquanto a CoCo não abre em HK) e provar um Pearl Milk Tea se estiverem cá! Este buffet da Mongolia também não é mau (não temos mais fotos):

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Faltou tempo para visitar Macau (e não pudemos infelizmente ir jantar ao António), mas devido aos problemas com o visto chinês fomos forçados a tomar um comboio para Shanghai mais cedo do que o previsto.

E aqui vamos nós para Shanghai, China, terra de um skyline também bonito (mas ainda atrás do de HK), cerimónias do chá enganadoras, pork buns e hostels bem melhores do que em HK! Não percam o próximo!