Depois de mais uma piquena viagem de comboio de 17 horas (para meninos comparada com a seguinte que fizemos) onde tivemos mais uma ótima chance de passar pelas brasas com a cara a 10cm do tecto do comboio, chegámos a Xian não muito descansados mas plenos de vontade de aproveitar ao máximo os dois dias que aqui tínhamos planeado ficar. A saída do comboio trouxe um cheiro não muito agradável enquanto nos dirigíamos para a saída da estação…
Com um nevoeiro bem forte sobre a cidade e uma temperatura baixinha para a roupa que vestíamos saímos da estação procurando o caminho para o hostel. A estação fica mesmo à porta da enorme muralha antiga (Xi’an é uma das cidades em que a muralha está totalmente intacta ainda na China) e lá começa a vida da cidade, com os inúmeros e esperados vendedores de rua, comida de rua, táxis, riquexós e autocarros a partirem a toda a hora e gente. Muita gente como de costume!
Chegar ao hostel não foi muito difícil, embora tenhamos que ter pedido indicações por duas vezes e mais uma vez parece que a olhar para um mapa – mesmo só com caracteres chineses nos nomes das ruas – os ocidentais ficam a ganhar em orientação aos nossos compinchas asiáticos que ficam perdidos a olhar para as encruzilhadas nos ecrãs de telemóvel. TomTom e Ndrive têm um mercado imenso para explorar aqui.
Chegados ao nosso hostel fomos prontamente acolhidos pelo simpático staff e subimos ao nosso dormitório para 6 pessoas onde o Diogo deixou a Sara a descansar para partir à procura de mais 2 bilhetes de comboio para sairmos no dia seguinte…quem disse que um ano é muito tempo?
A compra de bilhetes de comboio na China é sempre algo passível de preencher 5 minutos de televisão em horário nobre numa qualquer sitcom. O importante é estar preparado para todas as questões que nos vão colocar e utilizarmos os gestos adequados. Na maior parte das cidades consegue-se comprar bilhetes em pequenos cubículos tipo quiosques que cobram apenas 5 Yuan como taxa de emissão. Dar com estes quiosques nem sempre é fácil, mas podem usar sites online para os descobrir.
Ok, regras básicas para comprar bilhetes: 1- levar número do comboio, com indicação da cidade de partida e chegada (em caracteres ocidentais e chineses para jogar pelo seguro; se levarem telemóvel ou PC ajuda); 2 levar horário de partida pretendido assim como a data pretendida para a viagem (o Diogo abria sempre o calendário do telemóvel e assinalava o dia mostrando ao interlocutor); 3 – mostrar passaportes para indicar não só quem viaja, mas quantos bilhetes queremos (levem portanto os passaportes de todos os passageiros); 4 – usar gesto universal de “Dormir” para indicar cabine de comboio com camas e levar desenho de uma cabine com 4 ou 6 camas conforme a que selecionar em, indicando com um círculo a(s) cama(s) que pretendem (as do topo são sempre mais baratas). E pronto, viajar de comboio passa a ser fácil. A senhora diz-vos o preço, façam cara de que não perceberam nada do que ela disse (ou seja, mantenham a cara com que estão desde que lá chegaram) e ela mostra-vos o valor na calculadora (os sites online já vos dão os preços aproximados pelo que somem 5 Yuan por bilhete emitido e confirmem se está tudo ok). Pagamento Cash only e recolham os bilhetes.
De volta ao hostel, por sorte ainda arranjámos bilhetes para o dia seguinte (geralmente convém comprar com mais alguma antecedência, mas por acaso tivemos sempre sorte até aqui)..
Depois do merecido descanso identificámos a localização dum CoCo Nai Cha e la nos mergulhamos em mais um Pearl Milk Tea, bingda (ice cold). Delicious!
Pelo meio ainda vimos o Ronaldo :)

Depois de um jantar ocidental barato aka fast-food voltámos para o hostel onde nos aguardava uma surpresa!
Festa de Halloween! Nem tínhamos pensado celebrar mas não tivemos hipótese. A partir do momento em que nos disseram que havia cerveja a borla entre as 19h e as 20h para quem deixasse ter a cara pintada pelo staff do hostel, foi uma oferta demasiado boa para recusar.
Eis o nosso aspeto depois do nosso artista tratar das nossas caras perfeitas:
E venha a free beer! Acabamos por travar conhecimento com um australiano da Tasmânia, um americano, um italiano e um casal de holandeses com quem ficamos na conversa dura te umas horas (a partir das 8.30 começámos anoagar nos a cerveja). Durante a agradável conversa ficámos decididos a visitar a Tasmânia tao elogiada pelo Steve e combinamos encontrar-nos com o Dave (o americano) em Los Angeles se possível!
Uma noite para recordar!
Cama as 00:30 pois o dia seguinte era apertado de horários.
Depois do descanso e pequeno-almoço continental no hostel, diretos para a estacão de comboio mas desta vez para apanhar um bus bem barato para o exercito Terracota.
Demos facilmente com o bus e passado cerca de uma hora lá nos largaram num parque de estacionamento sem indicações dizendo que era ali. Perguntámos a 2 ou 3 locais onde ficava o recinto do exército terracotta… “Terracotta army?” “where?” Nada. Sentido de orientação ou talvez mesmo capacidades de comunicação gestual não abundam na área! Ou talvez os nossos gestos não sejam tão universais como possamos pensar!
Lá nos desenrascámos por nossa conta e demos com o sítio quando começámos a ver muuuuitos autocarros de turistas e gente!
Toca a comprar bilhetes. Fila interminável de turistas, maior parte chineses na verdade.
Optámos pela primeira fila que tinha o preço não a 150 yuan mas a 75 yuan (preço estudante) numa tentativa de dar o golpe :)
E não é que nos venderam o bilhete sem sequer nos pedir identificação…achámos um pouco estranho mas munidos dos bilhetes lá nos dirigimos para o controlo de entrada…e foi aqui que lá nos pediram a identificação…
Seguros de nós mesmos entregámos confiantes os nossos dois cartões de cidadão…e voilá…nada melhor do que carateres não-chineses num cartão de plástico com as nossas fotos para indicarem que a República Portuguesa é afinal umaescola…uma escola da vida!
Finalmente foi a vez dos tugas darem o golpe nos chineses! AhahahahaAh!
Ficámos a saber que existem neste momento 3 áreas com partes do exército enterrado, mas que ainda estão a desenterrar muitas peças e a descobrir novas áreas, pelo que ainda é impossível estimar até que ponto de estende a loucura do imperador que criou esta relíquia para a sua eternidade! Aqui ficam algumas fotos da visita:
Regressámos no autocarro de imediato para o hostel para não ficarmos apertados de tempo para o nosso comboio, tendo chegado com tempo suficiente para ainda nos despedirmos da maior parte dos nossos amigos da noite anterior! Foi com alguma sensação de nostalgia que nos despedimos de mais um grupo de pessoas com quem convivemos por pouco tempo, mas com quem se criou uma ligação rapidamente!
Feitas as despedidas, de mochila às costas dirigimo-nos para a estação, parando para comprar mantimentos para a viagem de comboio mais longa das nossas vidas: 28 horas.
Não percam a próxima paragem: Guilin, com aventuras e vídeos de aniversário?! Stay tuned!












































































