O plano era seguir do Cambodja para o Laos, mas por falta de alguma resistência mental face às tantas horas de autocarro que esse rumo implicaria e também porque a nossa saudosa Tailândia estava mesmo ali ao lado, decidimos aldrabar mais uma vez a rota inicial e seguir viagem para as ilhas, com paragem em Bangkok.
Para regressarmos à Tailândia, nomeadamente a Bangkok, tínhamos duas opções:12h de autocarro ou 4h de autocarro + 8h de comboio.
O preço de uma para a outra não diferia muito, mas optámos pela segunda para podermos disfrutar de uma espectacular viagem de comboio.
Comprámos os bilhetes de autocarro no dia anterior, numa das muitas agências de viagens/lavandarias/espécie de mercearia espalhadas por Siem Reap, por cerca de 9€, os dois.
08h da manhã do dia seguinte, ovos mexidos+torradas+fruta+sumo/café tomados e lá estávamos nós, prontinhos para regressar a um dos nossos destinos preferidos so far, pese embora a nossa primeira paragem ser palco de fortes protestos antigovernamentais que se têm tornado, nos últimos dias, bem mais agressivos. :/
Depois de um atraso de meia hora, dada a insistência de um senhor francês em levar a sua bicicleta dentro do autocarro, mesmo depois dos pacientes condutores lhe explicarem que a mesma não passaria na fronteira, seguimos caminho… sem o dito gaulês e a sua bicla ;)
Chegados à fronteira, ainda do lado do Cambodja, o caos estava instaurando! Pessoas amontoadas numa tentativa falhada de formarem filas para o controlo do visa e humidade insuportável.
Passado o controle seguimos até à Tailândia…a pé! :) O autocarro deixa-nos do lado cambodiano e depois de mostrarmos os passaportes, temos de seguir até ao lado tailandês a pé. Mal pisámos terras tailandesas, seguimos para o primeiro andar de um edifício para novo controlo do visa e, no nosso caso, depois disso, apanhar um tuc-tuc até à estação de comboios para lá apanhar o regional das 13h20.
Chegados a Bangkok depois de 8h à janela, sujos, famintos e a sofrer do cansaço habitual, ainda passeámos as mochilas por mais uma hora à procura de um sitio barato para ficarmos. A verdade é que mesmo com tanta oferta, o resultado é sempre melhor (e muito menos cansativo) quando pesquisámos com antecendência e reservámos online.
Bangkok estava quase como a havíamos deixado em Agosto – centros comerciais por todo o lado, comida de rua barata e deliciosa e com multidões, desta vez não tão calorosas, a protestarem pelas ruas da cidade.
Seguia-se uma visita ao sul do país, a uma das ilhas, mas infelizmente o tempo não estava muito famoso em nenhumas das costas. Acabámos por nos decidir por Koh Samui por não implicar uma longa viagem de barco (dadas as dificuldades da Sara em “digerir” bem a ondulação…).
Comprámos os bilhetes de comboio+bus+ferry na estação de Bangkok por 2100 baths (cerca de 45€, no total). Como são rotas muito turísticas eles têm a opção do bilhete conjunto, que é mais pratico (e não mais caro) do que comprar os bilhetes separadamente na estação de bus e no porto, respectivamente.
O comboio segue até Surathani (cerca de 12h, night train). De lá apanha-se um autocarro até ao porto (cerca de 2h) para, por fim, seguir de katamaran até Koh Samui (cerca de 45 min).
Já instalados na zona de Lamai beach, fomos fazer um reconhecimento da área e, apesar da fama de muito turística, aquela parte da ilha pareceu-nos bastante tranquila. Esperáva-nos uma semana de sol, água, deliciosa comida tailandesa e….muito boas fotos! :)
No terceiro dia alugámos uma mota (200 baths=5€ por dia), definitivamente a melhor forma de visitar a ilha, e seguimos para sul de Lamai para visitarmos a cascata Na Muang. Só podem levar a mota até uma espécie de acampamento onde fazem passeios de elefante e de lá seguem a pé até à cascata.
Caminhámos até à cascata Na Muang 2 ( a NM 1 é mais pequena e menos interessante). É um pequeno trekking de não mais que 40 minutos, que vale bem a pena pelas vistas e pelo exercício. :)
No dia seguinte visitámos a parte norte, com mais praias e, por conseguinte, mais turismo. As mais conhecidas são a Chaweng, Bo Put e Mae Nam, mas verdade seja dita, nós preferimos a de Lamai, bem mais tranquila e…mesmo à porta do hotel. :)
Para além das praias, se tiverem tempo, passem pela fisherman’s village, uma simpática vila com artesanato e vários restaurantes de peixe fresco, que fica por essa zona. É verdade que os restaurantes são um pouco mais caros, mas alguns deles pareciam mesmo muito bons.
A estadia em Koh Samui pode ficar muito em conta se optarem por comer em restaurantes locais (na nossa opinião, os melhores) e evitarem andar de táxi (muito caros!) e bem relaxante se fugirem da zona mais turística (Bo Put e Mae Nam).
De resto resta-nos recomendar que se deliciem com a comida do restaurante Inchai, também na zona de Lamai. A comida e os sumos naturais são exactamente como todos gostámos – bons e baratos – e para além da comida, os donos são extraordinariamente simpáticos, com muita curiosidade em conhecerem a nossa música e ver fotos das nossas cidades (curiosidade essa devidamente satisfeita). :)

No nosso último dia o dono até nos foi levar ao aeroporto (após uma negociata que a Sara teve coragem de fazer com ele e que nos permitiu uma poupança significativa face ao táxi) e a senhora deu-nos uma bonequinha de pano e um porta-chaves de lembrança. :)
E pronto, com isto chegámos ao fim da última aventura na Tailândia e desta vez com um vergonhoso atraso de três meses! :(
Vemo-nos na Austrália. Até lá..a todos uma excelente Páscoa! ;)
































































atingi o pico da inveja, ag!