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Welcome to OZ – viagem na Great Ocean Road

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Índice:

– Cambaleando por Adelaide;

– Exaustão máxima a caminho de Melbourne;

– Great Ocean Road – dia 1

– Great Ocean Road – dia 2 (subtítulo Encontros imediatos do pior grau possível: as histórias sobre a Austrália sempre eram verdade)

Cambaleando por Adelaide

A nossa curta visita a Adelaide pode ser resumida por extremo cansaço após 8 horas de voo nocturno, o patrocínio bem vindo do condutor do autocarro que nos levou do aeroporto ao centro de graça (poupança de quase 20 euros; não tinha troco para nos dar; fica a dica para os viajantes).

Repusemos calorias nos corpos famintos e depois de calcorrearmos as ruas do centro (quase tudo zonas comerciais, lotadas já com as compras de Natal, não muito mais para ver).

Foi nesta altura que encontrámos o local perfeito para sentir a vibração da cidade, a cultura e o modo de vida dos seus locais: Hindmarsh Square, um delicioso parque onde dormimos até à hora do autocarro para Melbourne (wifi incluído cortesia do Hungry Jacks  que é o Burger King australiano, que teve que mudar de nome por questões de registo de marca a 20 metros de nós).

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Exaustão máxima a caminho de Melbourne

O autocarro para Melbourne trouxe-nos boas recordações do Sudeste Asiático, com assentos reclináveis, 1 metro para as pernas ou por vezes assento-cama mesmo. Autocarros na Austrália são como a Ryanair na Europa…bem apertadinhos. Mesmo com a boa disposição e humor do nosso condutor, foi uma viagem longa e…difícil, muito difícil. Especialmente depois da noite no avião. Chegámos a Melbourne por volta das 6h, o corpo todo partido tal como se tivéssemos acabados  de sair de um combate…mas não com um Tyson, não tão mau…mais meiguinho e “pro-show” tipo Steven Seagal. 3 horinhas de espera até caminharmos mais uns 2km para irmos levantar o carro alugado, mapa carregado no telefone, falhámos uma saída aqui e uma curva ali, mas conseguimos sair de Melbourne em direcção a Torquay, o início da estrada de 200km pela costa conhecida como a Great Ocean Road. Passados 15 minutos tomámos a primeira saída para uma vila junto ao mar onde encostámos o carro para dormir.

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Great Ocean Road – dia 1

Depois de duas longas horas de repouso lá entrámos na Great Ocean Road, parando pelo caminho para o primeiro prato típico local: fish and chips.

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Passámos por Torquay (Bells Beach), Lorne e Apollo Bay. Pelo meio no processo perigoso de tirar uma  foto a nós mesmos, um pé mal apoiado, resultou num pé torcido para a Sara. Toca a fazer o curativo (Urso, se me estás a oubir…) e depois de mais alguns kms decidirmos que o carro precisava de repousar. Nós estávamos bem, a viatura é que já se estava a ressentir com o esforço e nós gentilmente acedemos ao seu pedido de repouso.

Conseguimos um quarto numa casa que supostamente pertencia a um hostel, mas estava vazia, bem agradável, confortável e a preço razoável. Foi jantar e cama bem cedinho para recuperar da pancada infligida ao corpo nas últimas 48 horas.

Encontros imediatos do pior grau possível: as histórias sobre a Austrália sempre eram verdade

Na manhã seguinte entrámos no Great Otway National Park e nem 5 minutos após parámos para tirar uma foto de família:

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As árvores estavam carregadas destes meninos pelo que foi uma viagem lenta e agradável, com paragens frequentes. Após uma dessas paragens, enquanto conduzíamos lentamente a apreciar a vista, a Sara solta os berros mais altos que o Diogo já ouviu “AAHHHHHHHH, AHHHHHHHHH AHHHHHH, PÁRA O CAAAARROOO, PÁRA DIOGO PÁRAAAAAAAAAAA”! Diogo trava o carro em pânico sem perceber o que se passava, Sara abre a porta e salta para fora com ambos os pés, com um shot de adrenalina tal que nem sentiu a dor lancinante por ter apoiado o seu pé magoado e despedaçando uma unha pelo caminho lançando um novo berro, já bem fora da viatura: “AÍ, ESTÁ AÍ UMA ARANHAA!”. Diogo olha para a zona da caixa de velocidades e no seu banco, na parte lateral (perto do encaixe do cinto de segurança) está a maior aranha que ambos tinhamos visto nas nossas vidas, a cerca de 10 cm da perna esquerda do Diogo. Calmamente, Diogo abre a porta do carro, destravado e em pânico também (mesmo depois de ter visto Aracnofobia 74 vezes em criança) sai da viatura. Pequeno problema…a estrada era inclinada e o carro continuou a andar. Só que a nossa amiga estava precisamente na zona do travão de mão, pelo que Diogo pega pelo carro na zona da porta (ainda aberta)…

Sorte ou azar a nossa indesejada e não convidada amiga subiu para o banco do condutor (quiçá apercebendo-se de que a sua vida corria risco num carro sem condutor) e com a ponta do pé e muito nojo Diogo tenta raspar a nossa amiga de oito patas para fora do carro. À primeira apenas a deslocou para a parte lateral do banco junto à porta, inspiração profunda (a nossa amiga começa a correr, pressentindo que ia ser pisada de novo) e o pé raspa a senhora para fora do carro. Ela impecável, como se nem tivesse sentido o pé corre para baixo do carro e nós finalmente retomamos o controlo da viatura.

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Prosseguimos a viagem depois de uma inspecção rigorosa ao carro para garantir a inexistência de novas surpresas, seguimos viagem com os destaques a serem os Twelve Apostles, uma paisagem que lembra sítios que nos são bem conhecidos e queridos, Bay of Islands, passámos Port Campbell, Warnambool e Port Fairy o fim desta bonita estrada.

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Partimos então para Melbourne numa estrada mais interior, passando por imensas vilas rurais e por alguns locais interessantes para tirar fotos:

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De regresso a Melbourne, ainda tivemos tempo para uma multa por excesso de velocidade (soubemos um mês depois através da famelga) e dois polícias no meio do trânsito no centro de Melbourne interpelaram-nos (estavam no carro ao nosso lado num semáforo) quando o Diogo consultou o telemóvel nas mãos da Sara para ver a direcção para o hostel.

Polícias: “AH! You can’t touch that if you’re driving!”

Diogo: “Yes, you’re right officer, apologies, we were just checking the way to the hostel”

Polícias: “Just messing with you, mate.”

Acabámos por apenas conduzir um pouco no centro de Melbourne e passear na zona do nosso hostel à noite. Inicialmente pensámos em apanhar um voo de Sydney durante um par de dias para conhecer, mas a factura começou a acumular e ficámo-nos por esta curta visita!

Após uma noite reparadora, partimos para a Tasmânia na manhã seguinte.

Stay tuned, mates!


Tailândia – o primeiro país a merecer um regresso

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O plano era seguir do Cambodja para o Laos, mas por falta de alguma resistência mental face às tantas horas de autocarro que esse rumo implicaria e também porque a nossa saudosa Tailândia estava mesmo ali ao lado, decidimos aldrabar mais uma vez a rota inicial e seguir viagem para as ilhas, com paragem em Bangkok.

Para regressarmos à Tailândia, nomeadamente a Bangkok, tínhamos duas opções:12h de autocarro ou 4h de autocarro + 8h de comboio.
O preço de uma para a outra não diferia muito, mas optámos pela segunda para podermos disfrutar de uma espectacular viagem de comboio.
Comprámos os bilhetes de autocarro no dia anterior, numa das muitas agências de viagens/lavandarias/espécie de mercearia espalhadas por Siem Reap, por cerca de 9€, os dois.

08h da manhã do dia seguinte, ovos mexidos+torradas+fruta+sumo/café tomados e lá estávamos nós, prontinhos para regressar a um dos nossos destinos preferidos so far, pese embora a nossa primeira paragem ser palco de fortes protestos antigovernamentais que se têm tornado, nos últimos dias, bem mais agressivos. :/
Depois de um atraso de meia hora, dada a insistência de um senhor francês em levar a sua bicicleta dentro do autocarro, mesmo depois dos pacientes condutores lhe explicarem que a mesma não passaria na fronteira, seguimos caminho… sem o dito gaulês e a sua bicla ;)

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Chegados à fronteira, ainda do lado do Cambodja, o caos estava instaurando! Pessoas amontoadas numa tentativa falhada de formarem filas para o controlo do visa e humidade insuportável.
Passado o controle seguimos até à Tailândia…a pé! :)  O autocarro deixa-nos do lado cambodiano e depois de mostrarmos os passaportes, temos de seguir até ao lado tailandês a pé. Mal pisámos terras tailandesas, seguimos para o primeiro andar de um edifício para novo controlo do visa e, no nosso caso, depois disso, apanhar um tuc-tuc até à estação de comboios para lá apanhar o regional das 13h20.

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Chegados a Bangkok depois de 8h à janela, sujos, famintos e a sofrer do cansaço habitual, ainda passeámos as mochilas por mais uma hora à procura de um sitio barato para ficarmos. A verdade é que mesmo com tanta oferta, o resultado é sempre melhor (e muito menos cansativo) quando pesquisámos com antecendência e reservámos online.
Bangkok estava quase como a havíamos deixado em Agosto – centros comerciais por todo o lado, comida de rua barata e deliciosa e com multidões, desta vez não tão calorosas, a protestarem pelas ruas da cidade.

Koh samui1

Seguia-se uma visita ao sul do país, a uma das ilhas, mas infelizmente o tempo não estava muito famoso em nenhumas das costas. Acabámos por nos decidir por Koh Samui por não implicar uma longa viagem de barco (dadas as dificuldades da Sara em “digerir” bem a ondulação…).
Comprámos os bilhetes de comboio+bus+ferry na estação de Bangkok por 2100 baths (cerca de 45€, no total). Como são rotas muito turísticas eles têm a opção do bilhete conjunto, que é mais pratico (e não mais caro) do que comprar os bilhetes separadamente na estação de bus e no porto, respectivamente.
O comboio segue até Surathani (cerca de 12h, night train). De lá apanha-se um autocarro até ao porto (cerca de 2h) para, por fim, seguir de katamaran até Koh Samui (cerca de 45 min).

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Já instalados na zona de Lamai beach, fomos fazer um reconhecimento da área e, apesar da fama de muito turística, aquela parte da ilha pareceu-nos bastante tranquila. Esperáva-nos uma semana de sol, água, deliciosa comida tailandesa e….muito boas fotos! :)

Koh samui5

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Koh samui9 Koh samui8

Koh samui26

No terceiro dia alugámos uma mota (200 baths=5€ por dia), definitivamente a melhor forma de visitar a ilha, e seguimos para sul de Lamai para visitarmos a cascata Na Muang. Só podem levar a mota até uma espécie de acampamento onde fazem passeios de elefante e de lá seguem a pé até à cascata.

Caminhámos até à cascata Na Muang 2 ( a NM 1 é mais pequena e menos interessante). É um pequeno trekking de não mais que 40 minutos, que vale bem a pena pelas vistas e pelo exercício. :)

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Koh samui25'

No dia seguinte visitámos a parte norte, com mais praias e, por conseguinte, mais turismo. As mais conhecidas são a Chaweng, Bo Put e Mae Nam, mas verdade seja dita, nós preferimos a de Lamai, bem mais tranquila e…mesmo à porta do hotel. :)
Para além das praias, se tiverem tempo, passem pela fisherman’s village, uma simpática vila com artesanato e vários restaurantes de peixe fresco, que fica por essa zona. É verdade que os restaurantes são um pouco mais caros, mas alguns deles pareciam mesmo muito bons.
A estadia em Koh Samui pode ficar muito em conta se optarem por comer em restaurantes locais (na nossa opinião, os melhores) e evitarem andar de táxi (muito caros!) e bem relaxante se fugirem da zona mais turística (Bo Put e Mae Nam).

Koh samui17 Koh samui16 Koh samui15 Koh samui14 Koh samui13 Koh samui11

De resto resta-nos recomendar que se deliciem com a comida do restaurante Inchai, também na zona de Lamai. A comida e os sumos naturais são exactamente como todos gostámos – bons e baratos – e para além da comida, os donos são extraordinariamente simpáticos, com muita curiosidade em conhecerem a nossa música e ver fotos das nossas cidades (curiosidade essa devidamente satisfeita). :)

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No nosso último dia o dono até nos foi levar ao aeroporto (após uma negociata que a Sara teve coragem de fazer com ele e que nos permitiu uma poupança significativa face ao táxi) e a senhora deu-nos uma bonequinha de pano e um porta-chaves de lembrança. :)

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Koh samui28  Koh samui30

E pronto, com isto chegámos ao fim da última aventura na Tailândia e desta vez com um vergonhoso atraso de três meses! :(

Vemo-nos na Austrália. Até lá..a todos uma excelente Páscoa! ;)

Tailândia – o primeiro país a merecer um regresso

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O plano era seguir do Cambodja para o Laos, mas por falta de alguma resistência mental face às tantas horas de autocarro que esse rumo implicaria e também porque a nossa saudosa Tailândia estava mesmo ali ao lado, decidimos aldrabar mais uma vez a rota inicial e seguir viagem para as ilhas, com paragem em Bangkok.

Para regressarmos à Tailândia, nomeadamente a Bangkok, tínhamos duas opções:12h de autocarro ou 4h de autocarro + 8h de comboio.
O preço de uma para a outra não diferia muito, mas optámos pela segunda para podermos disfrutar de uma espectacular viagem de comboio.
Comprámos os bilhetes de autocarro no dia anterior, numa das muitas agências de viagens/lavandarias/espécie de mercearia espalhadas por Siem Reap, por cerca de 9€, os dois.

08h da manhã do dia seguinte, ovos mexidos+torradas+fruta+sumo/café tomados e lá estávamos nós, prontinhos para regressar a um dos nossos destinos preferidos so far, pese embora a nossa primeira paragem ser palco de fortes protestos antigovernamentais que se têm tornado, nos últimos dias, bem mais agressivos. :/
Depois de um atraso de meia hora, dada a insistência de um senhor francês em levar a sua bicicleta dentro do autocarro, mesmo depois dos pacientes condutores lhe explicarem que a mesma não passaria na fronteira, seguimos caminho… sem o dito gaulês e a sua bicla ;)

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Chegados à fronteira, ainda do lado do Cambodja, o caos estava instaurando! Pessoas amontoadas numa tentativa falhada de formarem filas para o controlo do visa e humidade insuportável.
Passado o controle seguimos até à Tailândia…a pé! :)  O autocarro deixa-nos do lado cambodiano e depois de mostrarmos os passaportes, temos de seguir até ao lado tailandês a pé. Mal pisámos terras tailandesas, seguimos para o primeiro andar de um edifício para novo controlo do visa e, no nosso caso, depois disso, apanhar um tuc-tuc até à estação de comboios para lá apanhar o regional das 13h20.

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Chegados a Bangkok depois de 8h à janela, sujos, famintos e a sofrer do cansaço habitual, ainda passeámos as mochilas por mais uma hora à procura de um sitio barato para ficarmos. A verdade é que mesmo com tanta oferta, o resultado é sempre melhor (e muito menos cansativo) quando pesquisámos com antecendência e reservámos online.
Bangkok estava quase como a havíamos deixado em Agosto – centros comerciais por todo o lado, comida de rua barata e deliciosa e com multidões, desta vez não tão calorosas, a protestarem pelas ruas da cidade.

Koh samui1

Seguia-se uma visita ao sul do país, a uma das ilhas, mas infelizmente o tempo não estava muito famoso em nenhumas das costas. Acabámos por nos decidir por Koh Samui por não implicar uma longa viagem de barco (dadas as dificuldades da Sara em “digerir” bem a ondulação…).
Comprámos os bilhetes de comboio+bus+ferry na estação de Bangkok por 2100 baths (cerca de 45€, no total). Como são rotas muito turísticas eles têm a opção do bilhete conjunto, que é mais pratico (e não mais caro) do que comprar os bilhetes separadamente na estação de bus e no porto, respectivamente.
O comboio segue até Surathani (cerca de 12h, night train). De lá apanha-se um autocarro até ao porto (cerca de 2h) para, por fim, seguir de katamaran até Koh Samui (cerca de 45 min).

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Já instalados na zona de Lamai beach, fomos fazer um reconhecimento da área e, apesar da fama de muito turística, aquela parte da ilha pareceu-nos bastante tranquila. Esperáva-nos uma semana de sol, água, deliciosa comida tailandesa e….muito boas fotos! :)

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No terceiro dia alugámos uma mota (200 baths=5€ por dia), definitivamente a melhor forma de visitar a ilha, e seguimos para sul de Lamai para visitarmos a cascata Na Muang. Só podem levar a mota até uma espécie de acampamento onde fazem passeios de elefante e de lá seguem a pé até à cascata.

Caminhámos até à cascata Na Muang 2 ( a NM 1 é mais pequena e menos interessante). É um pequeno trekking de não mais que 40 minutos, que vale bem a pena pelas vistas e pelo exercício. :)

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No dia seguinte visitámos a parte norte, com mais praias e, por conseguinte, mais turismo. As mais conhecidas são a Chaweng, Bo Put e Mae Nam, mas verdade seja dita, nós preferimos a de Lamai, bem mais tranquila e…mesmo à porta do hotel. :)
Para além das praias, se tiverem tempo, passem pela fisherman’s village, uma simpática vila com artesanato e vários restaurantes de peixe fresco, que fica por essa zona. É verdade que os restaurantes são um pouco mais caros, mas alguns deles pareciam mesmo muito bons.
A estadia em Koh Samui pode ficar muito em conta se optarem por comer em restaurantes locais (na nossa opinião, os melhores) e evitarem andar de táxi (muito caros!) e bem relaxante se fugirem da zona mais turística (Bo Put e Mae Nam).

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De resto resta-nos recomendar que se deliciem com a comida do restaurante Inchai, também na zona de Lamai. A comida e os sumos naturais são exactamente como todos gostámos – bons e baratos – e para além da comida, os donos são extraordinariamente simpáticos, com muita curiosidade em conhecerem a nossa música e ver fotos das nossas cidades (curiosidade essa devidamente satisfeita). :)

Koh samui10 Koh samui27 Koh samui18 Koh samui19 Koh samui20
No nosso último dia o dono até nos foi levar ao aeroporto (após uma negociata que a Sara teve coragem de fazer com ele e que nos permitiu uma poupança significativa face ao táxi) e a senhora deu-nos uma bonequinha de pano e um porta-chaves de lembrança. :)

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E pronto, com isto chegámos ao fim da última aventura na Tailândia e desta vez com um vergonhoso atraso de três meses! :(

Vemo-nos na Austrália. Até lá..a todos uma excelente Páscoa! ;)

De Ho Chi Minh ao Império Khmer

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Transfer para o Cambodja de Ho Chi Minh, num autocarro nada mau, semi-cama, bem espaçoso, deixando-nos a sensação que ainda vamos sentir saudades deste tipo de transporte…
Mas para já Cambodja. A passagem da fronteira foi simples, o VISA é obtido na fronteira, no próprio autocarro paramos junto à fronteira do lado do Vietnam onde um funcionário da empresa de transporte recolhe passaportes e fees e trata do grupo todo, sendo depois apenas necessário ir recolher o passaporte ao interior para confirmação de caras por parte dos guardas no lado do Vietnam e seguir para as lentas filas no lado do Cambodja, com uma amálgama humana de turistas a tentarem obter carimbo.
Demorado, mas simples.
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Pouco depois de entrarmos no Cambodja a paisagem era essencialmente rural, com inúmeras casas ao longo da estrada com pequenos terrenos de agricultura de subsistência. As casas com mais posses, pelo menos metro e meio a 2 metros acima do nível do solo, para escapar às cheias anuais.
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Parámos para um almoço ligeiro e caro para o local, embora barato ainda assim para ocidental, almoço esse que muito se assemelhava a comida tailandesa. Comprámos alguns snacks para aguentar o resto de uma tranquila viagem.
Ainda metemos conversa com um estudante taiwanês nos EUA curioso sobre a nossa viagem e que ainda partilhou as suas experiências da América do Sul. À chegada a Phnom Penn, já noite, acompanhou-nos na busca de um hostel. Alugámos um riquexó para nos conduzir ao centro e especificamente um hostel que nos foi recomendado por um local no autocarro, mas a pesquisa foi desesperante. O preço que nos foi dado não correspondia ao que nos tinham dito, pelo que o condutor foi-nos conduzindo de hostel em hostel. Um dos quais foi provavelmente o pior sítio que já vimos nesta viagem até hoje. Provavelmente uma prisão na América do Sul teria melhores condições.
Despegámo-nos do taiwanês e finalmente o nosso condutor nos levou a um hostel não excelente, mas suficiente e de preço certo. Acabou por ser um tiro na mouche, pois passámos uma agradável noite em Phnom Penn, à conversa com dois jovens (canadiano e holandês) que nos deram algumas dicas sobre o país. E ainda tivemos a magnífica companhia de vendedores de menos de 1 metro de altura que estavam mais interessados em brincar do que vender.
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No hostel comprámos o autocarro de manhã para Siem Reap. Optámos por um transporte mais pequeno, que demorava supostamente menos 1 hora (5 horas em vez de 6 horas). Demorámos 6 horas e meia, no entanto, os autocarros demoraram 8 horas pelo que gostámos da opção. A estrada era péssima, mas uma bela paisagem, semelhante à que vimos a caminho da capital.
Mal chegámos ao autocarro, a Sara dizimou a população de mosquitos presente no veículo em menos de 4 minutos…
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Chegados a Siem Reap começámos a ver de novo alguma civilização, no caso uma cidade que nos pareceu bem turística, por vezes demasiado turística. No escritório da nossa transportadora ainda cravámos um riquexó ao nosso hotel (muita lata), mas compensámos o condutor pelo seu esforço, que nos tentou logo vender o seu tour a Angkor Wat.
Ficámos no magnífico King Boutique Hotel, uns deliciosos 4 dias, um hotel bem confortável, razoável pequeno-almoço, com piscina para refrescar ao fim das quentes tardes e ao preço da chuva, como mandam as regras. As nossas regras pelo menos!

Em Siem Reap reencontrámos ainda o nosso Carlos e os nossos dois amigos de Barcelona da viagem do autocarro com chuva! Tivemos a oportunidade de jantar todos juntos com um belo repasto khmer servido em folhas de banana, com sabores que nos recordaram a Tailândia também.

Os nossos amigos de Barcelona terminavam ali a viagem, pelo que depois de nos darem dicas para Angkor Wat despedimo-nos, trocando contactos para o futuro!  Acompanhámos o Carlos ao seu hotel e combinámos partilhar transporte para o dia seguinte na nossa visita a Angkor. Conseguimos marralhar um pouco mais o preço e dividido por 3 ficou ainda mais em conta. Directos para o hotel pois tínhamos que despertar de madrugada para um momento único.

A cidade às 4h da manhã já tinha bastante vida. O ruído dos riquexós a encher o ar da ainda noite transportando centenas de turistas para o momento do despertar da antiga capital do império Khmer com o nascer do Sol por detrás da entrada para o complexo.
Depois de uma surpreendentemente rápida passagem pelas bilheteiras (nem 2 minutos de espera com várias filas a venderem/imprimirem bilhetes personalizados com a nossa fotografia) o condutor deixou-nos na entrada e caminhámos quase sem ver onde punhamos os pés para o lago em frente às ruínas, o melhor sítio…e onde já nos aguardavam umas centenas de turistas com primeira fila garantida.
Um silêncio geral e parecíamos imersos numa floresta tropical rodeados de densa vegetação e o som da fauna que desta feita despertava um pouco mais tarde que o Homem.
Apesar das muitas cabeças e objectivas à frente nada nos demoveu na busca da foto perfeita. Assim que o sol começou a nascer estávamos a pegar ou no Carlos ou na Sara ou no Diogo para uma vista e fotografias ‘limpas’. Sente-se a imponência do local e é um momento que vale bem a pena o esforço de deixar os braços de Morfeu.

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Depois do nascer do sol é que veio a primeira encrenca do dia. Encontrar o condutor. Sim, porque àquela hora não havia turista algum que já tivesse tomado o pequeno-almoço e a maior parte voltava à entrada para o motorista para ir tomar o pequeno-almoço a que tinha direito no hotel. Ora encontrar um cambodjano que tínhamos visto às 5h durante nem 15 minutos com um olho aberto e meio fechado…no meio dumas centenas de outros iguais (sem desrespeito) foi tarefa hercúlea. Ao fim de alguns minutos lá tivemos a sorte de ser ele a avistar-nos pois nós íamos olhando para vários grupos à espera que alguém lá no meio nos reconhecesse, dada a nossa incapacidade de fazer o mesmo.
E eis que veio a segunda encrenca. Não nos quis levar ao hotel…era muito longe, muita gasolina. Fugindo ao combinado lá nos encaminhou para outra parte da antiga cidade. Tudo isto porque no local onde tínhamos visto o nascer do sol o preço mínimo para pequeno-almoço eram 5 dólares…por cabeça…a comer uma mísera panquecaSem querer menosprezar o pequeno-almoço cambodjano…mas…por 5 dólares comíamos 1 torrada, uma nata, meia de leite e café e ainda tínhamos troco nas nossas queridas terras lusas. Chegados à outra parte ainda tivemos que marralhar não escapando a largar 3 dólares por cabeça ainda assim. Infelizmente todos os dólares têm que contar! :)

Partimos depois para a exploração dos vários locais, templos e vestígios da cidade que ainda continua a ser ‘redescoberta’ pelos arqueólogos dada a imensidão da área que ocupa havendo muito por explorar ainda. Foi uma visita magnífica, com a excelente companhia do Carlos e com algum humor com o nosso condutor depois de fazermos as ‘pazes’.

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Pausamos para almoçar em Siem Reap e depois descansar no hotel até à hora do também magnífico pôr do sol em Angkor Wat.

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A visita ao recinto do antigo império é sem dúvida o ponto alto de Siem Reap. A cidade em si não tem muito que ver e fazer para além dos night markets, massagens e spas e vida nocturna de restaurantes e bares. Apesar de ser bastante turística valeu a pena ficar lá mais uns dias para pausar a viagem e deliciarmo-nos com a culinária!

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Tivemos que nos separar do Carlos que seguia para Ho Chi Minh para apanhar o voo de regresso para Espanha, mas ficou a promessa do reencontro rápido assim que voltarmos a pisar terras lusas.

Nós despedimo-nos do Cambodja apanhando o autocarro para a fronteira com a Tailândia. Havia mais locais para visitarmos mas temos que ter motivos para regressar ao Sudeste Asiático no futuro, não é verdade? Partimos pois para a sempre agradável Bangkok, seguida de uma visita às praias tailandesas (que não tivemos tempo de ver na primeira visita!) em Koh Samui.

Por isso não percam o próximo episódio porque nós também não!

 

De Ho Chi Minh ao Império Khmer

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Transfer para o Cambodja de Ho Chi Minh, num autocarro nada mau, semi-cama, bem espaçoso, deixando-nos a sensação que ainda vamos sentir saudades deste tipo de transporte…
Mas para já Cambodja. A passagem da fronteira foi simples, o VISA é obtido na fronteira, no próprio autocarro paramos junto à fronteira do lado do Vietnam onde um funcionário da empresa de transporte recolhe passaportes e fees e trata do grupo todo, sendo depois apenas necessário ir recolher o passaporte ao interior para confirmação de caras por parte dos guardas no lado do Vietnam e seguir para as lentas filas no lado do Cambodja, com uma amálgama humana de turistas a tentarem obter carimbo.
Demorado, mas simples.
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Pouco depois de entrarmos no Cambodja a paisagem era essencialmente rural, com inúmeras casas ao longo da estrada com pequenos terrenos de agricultura de subsistência. As casas com mais posses, pelo menos metro e meio a 2 metros acima do nível do solo, para escapar às cheias anuais.
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Parámos para um almoço ligeiro e caro para o local, embora barato ainda assim para ocidental, almoço esse que muito se assemelhava a comida tailandesa. Comprámos alguns snacks para aguentar o resto de uma tranquila viagem.
Ainda metemos conversa com um estudante taiwanês nos EUA curioso sobre a nossa viagem e que ainda partilhou as suas experiências da América do Sul. À chegada a Phnom Penn, já noite, acompanhou-nos na busca de um hostel. Alugámos um riquexó para nos conduzir ao centro e especificamente um hostel que nos foi recomendado por um local no autocarro, mas a pesquisa foi desesperante. O preço que nos foi dado não correspondia ao que nos tinham dito, pelo que o condutor foi-nos conduzindo de hostel em hostel. Um dos quais foi provavelmente o pior sítio que já vimos nesta viagem até hoje. Provavelmente uma prisão na América do Sul teria melhores condições.
Despegámo-nos do taiwanês e finalmente o nosso condutor nos levou a um hostel não excelente, mas suficiente e de preço certo. Acabou por ser um tiro na mouche, pois passámos uma agradável noite em Phnom Penn, à conversa com dois jovens (canadiano e holandês) que nos deram algumas dicas sobre o país. E ainda tivemos a magnífica companhia de vendedores de menos de 1 metro de altura que estavam mais interessados em brincar do que vender.
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No hostel comprámos o autocarro de manhã para Siem Reap. Optámos por um transporte mais pequeno, que demorava supostamente menos 1 hora (5 horas em vez de 6 horas). Demorámos 6 horas e meia, no entanto, os autocarros demoraram 8 horas pelo que gostámos da opção. A estrada era péssima, mas uma bela paisagem, semelhante à que vimos a caminho da capital.
Mal chegámos ao autocarro, a Sara dizimou a população de mosquitos presente no veículo em menos de 4 minutos…
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Chegados a Siem Reap começámos a ver de novo alguma civilização, no caso uma cidade que nos pareceu bem turística, por vezes demasiado turística. No escritório da nossa transportadora ainda cravámos um riquexó ao nosso hotel (muita lata), mas compensámos o condutor pelo seu esforço, que nos tentou logo vender o seu tour a Angkor Wat.
Ficámos no magnífico King Boutique Hotel, uns deliciosos 4 dias, um hotel bem confortável, razoável pequeno-almoço, com piscina para refrescar ao fim das quentes tardes e ao preço da chuva, como mandam as regras. As nossas regras pelo menos!

Em Siem Reap reencontrámos ainda o nosso Carlos e os nossos dois amigos de Barcelona da viagem do autocarro com chuva! Tivemos a oportunidade de jantar todos juntos com um belo repasto khmer servido em folhas de banana, com sabores que nos recordaram a Tailândia também.

Os nossos amigos de Barcelona terminavam ali a viagem, pelo que depois de nos darem dicas para Angkor Wat despedimo-nos, trocando contactos para o futuro!  Acompanhámos o Carlos ao seu hotel e combinámos partilhar transporte para o dia seguinte na nossa visita a Angkor. Conseguimos marralhar um pouco mais o preço e dividido por 3 ficou ainda mais em conta. Directos para o hotel pois tínhamos que despertar de madrugada para um momento único.

A cidade às 4h da manhã já tinha bastante vida. O ruído dos riquexós a encher o ar da ainda noite transportando centenas de turistas para o momento do despertar da antiga capital do império Khmer com o nascer do Sol por detrás da entrada para o complexo.
Depois de uma surpreendentemente rápida passagem pelas bilheteiras (nem 2 minutos de espera com várias filas a venderem/imprimirem bilhetes personalizados com a nossa fotografia) o condutor deixou-nos na entrada e caminhámos quase sem ver onde punhamos os pés para o lago em frente às ruínas, o melhor sítio…e onde já nos aguardavam umas centenas de turistas com primeira fila garantida.
Um silêncio geral e parecíamos imersos numa floresta tropical rodeados de densa vegetação e o som da fauna que desta feita despertava um pouco mais tarde que o Homem.
Apesar das muitas cabeças e objectivas à frente nada nos demoveu na busca da foto perfeita. Assim que o sol começou a nascer estávamos a pegar ou no Carlos ou na Sara ou no Diogo para uma vista e fotografias ‘limpas’. Sente-se a imponência do local e é um momento que vale bem a pena o esforço de deixar os braços de Morfeu.

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Depois do nascer do sol é que veio a primeira encrenca do dia. Encontrar o condutor. Sim, porque àquela hora não havia turista algum que já tivesse tomado o pequeno-almoço e a maior parte voltava à entrada para o motorista para ir tomar o pequeno-almoço a que tinha direito no hotel. Ora encontrar um cambodjano que tínhamos visto às 5h durante nem 15 minutos com um olho aberto e meio fechado…no meio dumas centenas de outros iguais (sem desrespeito) foi tarefa hercúlea. Ao fim de alguns minutos lá tivemos a sorte de ser ele a avistar-nos pois nós íamos olhando para vários grupos à espera que alguém lá no meio nos reconhecesse, dada a nossa incapacidade de fazer o mesmo.
E eis que veio a segunda encrenca. Não nos quis levar ao hotel…era muito longe, muita gasolina. Fugindo ao combinado lá nos encaminhou para outra parte da antiga cidade. Tudo isto porque no local onde tínhamos visto o nascer do sol o preço mínimo para pequeno-almoço eram 5 dólares…por cabeça…a comer uma mísera panquecaSem querer menosprezar o pequeno-almoço cambodjano…mas…por 5 dólares comíamos 1 torrada, uma nata, meia de leite e café e ainda tínhamos troco nas nossas queridas terras lusas. Chegados à outra parte ainda tivemos que marralhar não escapando a largar 3 dólares por cabeça ainda assim. Infelizmente todos os dólares têm que contar! :)

Partimos depois para a exploração dos vários locais, templos e vestígios da cidade que ainda continua a ser ‘redescoberta’ pelos arqueólogos dada a imensidão da área que ocupa havendo muito por explorar ainda. Foi uma visita magnífica, com a excelente companhia do Carlos e com algum humor com o nosso condutor depois de fazermos as ‘pazes’.

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Pausamos para almoçar em Siem Reap e depois descansar no hotel até à hora do também magnífico pôr do sol em Angkor Wat.

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A visita ao recinto do antigo império é sem dúvida o ponto alto de Siem Reap. A cidade em si não tem muito que ver e fazer para além dos night markets, massagens e spas e vida nocturna de restaurantes e bares. Apesar de ser bastante turística valeu a pena ficar lá mais uns dias para pausar a viagem e deliciarmo-nos com a culinária!

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Tivemos que nos separar do Carlos que seguia para Ho Chi Minh para apanhar o voo de regresso para Espanha, mas ficou a promessa do reencontro rápido assim que voltarmos a pisar terras lusas.

Nós despedimo-nos do Cambodja apanhando o autocarro para a fronteira com a Tailândia. Havia mais locais para visitarmos mas temos que ter motivos para regressar ao Sudeste Asiático no futuro, não é verdade? Partimos pois para a sempre agradável Bangkok, seguida de uma visita às praias tailandesas (que não tivemos tempo de ver na primeira visita!) em Koh Samui.

Por isso não percam o próximo episódio porque nós também não!



De Hue a Ho Chi Minh na companhia do Carlos ;)

0

 

Dado o vergonhoso atraso de mais de dois meses que este singelo blog traz às costas, decidimos juntar o relato das nossas pegadas por cinco cidades vietnamitas num só post. Vamos caminhar em direcção ao sul, porque…”the winter is coming”! ;)

HUE

Ora bem, bilhetes de comboio de Hanoi para Hue fresquinhos na nossa mão (que conseguimos dada a eficaz persuasão da Sara, já que a senhora da bilheteira em Haiphong não estava muito virada para nos vender um bilhete para um comboio que não partia daquela estação), fomos abancar à porta de um hotel na expectativa de apanharmos wifi de graça para assim marcarmos o poiso de Hue.

“Nós vivemos de roubo e caridade!”…engraçado perceber o quanto isto é verdade em alguns momentos desta viagem! ;)
(e por “roubo” entenda-se frasquinhos de shampos, amaciadores e afins dos hotéis onde nos é possível pernoitar e as toalhitas, phones e afins dos aviões por onde passámos!) :)

Ficámos três dias em Hue, dois dos quais quase sempre dentro do hotel, já que as ruas se tinham transformado em canais, no espaço de poucas horas. Não chegámos a visitar a cidade imperial e pouco mais vimos do centro da cidade, mas ainda conseguimos visitar a DMZ (zona desmilitarizada, sugestão do RR) e, mais importante ainda, reencontrar o Carlos!!! :)

Nós saímos do cruzeiro em Halong Bay sem o contacto dele e estávamos precisamente a lamentar esse facto enquanto caminhávamos para o nosso hotel, quando…quando encontrámos o dito cujo moço na recepção, acabadinho de fazer check-in!!!!! Muito bom!!!
I guess there are things that are meant to be, right? :)

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Maravilhoso pequeno-almoço a preços que nunca mais vamos ver nesta viagem…e free refill em café vietnamita (combinação perigosa dado que é adoçado com leite condensado…viciante!)

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Antiga base militar e início do tour à Zona Desmilitarizada (“DMZ”)

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Visita aos túneis de Vinh Moc (construídos pelos locais para abrigarem famílias inteiras dos bombardeamentos)

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Respiradouro para a circulação do ar nos túneis

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A antiga fronteira Norte-Sul

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HOI AN

Bem, Hue praticamente por ver e seguimos caminho para Hoi An num dos poucos autocarros a fazer esse percurso, dado a estrada ainda não estar em muito bom estado. Foi uma viagem relativamente curta (4h) e muito barata (2€ pp), mas o que vale a pena recordar é o autocarro em si…o “raining bus”, como nós carinhosamente o decidimos apelidar. :) É que mal entrámos percebemos que só nos poderíamos sentar nos lugares junto ao corredor, porque os do lado da janela estavam a ser inundados pelas muitas gotas que caíam do AC avariado mesmo em cima do assento! Ainda bem que o autocarro passou primeiro no nosso hotel, porque acreditem que os últimos a entrarem sentaram o rabinho em refrescantes pocinhas de água. Foi nessa mesma viagem que conhecemos um casal da terra de “nuestros hermanos”, desta vez de Barcelona, que em poucos minutos nos encantou com tanta simpatia e boa disposição (ambos sentados nos lugares junto à janela…) ;)

Hoi An encantou-nos durante três dias, mas mais uma vez mais pelas pessoas com quem partilhámos a viagem do que pelos sítios que visitámos porque, nos primeiros dois dias, o centro da cidade por onde se espalha o típico mercado de rua estava completamente inundado. Ainda assim conseguimos, mais no último dia, visitar uma boa parte do centro e regatear o preço das tangerinas no mercado! :)
Hoi An é uma cidade bem simpática, com um centro repleto de lojinhas onde se podem comprar fatos, vestidos e afins feitos à medida em muito pouco tempo e relativamente baratos (para quem não se encontra nestas andanças), magníficas malas em pele e muitos outros artigos bem originais que fazem as delícias dos muitos turistas que por ali se passeiam! A par do café, o sector têxtil deve ter um peso considerável na balança comercial do país…algo que se vê bem nas ruas das principais cidades pelas quais andámos.
No último dia tivemos o prazer de jantar com um simpático casal germano-italiano e, claro, com o Carlos, selando assim a nossa curta visita à cidade dos “calmos encontros” (tradução literal de “Hoi An”).

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Ruas já transitáveis depois do temporal

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A famosa e deliciosa “papaya salad” (Restaurante Mermaid…vale bem a pena!)

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DSC_0174 DSC_0183

Outras ruas…nem tanto…

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Outro bom restaurante…e barato para não destoar! Bem local e atendimento excelente.

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DANANG e MUI NE

Já um pouco saturados da chuva (pedimos desculpa de antemão a todos aqueles que estão a passar um inverno rigoroso, mas a verdade é que nós temos andado sempre de mãos dadas com o Verão, por isso chuvinha e frio já provocam uma certa reacção alérgica ;P ), decidimos seguir caminho para uma das praias mais cotadas do Vietname – Mui Ne.
Podíamos fazer uma viagem de cerca de 17h de autocarro directamente de Hoi An para lá ou então, apanhar um bus para Danang e daí seguir de comboio para Mui Ne. Optámos pela segunda por preferirmos comboio e para também termos oportunidade de pôr a vista em cima a Danang.

Chegados a Pan Thiet, que ficava a menos de 30 km de Mui Ne, decidimos partilhar um táxi com uma moça norueguesa que veio connosco no comboio e também queria ver praia. Enfim, filme brutal porque os taxistas daquela zona tinham como máxima extorquir o turista, por saberem que a única hipótese de sair dali a um preço razoável é apanhando um bus local que ainda ficava a uns kms consideráveis, distância essa que eles também cobravam a preço de ouro. Enfim!
Depois de termos saído do interior de dois táxis, cedemos ao cansaço e à falta de paciência e entrámos num que nos fez um preço ligeiramente mais baixo, mas que mais tarde percebemos que nos tinha deixado a uns bons 8km do pretendido. Ai vida!
Bem, praia finalmente! Já não víamos praia há quase dois meses,no entanto foi uma sensação de alegria que durou poucos minutos…Mui Ne não tem nada para se ver! É assim, não é o fim do mundo, mas não está longe…! ;P É uma cidade piscatória, com um mar ideal para kitesurf e repleta de russos! Um paraíso, portanto!
O melhor de Mui Ne…o Carlos!:))
Bem, o Carlos e os mergulhos que a Sara dava nas piscinas dos resorts como se lá estivesse hospedada! Priceless! :)

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Comboio para Mui Ne

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O frango assado de uma senhora local que preencheu toda a nossa cabine de um cheiro não muito agradável para adormecer…

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Mui Ne resumido numa foto…

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Valeu pelos resorts “emprestados”…

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Pelos pequenos-almoços e comida em geral…

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Pelas panquecas com leite condensado em específico…

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… mas sobretudo pela companhia! :)

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HO CHI MINH

No dia seguinte partimos para Ho Chi Minh, num sleeper bus todo quitado e a 10€ pp (8h de viagem). Muito gostávamos nós de fazer o resto das viagens num destes e, sobretudo, a este custo/hora!!

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A sensação, mal se vence o trânsito à entrada da cidade, é de encontrar a capital do Vietname, tanta é a agitação, o barulho e os néons no topo dos prédios. Hanoi é diferente, não negando a intensa agitação que também por lá se vive, Ho Chi Minh respira mais betão, luzes e poluição.
Passámos 4 dias de muito pouco turismo, mas de muito lazer na companhia do Carlos e da saborosa Saigon. :)
Na verdade não há muito mais a fazer no centro de Ho Chi Minh, sendo que toda a actividade que atrai os turistas se concentra no mercado e na movimentada rua de Bùi Viên (lojas, restaurantes, bares, bares, hostels, hostels). Valerá a pena visitar a zona do Mekong Delta  (Ben Tre), a cerca de 40 km pelo próprio pé ou numa visita organizada, algo que nós acabámos por não fazer, no entanto.

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A simpática padaria/confeitaria que nos “preencheu” em Saigon:

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O pessoal também ficou nosso fã!

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Jantarada com o Carlos: tarte de caracóis…pelo menos dizia o menu…

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O Vietname cativou-nos por três semanas, mas foi claramente a zona Norte a que mais nos seduziu…como sempre! :)

Segue-se um amanhecer digno de registo…tenham paciência pelo próximo post, por favor! :)

Carpe Diem!

 

De Hue a Ho Chi Minh na companhia do Carlos ;)

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Dado o vergonhoso atraso de mais de dois meses que este singelo blog traz às costas, decidimos juntar o relato das nossas pegadas por cinco cidades vietnamitas num só post. Vamos caminhar em direcção ao sul, porque…”the winter is coming”! ;)

HUE

Ora bem, bilhetes de comboio de Hanoi para Hue fresquinhos na nossa mão (que conseguimos dada a eficaz persuasão da Sara, já que a senhora da bilheteira em Haiphong não estava muito virada para nos vender um bilhete para um comboio que não partia daquela estação), fomos abancar à porta de um hotel na expectativa de apanharmos wifi de graça para assim marcarmos o poiso de Hue.

“Nós vivemos de roubo e caridade!”…engraçado perceber o quanto isto é verdade em alguns momentos desta viagem! ;)
(e por “roubo” entenda-se frasquinhos de shampos, amaciadores e afins dos hotéis onde nos é possível pernoitar e as toalhitas, phones e afins dos aviões por onde passámos!) :)

Ficámos três dias em Hue, dois dos quais quase sempre dentro do hotel, já que as ruas se tinham transformado em canais, no espaço de poucas horas. Não chegámos a visitar a cidade imperial e pouco mais vimos do centro da cidade, mas ainda conseguimos visitar a DMZ (zona desmilitarizada, sugestão do RR) e, mais importante ainda, reencontrar o Carlos!!! :)

Nós saímos do cruzeiro em Halong Bay sem o contacto dele e estávamos precisamente a lamentar esse facto enquanto caminhávamos para o nosso hotel, quando…quando encontrámos o dito cujo moço na recepção, acabadinho de fazer check-in!!!!! Muito bom!!!
I guess there are things that are meant to be, right? :)

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Maravilhoso pequeno-almoço a preços que nunca mais vamos ver nesta viagem…e free refill em café vietnamita (combinação perigosa dado que é adoçado com leite condensado…viciante!)

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Antiga base militar e início do tour à Zona Desmilitarizada (“DMZ”)

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Visita aos túneis de Vinh Moc (construídos pelos locais para abrigarem famílias inteiras dos bombardeamentos)

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Respiradouro para a circulação do ar nos túneis

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A antiga fronteira Norte-Sul

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HOI AN

Bem, Hue praticamente por ver e seguimos caminho para Hoi An num dos poucos autocarros a fazer esse percurso, dado a estrada ainda não estar em muito bom estado. Foi uma viagem relativamente curta (4h) e muito barata (2€ pp), mas o que vale a pena recordar é o autocarro em si…o “raining bus”, como nós carinhosamente o decidimos apelidar. :) É que mal entrámos percebemos que só nos poderíamos sentar nos lugares junto ao corredor, porque os do lado da janela estavam a ser inundados pelas muitas gotas que caíam do AC avariado mesmo em cima do assento! Ainda bem que o autocarro passou primeiro no nosso hotel, porque acreditem que os últimos a entrarem sentaram o rabinho em refrescantes pocinhas de água. Foi nessa mesma viagem que conhecemos um casal da terra de “nuestros hermanos”, desta vez de Barcelona, que em poucos minutos nos encantou com tanta simpatia e boa disposição (ambos sentados nos lugares junto à janela…) ;)

Hoi An encantou-nos durante três dias, mas mais uma vez mais pelas pessoas com quem partilhámos a viagem do que pelos sítios que visitámos porque, nos primeiros dois dias, o centro da cidade por onde se espalha o típico mercado de rua estava completamente inundado. Ainda assim conseguimos, mais no último dia, visitar uma boa parte do centro e regatear o preço das tangerinas no mercado! :)
Hoi An é uma cidade bem simpática, com um centro repleto de lojinhas onde se podem comprar fatos, vestidos e afins feitos à medida em muito pouco tempo e relativamente baratos (para quem não se encontra nestas andanças), magníficas malas em pele e muitos outros artigos bem originais que fazem as delícias dos muitos turistas que por ali se passeiam! A par do café, o sector têxtil deve ter um peso considerável na balança comercial do país…algo que se vê bem nas ruas das principais cidades pelas quais andámos.
No último dia tivemos o prazer de jantar com um simpático casal germano-italiano e, claro, com o Carlos, selando assim a nossa curta visita à cidade dos “calmos encontros” (tradução literal de “Hoi An”).

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A famosa e deliciosa “papaya salad” (Restaurante Mermaid…vale bem a pena!)

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Outras ruas…nem tanto…

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Outro bom restaurante…e barato para não destoar! Bem local e atendimento excelente.

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DANANG e MUI NE

Já um pouco saturados da chuva (pedimos desculpa de antemão a todos aqueles que estão a passar um inverno rigoroso, mas a verdade é que nós temos andado sempre de mãos dadas com o Verão, por isso chuvinha e frio já provocam uma certa reacção alérgica ;P ), decidimos seguir caminho para uma das praias mais cotadas do Vietname – Mui Ne.
Podíamos fazer uma viagem de cerca de 17h de autocarro directamente de Hoi An para lá ou então, apanhar um bus para Danang e daí seguir de comboio para Mui Ne. Optámos pela segunda por preferirmos comboio e para também termos oportunidade de pôr a vista em cima a Danang.

Chegados a Pan Thiet, que ficava a menos de 30 km de Mui Ne, decidimos partilhar um táxi com uma moça norueguesa que veio connosco no comboio e também queria ver praia. Enfim, filme brutal porque os taxistas daquela zona tinham como máxima extorquir o turista, por saberem que a única hipótese de sair dali a um preço razoável é apanhando um bus local que ainda ficava a uns kms consideráveis, distância essa que eles também cobravam a preço de ouro. Enfim!
Depois de termos saído do interior de dois táxis, cedemos ao cansaço e à falta de paciência e entrámos num que nos fez um preço ligeiramente mais baixo, mas que mais tarde percebemos que nos tinha deixado a uns bons 8km do pretendido. Ai vida!
Bem, praia finalmente! Já não víamos praia há quase dois meses,no entanto foi uma sensação de alegria que durou poucos minutos…Mui Ne não tem nada para se ver! É assim, não é o fim do mundo, mas não está longe…! ;P É uma cidade piscatória, com um mar ideal para kitesurf e repleta de russos! Um paraíso, portanto!
O melhor de Mui Ne…o Carlos!:))
Bem, o Carlos e os mergulhos que a Sara dava nas piscinas dos resorts como se lá estivesse hospedada! Priceless! :)

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Comboio para Mui Ne

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O frango assado de uma senhora local que preencheu toda a nossa cabine de um cheiro não muito agradável para adormecer…

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Mui Ne resumido numa foto…

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Valeu pelos resorts “emprestados”…

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Pelos pequenos-almoços e comida em geral…

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Pelas panquecas com leite condensado em específico…

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… mas sobretudo pela companhia! :)

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HO CHI MINH

No dia seguinte partimos para Ho Chi Minh, num sleeper bus todo quitado e a 10€ pp (8h de viagem). Muito gostávamos nós de fazer o resto das viagens num destes e, sobretudo, a este custo/hora!!

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A sensação, mal se vence o trânsito à entrada da cidade, é de encontrar a capital do Vietname, tanta é a agitação, o barulho e os néons no topo dos prédios. Hanoi é diferente, não negando a intensa agitação que também por lá se vive, Ho Chi Minh respira mais betão, luzes e poluição.
Passámos 4 dias de muito pouco turismo, mas de muito lazer na companhia do Carlos e da saborosa Saigon. :)
Na verdade não há muito mais a fazer no centro de Ho Chi Minh, sendo que toda a actividade que atrai os turistas se concentra no mercado e na movimentada rua de Bùi Viên (lojas, restaurantes, bares, bares, hostels, hostels). Valerá a pena visitar a zona do Mekong Delta  (Ben Tre), a cerca de 40 km pelo próprio pé ou numa visita organizada, algo que nós acabámos por não fazer, no entanto.

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A simpática padaria/confeitaria que nos “preencheu” em Saigon:

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O pessoal também ficou nosso fã!

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Jantarada com o Carlos: tarte de caracóis…pelo menos dizia o menu…

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O Vietname cativou-nos por três semanas, mas foi claramente a zona Norte a que mais nos seduziu…como sempre! :)

Segue-se um amanhecer digno de registo…tenham paciência pelo próximo post, por favor! :)

Carpe Diem!



Hanoi, Cat Ba e Ha Long Bay

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Mais uma longa viagem de comboio, passada com noodles instantâneos e na companhia do Walter White, para um final pesado de Breaking Bad. Desde já recomendamos a série (não sendo violenta, é pesada). Às 3 ou 4 da manhã tocou o sino do desembarque e toca a acordar todos os passageiros para a passagem da fronteira do Vietname. Um a um, parecia uma fila de condenados, de malas e mochilas às costas, tudo a morrer de sono, mas ainda assim com boa disposição! Entrega de passaportes aos oficiais locais (sempre o momento mais assustador, quando por um segundo pensamos que vão desaparecer e vamos ficar bloqueados num país onde não compreendemos a língua!).

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De volta ao comboio mortos de sono para tentar dormir 2 ou3 horas que era o tempo que o comboio demorava a chegar a Hanoi. Desta vez não teria sido mau se o comboio se tivesse atrasado!!!
Chegados à estação começou o “marralhanço” já esperado pois àquela hora da noite (nem 6 da manhã eram) não íamos ter transporte público. Acordámos um valor em yuan (sempre versáteis no sudeste asiático) inflacionado em pelo menos 25% mas àquela hora negociar mais do que 2 minutos era uma tortura!

O taxista deixou-nos no nosso hostel que, não surpreendentemente, estava encerrado. Arriscámos no entanto a campainha e um simpático senhor deixou-nos entrar e melhor ainda ficar no sofá da entrada onde ainda que rebentados la aguardámos pelas 9h dormitando quelque chose. Antes do check in ainda tivemos um bónus: free breakfast! Onde é que alguma vez nos davam isto no primeiro mundo?! Mas a melhor parte do pequeno almoço não foi o facto de ser grátis mas sim o facto de nos dar o primeiro contacto com o café vietnamita (na verdade o segundo para o Diogo, certo sr. Arquitecto Paisagístico?). DELICIOSO! Dupla filtragem, fa lo parecer espesso e concentrado e depois adoçado com leite condensado e uma bebida digna de deuses!
Depois desta dose de energia aplicámo-la logo de seguida numa soneca no quarto onde aí sim recuperamos energias!

O hostel kangaroo parecia um edifício da ribeira estreitinho mas alto e os quartos pareciam ter 50 anos com telefones antigos no interior mas bem limpos e simpáticos!

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Estávamos situados no Old District bem no centro de Hanoi onde se podem observar as casas e edifícios antigos com estilo francês fruto da influência deste país durante os anos de presença no Vietname. As ruas do centro são absolutamente caóticas preenchidas por alguns carros e centenas e centenas de bicicletas e motas, o meio preferido de transporte por estas bandas…de longe! Qualquer passeio no centro exige olhar atento para o tráfego pois os passeios estão bloqueados muitas vezes com dezenas de motas também, obrigando o peão indefeso a por o pezinho na estrada a cada 10 metros e portanto a obrigar o tráfego a desviar-se ou então a levar mesmo com alguns espelhos nos braços. Nada de mais, mas e uma experiência por si só.

As ruas do centro são um passeio incrível para se ver cafés vietnamitas em cada esquina, restaurantes bem locais com cadeiras de plástico e mesas tamanho para bebes mas onde se juntam graúdos para se deliciarem com as iguarias vietnamitas regadas com as cervenas locais. Inúmeras lojas têxteis, muitas de indianos com fatos na hora, lojas de brinquedos a pontapés e os mercados de rua com venda de legumes, frutas, carne, peixe, marisco e street food para todos os gostos!

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Deliciamo nos co os crepes feitos por uma simpatica senhora que nos pediu pra promovermos a loja dela (dado quenos crepes eram mesmo bons fica a foto abaixo para quem la quiser ir e degustar uma pratada deles por menos de 1 euro), os tradicionais crepesvietnamitas e ddliciosos pho em cada eswuina entre muitasoutrasiguarias. Como reforco a meio do dia iamos comprando sncks a estas senhoras que abundavam nas ruas! Nao esquecer a cerveja local qualquermarca mas saigon especialmente: boa e ao preco da chuva.

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Nesta cidade ainda deu tempo para um corte “à antiga”, com preços ainda “em escudos”:

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Após 2 dias em Hanoi partimos em direção a ilha de Cat Ba com o intuito de visitar a tão ansiada Ha Long Bay! Fizemos a ligação de bus com barco que e a mais económica (quem fizer pelas agências em Hanoi ou mesmo hotel paga bem mais!) e chegámos a Cat Ba já ao final do dia! Uma ilha mínima mas muito muito tranquila e relaxante depois da agitação de Hanoi! Adorámos o nosso hotel sobre a baía, o staff que era composto por uma adorável família e o restaurante do hotel! Da única vez que não comemos lá, arrependemo-nos! Para além de ser o mais barato que encontrámos tinha de longe a melhor e mais “caseira” comida. :)

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Neste hotel passámos ainda uma aventura de nome Hayan! No segundo dia optámos por não fazer o tour de Ha Long preferindo ficar no hotel a planear. Pois o tempo pregou-nos uma bela partida e no dia seguinte já não era possível fazer o tour pois os mares estavam agitados e o vento a soprar forte dado que se aproximava o furacão Hayan que tinha acabado de devastar as Filipinas e que resolveu vir de encontro ao Vietname afectando a nossa zona. Nesse dia começaram os relatos de evacuação de cidades costeiras na zona central como Hue e optámos então por permanecer em Cat Ba e aguentar até que a tempestade passasse. No dia seguinte ficámos a saber que a tempestade tinha alterado o curso para norte prevendo-se a passagem do “olho da tempestade” na nossa pequena ilha! Nem de propósito! Trocaram-nos para um quarto no 2o andar (estávamos no 7o) mas na verdade foi um upgrade com janela sobre a baía para vermos a chegada da tempestade na primeira linha o_O!
Depois de uma manhã invulgarmente calma para o contexto começaram os preparativos com o recolher de objectos na rua (para evitar o seu voo e colisão), barricada de portas e janelas no rés do chão, cortes de luz e as ruas começaram a ficar desertas com o final do dia. Pelas 19h decidimos ir comer algo ao restaurante para depois aguardarmos a tempestade no quarto mas surpresa…portas já barricadas e luz cortada até à manhã seguinte…lá explicámos que não tinhamos comido nada (a bom tuga tudo para a última) e presentearam-nos simpaticamente com duas velas, uma pratada de arroz e duas bananas. Quando viram a nossa cara a olhar para o tabuleiro acrescentaram mais duas bananas. Acomodados, lá subimos ao nosso quarto para um jantar pouco variado mas à luz das velas :) haja boa disposição pelo menos! Seguiu-se visionamento de filmes e séries até esgotarmos as baterias dos pcs.

O furacão felizmente já se tinha transformado em “apenas” tempestade tropical e lá atingiu a ilha pouco depois da meia noite com a Sara em sobressalto toda a noite e o Diogo tranquilo nos braços de Morfeu. Nada de mais, apenas ventos fortes e mar agressivo mas tirando alguma vegetação destruída o impacto foi reduzido.

Antes da tempestade...
Antes da tempestade…
Durante a tempestade...
Durante a tempestade…
 Durante a tempestade 2...
Durante a tempestade 2…

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Next day, finally negociámos a nossa tour de Ha Long Bay onde o melhor preço da ilha foi também no nosso hotel! Incrível serviço! Com partida agendada para início da manhã, depois de um reconfortante pequeno-almoço com café vietnamita, baguete e omelete lá partimos no barco com mais alguns outros turistas.

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Um silêncio enorme no barco, uma paisagem que inspirava respeito e impressionava com as gigantes pedras a emergirem da água. Um passeio dispensável por uma gruta dentro de um rochedo (não era mau, mas para quem já viu estalactites e gmites, não acrescentava muito). Parámos depois para um passeio de kayak numa espécie de lago abrigado pelas rochas. Um passeio excelente pelas rochas e grutas presentes e a cada mini lago em que entrávamos podíamos berrar a plenos pulmões e escutar o eco repetido vezes sem conta pelos rochedos. Mágico!

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Seguiu-se o almoço em que o grupo se dividiu em 2. Ficámos com 3 suíças muito pouco comunicativas (mais timidez que antipatia) e 1 casal de britânicos idem idem aspas aspas. Almoço não foi mau, mas para o que estávamos habituados até então…depois de almoço e enquanto tirávamos fotos no interior do barco encetámos conversa com um dos viajantes: o mui simpático Carlos de Tui, bem pertinho do nosso lar! O mundo é pequeno! Acabámos por ficar à conversa com o segundo grupo no top do barco durante a segunda parte do passeio, por sinal a mais agradável com o tempo a melhorar também! Um casal italo-croata bem simpático também ajudou a animar a tarde e trocámos impressões sobre viagens durante o resto do passeio. A última paragem foi noutra baía abrigada com uma pequena ilha por perto onde o barco parou e recebemos autorização da tripulação para mergulhar!!! O barco tinha um piso superior onde nós estávamos com uma altura considerável mas não intimidou. Os primeiros mergulharam de pé, mas depois vai o Dioguinho de cabeça para a água abrindo as hostilidades! Tudo na galhofa e tudo a atirar-se para a água a tirar fotos dos saltos! Água deliciosamente refrescante deu para terminar o passeio em beleza.

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Pouco depois subimos para o barco para secar e veio uma espécie de jangada a motor recolher-nos pois tínhamos pedido para sair mais cedo para apanhar o autocarro para Haiphong para conseguirmos ir de comboio para Hanoi e depois Hue ainda nessa noite! Tínhamos que compensar o tempo perdido! Depois das despedidas dos amigos do barco (alguns dos quais também iam para Hue mas mais tarde) embarcámos na jangada para um emocionante regresso a Cat Ba atravessando Ha Long Bay com receio de naufrágio a cada segundo mas sempre deslumbrados com a paisagem! Certo é que o nosso condutor lá nos fez chegar à ilha e desembarcámos num pequeno porto onde já esperavam dois condutores de mota para nos levarem ao hotel. Quando comprámos a viagem desconfiámos que algo pudesse falhar mas nada! Viagem delirante pelas colinas de Cat Ba e passados 15 minutos chegámos ao hotel! Recolhemos as malas, despedimo-nos da família e aguardámos pelo bus numa padaria mesmo ao lado que apenas experimentámos no último dia mas onde nos deliciámos com pãozinho e bolinhos tendo levado alguns para a viagem de comboio.

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Por sorte conseguimos bilhete nessa noite de Hanoi para Hue (geralmente recomenda-se a compra com 1 ou 2 dias de antecedência) mas felizmente correu bem!

Next stop Hue!



Hanoi, Cat Ba e Ha Long Bay

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Mais uma longa viagem de comboio, passada com noodles instantâneos e na companhia do Walter White, para um final pesado de Breaking Bad. Desde já recomendamos a série (não sendo violenta, é pesada). Às 3 ou 4 da manhã tocou o sino do desembarque e toca a acordar todos os passageiros para a passagem da fronteira do Vietname. Um a um, parecia uma fila de condenados, de malas e mochilas às costas, tudo a morrer de sono, mas ainda assim com boa disposição! Entrega de passaportes aos oficiais locais (sempre o momento mais assustador, quando por um segundo pensamos que vão desaparecer e vamos ficar bloqueados num país onde não compreendemos a língua!).

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De volta ao comboio mortos de sono para tentar dormir 2 ou3 horas que era o tempo que o comboio demorava a chegar a Hanoi. Desta vez não teria sido mau se o comboio se tivesse atrasado!!!
Chegados à estação começou o “marralhanço” já esperado pois àquela hora da noite (nem 6 da manhã eram) não íamos ter transporte público. Acordámos um valor em yuan (sempre versáteis no sudeste asiático) inflacionado em pelo menos 25% mas àquela hora negociar mais do que 2 minutos era uma tortura!

O taxista deixou-nos no nosso hostel que, não surpreendentemente, estava encerrado. Arriscámos no entanto a campainha e um simpático senhor deixou-nos entrar e melhor ainda ficar no sofá da entrada onde ainda que rebentados la aguardámos pelas 9h dormitando quelque chose. Antes do check in ainda tivemos um bónus: free breakfast! Onde é que alguma vez nos davam isto no primeiro mundo?! Mas a melhor parte do pequeno almoço não foi o facto de ser grátis mas sim o facto de nos dar o primeiro contacto com o café vietnamita (na verdade o segundo para o Diogo, certo sr. Arquitecto Paisagístico?). DELICIOSO! Dupla filtragem, fa lo parecer espesso e concentrado e depois adoçado com leite condensado e uma bebida digna de deuses!
Depois desta dose de energia aplicámo-la logo de seguida numa soneca no quarto onde aí sim recuperamos energias!

O hostel kangaroo parecia um edifício da ribeira estreitinho mas alto e os quartos pareciam ter 50 anos com telefones antigos no interior mas bem limpos e simpáticos!

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Estávamos situados no Old District bem no centro de Hanoi onde se podem observar as casas e edifícios antigos com estilo francês fruto da influência deste país durante os anos de presença no Vietname. As ruas do centro são absolutamente caóticas preenchidas por alguns carros e centenas e centenas de bicicletas e motas, o meio preferido de transporte por estas bandas…de longe! Qualquer passeio no centro exige olhar atento para o tráfego pois os passeios estão bloqueados muitas vezes com dezenas de motas também, obrigando o peão indefeso a por o pezinho na estrada a cada 10 metros e portanto a obrigar o tráfego a desviar-se ou então a levar mesmo com alguns espelhos nos braços. Nada de mais, mas e uma experiência por si só.

As ruas do centro são um passeio incrível para se ver cafés vietnamitas em cada esquina, restaurantes bem locais com cadeiras de plástico e mesas tamanho para bebes mas onde se juntam graúdos para se deliciarem com as iguarias vietnamitas regadas com as cervenas locais. Inúmeras lojas têxteis, muitas de indianos com fatos na hora, lojas de brinquedos a pontapés e os mercados de rua com venda de legumes, frutas, carne, peixe, marisco e street food para todos os gostos!

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Deliciamo nos co os crepes feitos por uma simpatica senhora que nos pediu pra promovermos a loja dela (dado quenos crepes eram mesmo bons fica a foto abaixo para quem la quiser ir e degustar uma pratada deles por menos de 1 euro), os tradicionais crepesvietnamitas e ddliciosos pho em cada eswuina entre muitasoutrasiguarias. Como reforco a meio do dia iamos comprando sncks a estas senhoras que abundavam nas ruas! Nao esquecer a cerveja local qualquermarca mas saigon especialmente: boa e ao preco da chuva.

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Nesta cidade ainda deu tempo para um corte “à antiga”, com preços ainda “em escudos”:

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Após 2 dias em Hanoi partimos em direção a ilha de Cat Ba com o intuito de visitar a tão ansiada Ha Long Bay! Fizemos a ligação de bus com barco que e a mais económica (quem fizer pelas agências em Hanoi ou mesmo hotel paga bem mais!) e chegámos a Cat Ba já ao final do dia! Uma ilha mínima mas muito muito tranquila e relaxante depois da agitação de Hanoi! Adorámos o nosso hotel sobre a baía, o staff que era composto por uma adorável família e o restaurante do hotel! Da única vez que não comemos lá, arrependemo-nos! Para além de ser o mais barato que encontrámos tinha de longe a melhor e mais “caseira” comida. :)

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Neste hotel passámos ainda uma aventura de nome Hayan! No segundo dia optámos por não fazer o tour de Ha Long preferindo ficar no hotel a planear. Pois o tempo pregou-nos uma bela partida e no dia seguinte já não era possível fazer o tour pois os mares estavam agitados e o vento a soprar forte dado que se aproximava o furacão Hayan que tinha acabado de devastar as Filipinas e que resolveu vir de encontro ao Vietname afectando a nossa zona. Nesse dia começaram os relatos de evacuação de cidades costeiras na zona central como Hue e optámos então por permanecer em Cat Ba e aguentar até que a tempestade passasse. No dia seguinte ficámos a saber que a tempestade tinha alterado o curso para norte prevendo-se a passagem do “olho da tempestade” na nossa pequena ilha! Nem de propósito! Trocaram-nos para um quarto no 2o andar (estávamos no 7o) mas na verdade foi um upgrade com janela sobre a baía para vermos a chegada da tempestade na primeira linha o_O!
Depois de uma manhã invulgarmente calma para o contexto começaram os preparativos com o recolher de objectos na rua (para evitar o seu voo e colisão), barricada de portas e janelas no rés do chão, cortes de luz e as ruas começaram a ficar desertas com o final do dia. Pelas 19h decidimos ir comer algo ao restaurante para depois aguardarmos a tempestade no quarto mas surpresa…portas já barricadas e luz cortada até à manhã seguinte…lá explicámos que não tinhamos comido nada (a bom tuga tudo para a última) e presentearam-nos simpaticamente com duas velas, uma pratada de arroz e duas bananas. Quando viram a nossa cara a olhar para o tabuleiro acrescentaram mais duas bananas. Acomodados, lá subimos ao nosso quarto para um jantar pouco variado mas à luz das velas :) haja boa disposição pelo menos! Seguiu-se visionamento de filmes e séries até esgotarmos as baterias dos pcs.

O furacão felizmente já se tinha transformado em “apenas” tempestade tropical e lá atingiu a ilha pouco depois da meia noite com a Sara em sobressalto toda a noite e o Diogo tranquilo nos braços de Morfeu. Nada de mais, apenas ventos fortes e mar agressivo mas tirando alguma vegetação destruída o impacto foi reduzido.

Antes da tempestade...
Antes da tempestade…
Durante a tempestade...
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 Durante a tempestade 2...
Durante a tempestade 2…

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Next day, finally negociámos a nossa tour de Ha Long Bay onde o melhor preço da ilha foi também no nosso hotel! Incrível serviço! Com partida agendada para início da manhã, depois de um reconfortante pequeno-almoço com café vietnamita, baguete e omelete lá partimos no barco com mais alguns outros turistas.

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Um silêncio enorme no barco, uma paisagem que inspirava respeito e impressionava com as gigantes pedras a emergirem da água. Um passeio dispensável por uma gruta dentro de um rochedo (não era mau, mas para quem já viu estalactites e gmites, não acrescentava muito). Parámos depois para um passeio de kayak numa espécie de lago abrigado pelas rochas. Um passeio excelente pelas rochas e grutas presentes e a cada mini lago em que entrávamos podíamos berrar a plenos pulmões e escutar o eco repetido vezes sem conta pelos rochedos. Mágico!

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Seguiu-se o almoço em que o grupo se dividiu em 2. Ficámos com 3 suíças muito pouco comunicativas (mais timidez que antipatia) e 1 casal de britânicos idem idem aspas aspas. Almoço não foi mau, mas para o que estávamos habituados até então…depois de almoço e enquanto tirávamos fotos no interior do barco encetámos conversa com um dos viajantes: o mui simpático Carlos de Tui, bem pertinho do nosso lar! O mundo é pequeno! Acabámos por ficar à conversa com o segundo grupo no top do barco durante a segunda parte do passeio, por sinal a mais agradável com o tempo a melhorar também! Um casal italo-croata bem simpático também ajudou a animar a tarde e trocámos impressões sobre viagens durante o resto do passeio. A última paragem foi noutra baía abrigada com uma pequena ilha por perto onde o barco parou e recebemos autorização da tripulação para mergulhar!!! O barco tinha um piso superior onde nós estávamos com uma altura considerável mas não intimidou. Os primeiros mergulharam de pé, mas depois vai o Dioguinho de cabeça para a água abrindo as hostilidades! Tudo na galhofa e tudo a atirar-se para a água a tirar fotos dos saltos! Água deliciosamente refrescante deu para terminar o passeio em beleza.

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Pouco depois subimos para o barco para secar e veio uma espécie de jangada a motor recolher-nos pois tínhamos pedido para sair mais cedo para apanhar o autocarro para Haiphong para conseguirmos ir de comboio para Hanoi e depois Hue ainda nessa noite! Tínhamos que compensar o tempo perdido! Depois das despedidas dos amigos do barco (alguns dos quais também iam para Hue mas mais tarde) embarcámos na jangada para um emocionante regresso a Cat Ba atravessando Ha Long Bay com receio de naufrágio a cada segundo mas sempre deslumbrados com a paisagem! Certo é que o nosso condutor lá nos fez chegar à ilha e desembarcámos num pequeno porto onde já esperavam dois condutores de mota para nos levarem ao hotel. Quando comprámos a viagem desconfiámos que algo pudesse falhar mas nada! Viagem delirante pelas colinas de Cat Ba e passados 15 minutos chegámos ao hotel! Recolhemos as malas, despedimo-nos da família e aguardámos pelo bus numa padaria mesmo ao lado que apenas experimentámos no último dia mas onde nos deliciámos com pãozinho e bolinhos tendo levado alguns para a viagem de comboio.

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Por sorte conseguimos bilhete nessa noite de Hanoi para Hue (geralmente recomenda-se a compra com 1 ou 2 dias de antecedência) mas felizmente correu bem!

Next stop Hue!



Guilin…como aprender a negociar como um chinês! :)

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Como chegámos a Guilin? De comboio.
Quantas horas demorámos a chegar? 28h


Yeap, um diazinho inteiro (e mais 4h) em AC3 (6 camas), top berth (as duas camas de cima), na companhia de um adorável menino dos seus 4 aninhos que tinha como desporto preferido subir até às nossas camas e dizer “haaaallooo”!! :) Foi deveras desafiante, mas também muito divertido e com noodles intermináveis à mistura!! ;)

Guilin pareceu-nos, mal saímos do comboio, uma cidade muito simpática e tranquila, mesmo sendo uma das mais turísticas do sul da China (no nordeste da província de Guangxi).
Nos quatro dias que lá passámos, para além de um aprazível convívio com a família do hostel onde ficámos e alguns dos locais da rua, dedicámos o resto do tempo a caminhadas pelo centro e arredores seguidas da merecida compensação…street food, fast food, chocolates não muito bons, mas ainda assim chocolates das convenience stores que encontrávamos a cada 100 metros. É sem dúvida a melhor forma de captar o ritmo de vida da cidade, de conhecer os recantos à casa e, sobretudo, de não gastar muito dinheiro. :)

A rua Mong Kok e rua Zhengyang Pedestrian são ruas extremamente turísticas, com verdadeiros rios de pessoas (sobretudo franceses!! O_o) a passearem-se a toda a hora por lá, mas sem dúvida excelentes spots para se comer…o problema é mesmo ser o triplo do preço da street food ou fast food!!! Por isso já dá para imaginar onde é que nós fomos comer…todos os dias!!! Bem, mas independetemente de não termos experimentado a comida de nenhum daqueles restaurantes, vale a pena passear-se por lá, só para absorver um pouco daquela agitação, que em pequena quantidade, se assemelha mais a bom ambiente!! :)
Se quiserem fazer umas refeições mais em conta, passem na rua Nanhuan Lu onde nós conseguimos almoçar uns noddles deliciosos por 1,60€ (dois pratos de noodles)!!!!!!!!! Nhamyyyyy :):):) Ou então passem na rua Yiren Lu para javardarem fast food!! (been there, done that)!!

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Enumeradas as ruas das quais ainda nos lembrámos e que serão certamente um local de passagem para quem pretender visitar Guilin, passemos ao último episódio digno de relato…

Pois bem, Guilin é deveras uma cidade pitoresca, ornada por montanhas e osmanthus (planta que se encontra na Ásia e América do Norte cuja flor cheira maravilhosamente bem!!), que na altura em que nós lá estivemos perfumavam toda a cidade. Aliás, em jeito de curiosidade fica só aqui a nota que “Guilin” quer literalmente dizer “floresta dos osmanthus doces”. E nesta bela cidade há muito natureza para encantar, por isso mesmo é que a maior parte das actividades turísticas ou são visitas a grutas, a campos de arroz, trekkings nas montanhas ao redor da cidade ou, a mais popular de todas, um cruzeiro pelo Li River durante o qual se pode avistar a famosa imagem gravada nas notas de 20 yuan. Há imensas visitas organizadas ao preço do ouro (para nós) ou então há ainda a possibilidade de tentarem fazer a coisa pelo próprio pé…como nós!! :)

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Nesta última opção, bem resumidamente para não maçar muito como de costume, queríamos fazer um trekking de Yangdi a Xingping, trajecto de cerca de 5 km que nos permitiria avistar o famoso spot que aparece na tal nota e…de graça, quer dizer, ao preço do cansaço apenas (e do bus).
No entanto, depois de apanharmos o autocarro no centro da cidade que fica ao lado da estação de comboios, de passarmos pelo filme de fintar todas aquelas senhoras que lá se encontram a tentarem cobrar um preço bem acima do normal pelo bilhete do bus e, como se não bastasse, a colarem-se a nós para depois nos tentarem vender o tal cruzeiro a preço para americano (sem ofensa ao americanos espectaculares que conhecemos pelo caminho, mas a verdade é que  maior parte paga o que lhe pedirem, sem regatear!!! bahhh) e de chegarmos a Yangdixiang, o calor e a falta de coragem para caminhar 5 km por um trilho que não chegámos a perceber onde começava levaram a melhor, pelo que decidimos tentar regatear o preço do cruzeiro para ver se ainda ganhávamos o dia… :)

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Para terem uma noção, as senhoras pediam 500 yuan por duas pessoas. Estamos a falar de um cruzeiro de 1h por mais de 60€! O nosso objectivo era baixar tamanha exorbitância para 12€, no total!!! :):):) Foi um verdadeiro filme sobretudo porque as senhoras que nos tentavam sacar 60€ não nos deixavam falar directamente com os senhores do barco, não fossem eles fazer-nos um desconto….dos bons! E é aqui que a Sara decide escrever um papel com a mensagem ” boat trip for 2 persons – 100 yuan” e correr até aos tais senhores do barco para que eles lessem a mensagem…É nesse local, mesmo à entrada do barco, que  conhecemos um grupo de turistas asiáticos à espera que o mesmo partisse, aos quais explicámos que não tínhamos 60€ para gastar no cruzeiro, porque no dia seguinte seguíamos para o Vietname e precisávamos de liquidez (tudo verdade até agora)!! E o quê que aqueles miúdos fazem?! Fazem uma “vaquinha” para nos pagarem a entrada ( pela qual a esta altura do campeonato as senhoras já “só” pediam 40€)!!! Uiii ficámos com o coração nas mãos!!! Os miúdos e um senhor mais velho já tinham o dinheiro na mão e insistiam em pagar-nos o cruzeiro, porque “you no have money! We can pay, we pay!!!”…woooowww, tivemos de imediato de parar com o teatro que estávamos a fazer, porque na verdade nós só ali estávamos para provarmos às senhoras que conseguíamos mais barato, mas a brincadeira tinha claramente ido longe demais…:/
Bem, lá conseguimos convencer aquelas pessoas tão simpáticas de que não iríamos aceitar a sua generosa oferta, tirámos umas fotos juntos e seguimos caminho de regresso ao centro da cidade!!!
E pronto, não avistámos tudo o que queríamos, mas deu para ter uma ideia e angariámos mais uma história memorável…e esta, por sua vez, priceless! :)

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E é isto, quase um mês depois de nos terem deixado entrar na terra de quase todos os “made in” que vestimos, calçamos e afins, temos a certeza que ficou muito por ver e que, a existir oportunidade, havemos de regressar!!

And now…go Pho!! :)
See you around…