De Chiang Mai a Sukhothai!
De autocarro de Chiang Mai para Sukhothai, desta vez um “day bus” por conveniência de horários. Esta foi uma viagem calma (também as temos, vá lá!) e chegámos a Sukhothai por volta das 19h-20h. É neste ponto que a “hospedeira de bordo” começa a perguntar aos passageiros onde queriam sair.
Depois de lhe mostrar o nome da guesthouse, a senhora simpaticamente nos indicou para sairmos na Old City, pelo que saímos rapidamente com outros passageiros.
Desembarcados e olhando à volta, não víamos nada a não ser dois restaurantes, um dos quais com ocidentais a jantarem, pelo que lhes perguntámos se sabiam onde ficava a guesthouse. Nunca tinham ouvido falar, mas vá também não eram locais. E táxis ou tuk-tuk onde podemos apanhar? Aqui é difícil, responderam, têm que esperar ou ir andando…
Hmmm, onde raio viemos parar? Geralmente à saída de autocarros, comboios, aviões e jangadas de bambu há carnificina pela certa entre os múltiplos drivers locais a disputarem os nossos belos pedaços de carne branca.
Lá avistámos um tuk-tuk que tivemos que negociar de 300 para 150 baht, um balúrdio ainda assim, mas lá acedemos pois partilhámos a 3 com uma francesa em viagem há 1 ano e meio, também enganada como nós, que ia ficar na mesma guesthouse.
Apercebemo-nos de que tínhamos ficado a quase 15 km de distância da guesthouse, dando-nos todas as indicações de que a “hospedeira de bordo” não fazia puto de ideia onde ficava a nossa guesthouse. Pelo menos ficámos mais contentes com o preço negociado! =)
A meio da viagem, a Sara já não se sentia muito bem disposta e chegados à guesthouse e checkados-in, fomos para o quarto e começou a senda de viagens ao Seven Eleven que por sorte estava mesmo lá ao lado. Ou foi o contágio da pequena gastro do Diogo ou então um novo bichinho alojado. 3 dias de recuperação e Sara fina de novo.
No último dia, já bastante bem de saúde, aproveitámos para conhecer Sukhothai, a primeira cidade/capital do que é hoje a Tailândia!
Tivemos um tuk-tuk driver que chateou o Dioguinho todos os dias sempre que ele ia ao Seven Eleven buscar fornecimento de mantimentos, mas que lá conseguiu o cliente no último dia. Preço standard 150 baht, todos fazem o mesmo para a Old City. Era isso ou alugar bicicleta/mota mas desta vez passámos.
O condutor era um personagem que passou a viagem a tentar fazer-nos o “preço especial” de 450 baht, com ida e volta e passeio de tuk-tuk dentro da cidade. Ele fez o seu papel, dizendo que era totalmente “up to us” como se ele não quisesse saber, quase ao jeito de “It’s not you, it’s me”. Not bad, mas not enough! A nossa ideia inicialmente era alugar bicicleta e assim acabámos por fazer! =) Fica uma pequena amostra da peça:
Porquê visitar Sukhothai? No início do século XII (pronto, lá se foram metade dos leitores), um povo proveniente da província de Yunnan na China, alojou-se numa região do norte do império Khmer. Conhecidos como os “Thai” aka “homens livres”, organizaram-se em pequenas comunidades e conseguiram a independência do império que os governava, alargando o território para além de Sukhothai para áreas que hoje constituem território da Tailândia. Apesar de ter tido curta duração, pois caiu para outra capital – Ayutthaya – passados poucos anos, nesse período ajudaram a definir o país. Uma cidade construída também com um sistema de canais no interior da cidade e que a rodeava em quadrado à volta também, tudo para ajudar a gerir o excesso de água das monções. No seu interior encontram-se inúmeros templos e estátuas de homenagem Buddha, a decorarem cada recanto. Palavras para quê?
Depois da visita, almoço e com o mesmo driver passámos na TR guesthouse para recolher as mochilas e partir para o bus para o próximo divertido destino: land of lady boys, crazy driving, street food heaven, Bangkok here we go!
Por isso não percam o próximo episódio porque nós também não!
From Chiang Mai to Sukhothai!
We took the bus from Chiang Mai to Sukhothai, this time a day bus since the schedule was more convenient. This was a relaxed trip (thank God we have some too!) and we got to Sukhothai around 7-8pm. At this point our “flight attendant” starts asking each passenger at which stop they wanted to get off the bus.
After showing her the name of our guesthouse, the lady kindly told us to leave at the “Old City”, which was the following stop, so we quickly gathered our things and left the bus along with several other passengers.
After getting off the bus and looking around us a bit, all we could see were a couple of restaurants, one of which with 2 westerners having dinner, so we asked them if they happened to know where our guesthouse was. They appeared as if they were in Sukhothai for a while now, but they had never heard of TR guesthouse. Well, ok, they weren’t locals. We then asked them where we could get a tuk-tuk or taxi and they replied saying it wasn’t easy getting one there, we would have to wait a while or start walking towards the center…
Ok, where the hell were we then? Usually, after 1month and a half travelling, everytime we get off a bus, train, airplane or a bamboo raft there are several local drivers fighting one another to catch us travellers, so we thought it was a bit strange.
After a while we spotted a tuk-tuk and we had to bargain down from 300 to 150 baht, still a lot of money, but we accepted since we were 3 people, due to meeting a french woman travelling for a year and a halp, that was also wronged by the “flight attendant” and was staying at our guesthouse too.
During the trip we realised we were almost 15 km away from the guesthouse, therefore we knew for sure the “flight attendant” didn’t have a clue of where our guesthouse was when we asked her. In any case the bargained 150 baht seemed a more reasonable price then, so we were happy! =)
In the middle of the trip, Sara started to feel unwell and when we got to the guesthouse and checked-in, we took our stuff to the room and that was when the epic 3 day constant journey to the Seven Eleven store nextdoor started. Sara either caught Diogo’s gastro or she picked up a new bug. In any case, 3 days of indoor recovery and she was as good as new!
In the last day and with both of us feeling ok, we finally got out of the guesthouse to visit the old city of Sukhothai, the first city/capital of what is today Thailand!
We got a tuk-tuk driver that was harassing Diogo everyday, everytime he would go to Seven Eleven for a fresh supply of food, that finally landed his customer on our last day there. Standard price 150 baht, they all ask for the same for the Old City. We thought about renting a bike/scooter but given the circumstances this time we passed.
The driver was a real character that spent the whole trip trying to convince us of his special price of 450 baht for which he would take us and bring us back, plus take us to all the good places inside the old city with the tuk-tuk, so we would not have to walk or ride the bike (the old city is huge inside). He played his part of course, constantly saying “up to you, up to you” has if he didn’t care if we hired him or not, almost as in a Seinfeld “It’s not you, it’s me” kind of way. Not bad, but not enough! Our initial plan was to rent a bike inside the old city for 30 baht each and that’s what we did! =) Here is a small sample of the funny driver:
So, why visit Sukhothai? At the beginning of the 12th century (ok, we just lost half our readers), a people from Yunan province in China, moved to the northern regions of the Khmer empire. They were know as the “Thai”, that means “free men” and they organised themselves in small comunities. They obtained their independence from the empire and through several of their kings they expanded their territory and region of influence beyond Sukhothai into areas which are nowadays a part of Thailand territory. Although this capital was short-lived, since it was surpassed by Ayutthaya a few years later, this period was crucial to determine the basis of what would become Thailand. The city was built with an extensive canal network inside and on the outside (in a square like Chiang Mai) to help manage excess water during monsoons. Inside the city you can find several temples and statues paying homage to the Buddha. Enough of words.
After the visit, we had a quick lunch and then our funny driver took us back to TR Guesthouse to get our backpacks and take us to the bus station, where we would depart to our next fun destination: land of lady boys, crazy driving, street food heaven, Bangkok here we go!
So keep tuned for our next episode, cause we will do so too!
Tailândia! Kop Kun Kah!
16/08/2013 a 19/08/2013
Dirigimo-nos ao VISA on Arrival mas nem era preciso, bastou irmos diretamente à fila dos passaportes para nos ser atribuido um visto de entrada, a custo zero, durante 90 dias, graças aos acordos entre Portugal e Tailândia.
De seguida, e para nosso deleite, dirigimo-nos a um Seven Eleven para petiscar um pequeno almoço (sim porque o frango com caril do avião não era bem o pequeno-almoço que queríamos!!), leitinho achocolatado, quase, quase Ucal, para começar bem o dia!
Saída do aeroporto de Bangkok!! Temos um ladyboy à nossa espera para nos levar para a Nana square – the biggest adult playgroung in town – naa, brincadeirinha!! Optámos por seguir directos para Chiang Mai, no norte do país, e deixar Bangkok para o fim… =)
Apanhámos o metro express até ao centro da cidade permitindo-nos dar uma primeira espreitadela a Bangkok, com um panorama e realidade totalmente diferentes da da Índia, como já era de esperar. Uma cidade de arranha-céus, com muita gente na rua, mas com muito menos visão de pobreza e miséria. Antes de apanharmos o metro normal para a estação de comboio, ainda deu tempo para degustarmos um delicioso e doce ananás e vislumbrar os deliciosos milk teas, uma importação de Taiwan, também muito popular nestas bandas, thank God =)
Chegámos à estação de comboio esperando não nos depararmos com qualquer dificuldade em comprar o bilhete para Chiang Mai, isto porque tínhamos visto na net uns formulários de pedido de reserva de bilhete ( a uma agência de viagens), os quais na altura preenchemos, mas em relação aos quais nunca obtivemos resposta. Ora, chegados ao local e já com água na boca de ver alguma street food com muito bom aspecto, dirigimo-nos à bilheteira e…impecável, comprámos 2 bilhetes por cerca de 20€ cada, saída às 18h e chegada às 12h. Um pouco carito, mas poupámos a noite!! :) Deu tempo para um pequeno jantar (omeleta tailandesa e thai noodles com chicken ang veggies) e compra de mantimentos no Seven Eleven para a viagem.
Um comboio bem mais pequeno, bem mais moderno e sem complicações. Ao invés da Índia, onde tínhamos que perseguir duas ou três pessoas para perceber onde estava o comboio e carruagem, aqui os funcionários da estação pediam-nos o bilhete e indicavam-nos para onde devíamos ir. A dream.

Entrámos na nossa carruagem e camas nem vê-las…oops, ok isto estava a correr bem demais…voltámos atrás para perguntar e o senhor esclareceu-nos que ele próprio nos faria a cama, mais tarde! =) Wow, what a difference.
Depois lá percebemos que os nossos dois bancos voltados um para o outro se convertiam numa cama e de cima saía outra cama para o segundo passageiro. Nice, really nice.
Ao nosso lado ia um estrangeiro também que já devia andar habituado às andanças pois não estranhou nada.
Pelas 21h lá veio o funcionário fazer as camas todas da carruagem (deviam ser umas 20 camas) e com um profissionalismo, precisão e rapidez que lembrava a tropa (apesar de nunca nenhum de nós a ter feito!). Passados poucos minutos caminhas todas prontas e estas com o dobro do espaço das da Índia. Não vamos dizer mal das da Índia porque a verdade é que até gostámos do AC2 e se tivéssemos que comparar, acabámos por dormir mais nos indianos do que neste tailandês pois a viagem foi mais aos solavancos. O comboio era impecável, muito espaçoso, muito limpo e bem fresquinho, no entanto a noite não foi das melhores porque, apesar do conforto, aquilo abanava que se fartava!
Na manhã seguinte, já esfomeados pois os mantimentos já tinham ido à vida (2 pork buns – pães com recheio de porco cozinhados a vapor – e pão com passas), lá pedimos finalmente um sumo de laranja e um pequeno almoço continental. Isto quando o comboio se encontrava parado numa estação qualquer a meio do caminho. Mas a cereja em cima do bolo foi, definitivamente, conhecer o Joe! O Joe é um senhor italiano, extremamente simpático e afável que se sentou ao nosso lado, a cerca de 2h da nossa chegada a CM. Falámos de tudo um pouco, mas o mais delicioso foi mesmo perceber a força e energia que ele emanava quando falava da filha de 6 anos, sendo que ele tem 64 anos. Amazing! Numa das paragens ele lá nos indicou que tínhamos tempo de sair do comboio e, vai daí, o Dioguinho foi buscar o seu café da manhã a uma simpática senhora tailandesa na estação, sempre com um olho no comboio à procura de sítios onde se agarrar caso este partisse subitamente.
Tal como tínhamos referido anteriormente, Chiang Mai é também famosa pelos seus night markets (tem vários, alguns diários em certas zonas da cidade, outros ao sábado, outros ao domingo) que são incríveis pela diversidade e bom ambiente. Lá podemos encontrar desde comida e roupa a artigos de decoração e brinquedos, basicamente o que se lembrarem eles têm lá!




Thailand! Kop Kun Kah!
16/08/2013 a 19/08/2013
Dirigimo-nos ao VISA on Arrival mas nem era preciso, bastou irmos diretamente à fila dos passaportes para nos ser atribuido um visto de entrada, a custo zero, durante 90 dias, graças aos acordos entre Portugal e Tailândia.
De seguida, e para nosso deleite, dirigimo-nos a um Seven Eleven para petiscar um pequeno almoço (sim porque o frango com caril do avião não era bem o pequeno-almoço que queríamos!!), leitinho achocolatado, quase, quase Ucal, para começar bem o dia!
Saída do aeroporto de Bangkok!! Temos um ladyboy à nossa espera para nos levar para a Nana square – the biggest adult playgroung in town – naa, brincadeirinha!! Optámos por seguir directos para Chiang Mai, no norte do país, e deixar Bangkok para o fim… =)
Apanhámos o metro express até ao centro da cidade permitindo-nos dar uma primeira espreitadela a Bangkok, com um panorama e realidade totalmente diferentes da da Índia, como já era de esperar. Uma cidade de arranha-céus, com muita gente na rua, mas com muito menos visão de pobreza e miséria. Antes de apanharmos o metro normal para a estação de comboio, ainda deu tempo para degustarmos um delicioso e doce ananás e vislumbrar os deliciosos milk teas, uma importação de Taiwan, também muito popular nestas bandas, thank God =)
Chegámos à estação de comboio esperando não nos depararmos com qualquer dificuldade em comprar o bilhete para Chiang Mai, isto porque tínhamos visto na net uns formulários de pedido de reserva de bilhete ( a uma agência de viagens), os quais na altura preenchemos, mas em relação aos quais nunca obtivemos resposta. Ora, chegados ao local e já com água na boca de ver alguma street food com muito bom aspecto, dirigimo-nos à bilheteira e…impecável, comprámos 2 bilhetes por cerca de 20€ cada, saída às 18h e chegada às 12h. Um pouco carito, mas poupámos a noite!! :) Deu tempo para um pequeno jantar (omeleta tailandesa e thai noodles com chicken ang veggies) e compra de mantimentos no Seven Eleven para a viagem.
Um comboio bem mais pequeno, bem mais moderno e sem complicações. Ao invés da Índia, onde tínhamos que perseguir duas ou três pessoas para perceber onde estava o comboio e carruagem, aqui os funcionários da estação pediam-nos o bilhete e indicavam-nos para onde devíamos ir. A dream.

Entrámos na nossa carruagem e camas nem vê-las…oops, ok isto estava a correr bem demais…voltámos atrás para perguntar e o senhor esclareceu-nos que ele próprio nos faria a cama, mais tarde! =) Wow, what a difference.
Depois lá percebemos que os nossos dois bancos voltados um para o outro se convertiam numa cama e de cima saía outra cama para o segundo passageiro. Nice, really nice.
Ao nosso lado ia um estrangeiro também que já devia andar habituado às andanças pois não estranhou nada.
Pelas 21h lá veio o funcionário fazer as camas todas da carruagem (deviam ser umas 20 camas) e com um profissionalismo, precisão e rapidez que lembrava a tropa (apesar de nunca nenhum de nós a ter feito!). Passados poucos minutos caminhas todas prontas e estas com o dobro do espaço das da Índia. Não vamos dizer mal das da Índia porque a verdade é que até gostámos do AC2 e se tivéssemos que comparar, acabámos por dormir mais nos indianos do que neste tailandês pois a viagem foi mais aos solavancos. O comboio era impecável, muito espaçoso, muito limpo e bem fresquinho, no entanto a noite não foi das melhores porque, apesar do conforto, aquilo abanava que se fartava!
Na manhã seguinte, já esfomeados pois os mantimentos já tinham ido à vida (2 pork buns – pães com recheio de porco cozinhados a vapor – e pão com passas), lá pedimos finalmente um sumo de laranja e um pequeno almoço continental. Isto quando o comboio se encontrava parado numa estação qualquer a meio do caminho. Mas a cereja em cima do bolo foi, definitivamente, conhecer o Joe! O Joe é um senhor italiano, extremamente simpático e afável que se sentou ao nosso lado, a cerca de 2h da nossa chegada a CM. Falámos de tudo um pouco, mas o mais delicioso foi mesmo perceber a força e energia que ele emanava quando falava da filha de 6 anos, sendo que ele tem 64 anos. Amazing! Numa das paragens ele lá nos indicou que tínhamos tempo de sair do comboio e, vai daí, o Dioguinho foi buscar o seu café da manhã a uma simpática senhora tailandesa na estação, sempre com um olho no comboio à procura de sítios onde se agarrar caso este partisse subitamente.
Tal como tínhamos referido anteriormente, Chiang Mai é também famosa pelos seus night markets (tem vários, alguns diários em certas zonas da cidade, outros ao sábado, outros ao domingo) que são incríveis pela diversidade e bom ambiente. Lá podemos encontrar desde comida e roupa a artigos de decoração e brinquedos, basicamente o que se lembrarem eles têm lá!




Kolkata e a despedida da Índia
13/08/2013
Viagem de comboio atrasou 2 horinhas, mas pelo menos viemos bem guardados por dois polícias sem bilhete que se instalaram ao nosso lado juntamente com as suas metralhadoras…que ficaram ao nosso alcance durante a noite…India….Incredible Indiaaaaa…

Chegámos à estação de Kolkata perto das 12h e de imediato notámos uma diferença nesta cidade. Uma cidade mais cosmopolita (dentro ainda do panorama indiano), mais arranjada, mais limpa e de notar as filas de táxis amarelos perfeitamente alinhados à porta da estação. Uma coisa não faltava: trânsito! Mas isso já era de esperar! =)
Fomos desde logo abordados por um driver, mas desta vez nem demos espaço para negociação, fomos para a fila dos táxis oficiais e por 155 rupias em direcção ao nosso local de estadia conseguimos ter um belo glimpse da cidade, atravessando desde logo um dos ícones de Kolkata e de West Bengal – a Howrah Bridge – que liga as cidades gémeas de Howrah e Kolkata (6ª maior ponte do mundo em balanço ou cantilever), passando pelos Jardins de Éden e pelo seu enorme estádio de cricket, a estátua de homenagem a Indira Ghandi e vimos de relance o Victoria Memorial e a St. Paul’s Cathedral. Conseguimos perceber desde a chegada que é uma cidade com traços da colonização inglesa e que se reflecte na organização, ruas e edifícios da cidade.
O nosso taxista ainda se perdeu pelo caminho, mas lá conseguimos telefonar ao nosso anfitrião Airbnb, o Jayant, que lhe indicou onde nos deixar. O prédio de fora assustava um pouco, embora a zona do mesmo fosse claramente uma zona melhor e por melhor entenda-se melhor em Kolkata e sem comparação com os outros locais na Índia por onde já passámos.
Depois de falarmos com o porteiro fomos encaminhados para o 8º andar e conhecemos a mãe do nosso anfitrião que nos apresentou a casa e o nosso quarto. Um apartamento quase só para nós e com óptimo aspecto, possivelmente o melhor alojamento até agora na Índia! O quarto era bem arranjado, gelado a 16ºC de ar condicionado e tresandava a repelente de mosquitos. Just the way we like our bedrooms! =)
Depois de nos instalarmos e de um bom banho, por email recebemos dicas do Jayant para almoço, onde degustámos um caril de borrego e chicken tikka kebab….super picante este último, o que levou a que Diogo comesse e Sara comesse…pão indiano!
Depois de almoço e de retemperadas as forças lá arranjámos energia para caminhar em direcção à zona verde de Kolkata onde visitámos o Victoria Memorial Hall e a St. Paul’s Cathedral, tendo aproveitado para recuperar alguns bons hábitos europeus como saborear um belo gelado em pleno Agosto. =)
E pronto. Damos por concluída a visita à cidade. Acabámos por ficar de 14/08/2013 a 16/08/2013, mas ficámos dentro do apartamento o resto do tempo a recuperar o Diogo de uma gastro-malario-entrite, ou qualquer coisa do género. Não se sabe bem o que foi mas veio e foi-se e é o que importa.
O Jayant foi um excelente anfitrião, arranjou-nos fruta fresca (que já não comíamos praticamente desde que chegados ao país), ajudou-nos a encomendar comida durante o dia 15 enquanto a doença tirava forças para sair de casa. Ainda tivemos na noite do 14 a oportunidade de obter óptimas recomendações sobre a cidade, onde ir, o que provar, mas infelizmente terão que ficar para uma segunda visita a Kolkata.
Na manhã do dia 16 já mais restabelecidos, saímos cedo e apanhámos o nosso táxi para o aeroporto. Um taxista completamente louco, o pior até hoje, para nos deixar uma última boa recordação antes de partirmos do país. Evitámos diversos acidentes por colisão frontal e lateral, perdeu-se, deixou-nos no terminal errado e obrigou-nos a correr para o certo e ainda nos sobrefacturou no final, mas numa altura em que ambos já estávamos com tão pouca paciência que sentimos mais como se fossemos nós a pagar para ele se ir embora!
Chegados ao aeroporto, um aeroporto monumentalmente grande diga-se, e pareceu-nos desde logo que tínhamos entrado no Ocidente e uma calma preencheu-nos, calma essa que nos acompanhou durante todo o voo até à chegada ao nosso próximo destino, também ele repleto de aventuras.
Por isso não percam o próximo episódio, porque nós também não! =)
Varanasi e sagrado Ganges
12/08/2013
Comboio para Varanasi. Primeira vez em AC3 (basicamente o mesmo que AC2, mas em vez de beliches de 2 camas, deparámo-nos com beliches de 3 camas, um pouco menos espaçosos. Suspeitámos que a Dani fosse claustrofobicamente negar uma dormida naquelas cabines! =) ).
Nota: já não há descrições de corridas alucinantes para apanhar comboios, dado que aprendemos a lição e nomeadamente depois de o Diogo ter recebido ameaças de morte por ter feito a Sara saltar para uma linha de comboio repleta de ratos, começámos a chegar com mais tempo às estações.
Pouco depois de nos instalarmos, dois indianos amigos entram também na nossa cabine. Não pudemos deixar de notar e sorrir quando um deles sobe a cama do topo com esforço à medida que solta um “oh Krishna” em vez de “Oh God”. Faz sentido claro, mas foi divertido ouvir.
A viagem fez-se bem mas não tão bem. As AC2 recomendam-se para quem não está a tentar poupar dinheiro necessariamente e para o Gonçalo, para evitar bater com a cabeça em cima. =)
Passámos uma certa fome no comboio (descansem mães, estamos a cuidar de nós, foi uma situação pontual!), pois por trenguice não tínhamos comprado mantimentos suficientes, mas passou-se o tempo.
Chegados à estação, a primeira coisa que tratámos de fazer foi arranjar o bilhete de comboio para Kolkata na noite seguinte.
Ainda tivemos um episódio que nos causou alguma impressão quando apanhámos 3 franceses na fila para comprarem bilhetes para Agra e estavam a tentar explicar que queriam cabine para dormir…
…o senhor estava a dizer-lhes que só tinha vaga em Sleeper Class, e eles meio desconfiados iam perguntando se se podia dormir nessa classe ao que o homem dizia que sim (e com razão). Eles ainda não muito convencidos perguntaram-lhe se iam muitos turistas aqui, mas achámos que o senhor da estação não percebeu esta última questão, pois não lhes respondeu…e a verdade é que são poucos os aventureiros que optam por esta carruagem… é das piores para viajar…damos como exemplo uma casa de banho com a qual nos deparámos numa das viagens…
Depois de uma fila de alguns estrangeiros à nossa frente e de levarmos uma quase acusação de passarmos dois nipónicos e dois americanos à frente (“tuga” deve ter rótulo de incumpridor!!!), lá nos sentámos com o senhor da estação a estudar as nossas opções. Só havia um bilhete, outro estava em fila de espera mas ele tranquilizou-nos pois no limite podíamos partilhar a cama.
Saímos do comboio e o panorama era talvez o pior até então. Por esta altura já estávamos habituados ao caos, mas esta estação lembrou de certa forma o Posto 3 na praia da Falésia, na medida em que não se vislumbra sítio para estender a toalha…neste caso, são indianos colados uns aos outros com os seus panos no chão deitados por todo o lado, outros de pé no meio, obrigando-nos a uma boa ginástica para passar…
Mal saímos da estação, apanhámos de imediato um regateador a tentar vender-nos o seu tuk tuk. Uma negociação renhida que ficou nas 150 rupias. Caro, mas era a guest house mais distante da estação em que íamos ficar. Depois de uma viagem por estradas bem esburacadas pelo centro e arredores de Varanasi, lá nos hospedámos na Rahul Guesthouse, onde percebemos que estava também um português hospedado, com o qual não nos chegámos a cruzar, contudo.
Primeira coisa a fazer: pousar coisas e comer.
O restaurante desta guesthouse também ficava num terraço com vista para o Ganges, enorme, muito largo, rápido e com água acastanhada, o que se devia essencialmente às monções. O local era agradável mas sem grandes escolhas de menu, ou por outra, tinha indiano, chinês, japonês e israelita mas o cozinheiro dizia que só sabia cozinhar indiano… ok…
Lá nos alimentámos condignamente e descansámos no quarto, tendo perdido a vontade de sair. Não, o quarto não era fantástico, era mesmo mais um pardieiro simplesmente o cansaço fazia-se sentir e o calor e humidade não ajudavam.
Jantámos na guesthouse para de manhã sairmos fresquinhos à descoberta.
A seguir ao pequeno-almoço americano (já começa a tornar-se um favourite nestas andanças), despedimo-nos do simpático dono para apanhar transporte e passear no centro e tentar espreitar algum ghat (locais de banho no Ganges para os hindus locais; um local sagrado onde mergulham na água purificadora e limpam os seus pecados).
A parte do “sairmos fresquinhos” rapidamente foi à vida. A ingenuidade tem destas coisas, mesmo depois de quase 3 semanas na Índia. Enfim, demasiado calor e impossível passear de mochilas. Percorremos a zona central junto ao templo dourado, onde os hindus estavam a fazer as suas ofertas e deu para perceber que a cidade deve ser uma das mais antigas, sem dúvida, e mais paradas no tempo na Índia. Claro que isso reflecte-se nos costumes e tradições, mas também na cidade em si, muito degradada, muito suja em todo o lado. Chegámos ao ghat mais famoso e que estava bem concorrido com hindus a banharem-se, mas as escadas estavam completamente submersas pelas cheias das monções, que elevaram o nível de água do rio a níveis altíssimos obrigando os hindus ali presentes a banharem-se no topo e não nos degraus. O rio passava ao fundo a uma velocidade incrível, impossibilitando qualquer navegação de barco também.
Optámos então por passar algum tempo num agradável café chamado Open Hand Shop, mais afastado do centro, provavelmente um café gerido por estrangeiros, onde fizemos horas até ao comboio depois de nos refastelarmos com sandes de atum e frango e o belo do queque para dar energia acrescida.
Saímos do café cerca de 2h30 antes do comboio partir, isto porque queríamos garantir que tínhamos conseguido confirmação do bilhete em fila de espera. Mal chegámos cá fora apanhámos 2 ou 3 tuk tuk mas a negociação foi difícil… todos pediam 200 rupias para a estação pois diziam haver muito trânsito. Tentámos negociar, ou seja, dissemos não e começámos a andar, mas o começo de uma pesada monção nas nossas cabeças e mochilas levou-nos a engolir o orgulho e a entrarmos dentro do primeiro rickshaw que nos apareceu com o condutor a rir-se. Grrrrrrrrrrrrrrrrr!!!
Lá nos levou à estação enquanto enfiávamos as protecções impermeáveis nas mochilas (sim porque os rickshaws como já perceberam são tapados com as frágeis cortinas que não evitam o banho do turista) e quando chegámos a zona de trânsito cerrado, o nosso condutor ainda nos tentou convencer a sairmos antes, dizendo que eram dois minutos a pé e que de rickshaw íamos demorar 20 minutos. Provavelmente tinha o Deli FC – Varanasi SC para assistir na televisão (talvez isso explique as suas 5 tentativas de nos fazer sair mais cedo) mas ignorámo-lo e fizemo-lo trabalhar para as rupias! =)
Demorámos 10 minutos, não os 20, lá conseguimos o bilhete em falta e comprámos alguns mantimentos para depois nos instalarmos nas waiting rooms… Na estação de Varanasi não destoavam da cidade ou seja, bem sujas. Mas o mais incrível foi assistir a toda a fauna presente, desde pombas a montarem ninho no tecto, bandos de osgas a passearem-se, as baratas solitárias no chão e os vários casais de ratos a passearem as suas crias pelas salas de espera e corredores da estação, tipo programa de família ao domingo. E sim, estes ratos não se ficavam pelas linhas de comboio, nada disso, salinhas de espera do bom e do melhor, à procura dos restos de comida deixados pelos passageiros. Provavelmente Varanasi tem famílias de ratos em castas superiores!!!
Kolkata here we go!
Não percam o próximo episódio, porque nós também não! =)
Agra e as peripécias perto do Taj Mahal
08/08/2013
Comboio para Agra. Finalmente voltámos às confortáveis cabines em AC2! Depois de uma turbulenta viagem de autocarro de Jaisalmer para Udaipur e uma assustadora “boleia” de Udaipur para Jodhpur, podemos descansar a alma nesta viagem de 8 horitas! =) A verdade é que se já ambos gostávamos de comboios antes da Índia, mas praticamente não faziam parte do nosso dia-a-dia, estes dias na rota das especiarias tornou este meio de transporte num verdadeiro spa!!
Bem, uma vez que não comprámos nada para “picnicar” e a fome começa a apertar, nada melhor do que chamar o simpático senhor que percorre o comboio a proclamar o menu do dia e “mandar vir” o que houver. E que Deus nos salve do picante, porque aqui ninguém vai fazer comidinha à parte para nós. Pelo menos temos “western wc” e suficiente stock de papel higiénico roubado! =)
Don’t you just love to pick up curry sauce with your hands?? It just gives you that feeling that you’re having a real indian food experience!!!
Pois é isso mesmo. Arroz branco num saquinho plástico, curry de batata bem líquido e 8 rotis a acompanhar, dos quais 2 estavam de cair para o lado de picantes. Comemos tudinho e que bem que soube (menos os picantes). =)
Notas e fotos do post Jodhpur em dia, completámos a viagem a ver o filme “The Great Raid” (bem interessante).
Chegámos a Agra e…uiui não é querer fazer fita, mas isto é pardieiro mor!!! Já tínhamos lido em vários blogs que para além do Taj Mahal não havia grande coisa para ver e a verdade é que receamos que assim seja. No problemo, é da maneira que aproveitámos para descansar um pouco (acreditem e não levem a peito, mas isto de não trabalhar cansa a dobrar!!) =)
Como não tínhamos marcado o local da pernoita e já que em Jodhpur tinha sido o driver a sugerir o melhor hotel, optámos por contar com a ajuda do rickchaw man aqui em Agra, também. Bad idea!! Cansados e com reduzida paciência para as manhas do driver que demonstrava pouca empatia e paciência para connosco, pobres backpackers que só queriam um poiso livre de baratas e em conta ( algo muito difícil de conjugar) para descansar, acabámos por ficar no terceiro hotel que ele nos mostrou – Maya Hotel! Pagámos 1000 rupias (cerca de 13€) por uma noite, valor um pouco desajustado à limpeza do sítio, mas já antecipávamos que Agra seria uma cidade mais cara.
Jantámos por lá mesmo e subimos para finalmente descansarmos.
Bem, mas como não há Índia sem bicharada, ainda tivemos direito a quatro baratas dentro de um rolo de papel higiénico selado, o qual foi aberto a pouquíssimos centímetros de partes que, definitivamente, queremos manter distantes destes bichinhos de casca estaladiça!!!!!
Oh por amor de Deus!!!
Esmagadela em massa, porta do wc trancada e toca a dormir.
Dia 09/08/13
Parabéns priminha!!! =)
Estava muito claro para ambos que a prioridade era fazer check-out do espaço astral das baratas e procurar um outro poiso, pelo que saímos sem pequeno-almoço para tratar do assunto.
Apanhámos, pela primeira vez por estas bandas, um electrical rickshaw para nos levar ao Costa Coffee e saborear um pouco de Ocidente. Chegados ao local, três marmanjos lá dentro, luzes por acender, montra completamente vazia e… “Hello! Do you serve breakfast or something to eat here?”, ao que o moço responde “No, no my friend, no eat here”! Tá tudo, portanto! Seguimos para o rickshaw e eis que começa um verdadeiro dilúvio, logo no dia em que optámos por andar de bicla!!!
Saímos e fomo-nos encharcando no rickshaw inevitavelmente, apesar de estarmos com as cortinas fechadas…cortinas e monções nunca funcionaram muito bem! Valeu a deliciosa conversa com o condutor, aka Indian Macgyver, formado em Engenharia Electrotécnica e Água…
Dirigimo-nos ao nosso novo hotel, esperávamos livre de baratas, o Mumtaz Mahal Hotel, muito próximo do Taj também. Mumtaz por curiosidade era a esposa do marajá para quem o Taj foi construído como homenagem à sua memória.
Chegados ao hotel, o quarto apesar de não ser sequer um 2 estrelas na Europa, parecia-nos ser um paraíso e finalmente achámos que íamos conseguir descansar sem preocupações de maior. Prioridade 1: pequeno-almoço, americano e no quarto, dado que o terraço do hotel onde este é habitualmente servido estava alagado. No worries, soube-nos pela vida! Ovos mexidos, torradas, sumo e café. Básico, mas na Índia, tem um sabor especial, acreditem! =)
Dado que o tempo estava mau, decidimos adiar a visita ao Taj para a manhã seguinte e quem sabe apanhar o nascer do sol, pois o monumento abre às 6h para os mais ousados!
10/08/2013
Aterrados não conseguimos sair do quarto o dia todo.
11/08/2013
Não conseguimos acordar às 6h, dado o conforto básico europeu/excelente indiano em que nos encontrávamos, mas fomos às 7h.

Bilhetes compram-se numa bilheteira a cerca de 500 metros do monumento, pode ser uma informação útil para os leitores. Por sorte só tínhamos feito 100 metros quando nos avisaram =)
Depois do controlo tipo aeroporto aos visitantes, finalmente entrámos pelo portão Este que dava acesso ao monumento de homenagem à Mumtaz.

O Taj Mahal impõe-se pela sua beleza, desenho e dimensão. Um monumento destes tem que corresponder a uma homenagem sentida mas acima de tudo merecida, o que nos põe a pensar o que teria sido a paixão entre este marajá e a sua rainha. Com 22 anos de construção e totalmente desenhado pelo marajá, o Taj deixa-nos uma impressão que perdurará seguramente nas nossas memórias. Isso e o facto de nos terem obrigado a andar descalços no mármore enlameado e por vezes inundado à volta deste monumento.
Depois da visita recolhemos ao hotel para descanso, atualização de blog, pesquisas adicionais e marcações das próximas viagens =)
Next stop Varanasi!
Agra and the adventures close to Taj Mahal
08/08/2013
Comboio para Agra. Finalmente voltámos às confortáveis cabines em AC2! Depois de uma turbulenta viagem de autocarro de Jaisalmer para Udaipur e uma assustadora “boleia” de Udaipur para Jodhpur, podemos descansar a alma nesta viagem de 8 horitas! =) A verdade é que se já ambos gostavamos de comboios antes da Índia, mas praticamente não faziam parte do nosso dia-a-dia, estes dias na rota das especiarias tornou este meio de transporte num verdadeiro spa!!
Bem, uma vez que não comprámos nada para “picnicar” e a fome começa a apertar, nada melhor do que chamar o simpático senhor que percorre o comboio a proclamar o menu do dia e “mandar vir” o que houver. E que Deus nos salve do picante, porque aqui ninguém vai fazer comidinha à parte para nós. Pelo menos temos “western wc” e suficiente stock de papel higiénico roubado! =)
Don’t you just love to pick up curry sauce with your hands?? It just gives you that feeling that you’re having a real indian food experience!!!
Pois é isso mesmo. Arroz branco num saquinho plástico, curry de batata bem líquido e 8 rotis a acompanhar, dos quais 2 estavam de cair para o lado de picantes. Comemos tudinho e que bem que soube (menos os picantes). =)
Notas e fotos do post Jodhpur em dia, completámos a viagem a ver o filme “The great Raid” (bem interessante).
Chegámos a Agra e…uiui não é querer fazer fita, mas isto é pardieiro mor!!! Já tínhamos lido em vários blogs que para além do Taj Mahal não havia grande coisa para ver e a verdade é que receamos que assim seja. No problemo, é da maneira que aproveitámos para descansar um pouco ( acreditem e não levem a peito, mas isto de não trabalhar cansa a dobrar!!) =)
Como não tínhamos marcado o local da pernoita e já que em Jodhpur tinha sido o driver a sugerir o melhor hotel, optámos por contar com a ajuda do rickchaw man aqui em Agra, também. Bad idea!! Cansados e com reduzida paciência para as manhas do driver que demonstrava pouca empatia e paciência para connosco, pobres backpackers que só queriam um poiso livre de baratas e em conta ( algo muito difícil de conjugar) para descansar, acabámos por ficar no terceiro hotel que ele nos mostrou – Maya Hotel! Pagámos 1000 rupias (cerca de 13€) por uma noite, valor um pouco desajustado à limpeza do sítio, mas já antecipavamos que Agra seria uma cidade mais cara.
Jantámos por lá mesmo e subimos para finalmente descansarmos.
Bem, mas como não há Índia sem insectos, ainda tivemos direito a quatro baratas dentro de um rolo de papel higiénico selado, o qual foi aberto a pouquíssimos centrímetros de partes que, definitivamente, queremos manter distantes destes bichinhos de casca estaladiça!!!!!
Oh por amor de Deus!!!
Esmagadela em massa, porta do wc trancada e toca a dormir.
Dia 09/08/13
Parabéns priminha!!! =)
Estava muito claro para ambos que a prioridade era fazer check-out do espaço astral das baratas e procurar um outro poiso, pelo que saímos sem pequeno almoço para tratar do assunto.
Apanhámos, pela primeira vez por estas bandas, uma cycle rickshaw para nos levar ao Costa Coffee e saborear um pouco de Ocidente. Chegados ao local, três marmanjos lá dentro, luzes por acender, montra completamente vazia e… “Hello! Do you serve breakfast or something to eat here?”, ao que o moço responde “No, no my friend, no eat here”! Tá tudo, portanto! Seguimos para o rickshaw e eis que começa um verdadeiro dilúvio, logo no dia em que optámos por andar de bicla!!!
Saímos e fomo-nos encharcando no rickshaw inevitavelmente, apesar de estarmos com as cortinas fechadas…cortinas e monções nunca funcionaram muito bem!
Dirigimo-nos ao nosso novo hotel, esperávamos livre de baratas, o Mumtaz Mahal Hotel, muito próximo do Taj também. Mumtaz por curiosidade era a esposa do marajá para quem o Taj foi construído como homenagem à sua memória.
Chegados ao hotel, o quarto apesar de não ser sequer um 2 estrelas na Europa, parecia-nos ser um paraíso e finalmente achámos que íamos conseguir descansar sem maiores preocupações. Prioridade 1: pequeno-almoço, americano e no quarto, dado que o terraço do hotel onde este é habitualmente servido estava alagado. No worries, soube-nos pela vida! Ovos mexidos, torradas, sumo e café. Básico, mas na Índia, tem um sabor especial, acreditem! =)
Dado que o tempo estava mau, decidimos adiar a visita ao Taj para a manhã seguinte e quem sabe apanhar o nascer do sol, pois o monumento abre às 6h para os mais ousados!
10/08/2013
Não conseguimos acordar às 6h, dado o conforto básico europeu/excelente indiano em que nos encontrávamos, mas fomos às 9h depois de um bom pequeno-almoço no terraço com vistas para o Taj.
Pequeno-almoço tomado e siga para o Taj. Bilhetes compram-se numa bilheteira a cerca de 500metros do monumento, pode ser uma informação útil para os leitores. Por sorte só tinhamos feito 100metros quando nos avisaram =)
Depois do controlo tipo aeroporto aos visitantes, finalmente entrámos pelo portão Este que dava acesso ao monumento de homenagem à Mumtaz.
O Taj Mahal impõe-se pela sua beleza, desenho e dimensão. Um monumento destes tem que corresponder a uma homenagem sentida mas acima de tudo merecida, o que nos põe a pensar o que teria sido a paixão entre este marajá e a sua rainha. Com 22 anos de construção e totalmente desenhado pelo marajá, o Taj deixa-nos uma impressão que perdurará seguramente nas nossas memórias.
Depois da visita recolhemos ao hotel para descanso, atualização de blog, pesquisas adicionais e marcações das próximas viagens =)
11/08/2013
Comboio para Varanasi. Primeira vez em AC3 (basicamente o mesmo que AC2, mas em vez de beliches de 2 camas, deparámo-nos com beliches de 3 camas, um pouco menos espaçosos. Suspeitámos que a Dani fosse claustrofobicamente negar uma dormida naquelas cabines! =) ).
Nota: já não há descrições de corridas alucinantes para apanhar comboios, dado que aprendemos a lição e nomeadamente depois de o Diogo ter recebido ameaças de morte por ter feito a Sara saltar para uma linha de comboio repleta de ratos, começámos a chegar com mais tempo à estação.
Pouco depois de nos instalarmos, dois indianos amigos entram também na nossa cabine. Não pudemos deixar de notar e sorrir quando um deles sobe a cama do topo com esforço à medida que solta um “oh Krishna” em vez de “Oh God”. Faz sentido claro, mas foi divertido ouvir.
A viagem fez-se bem mas não tão bem. As AC2 recomendam-se para quem não está a tentar poupar dinheiro necessariamente e para o Gonçalo, para evitar bater com a cabeça em cima. =)
Passámos uma certa fome no comboio (descansem mães, estamos a cuidar de nós, foi uma situação pontual!) pois por trenguice nao tínhamos comprado mantimentos suficientes mas passou-se o tempo.
Chegados a estação a primeira coisa que tratámos de fazer foi de arranjar o bilhete de comboio para Kolkata na noite seguinte. Depois de uma fila de alguns estrangeiros à nossa frente e de levarmos uma quase acusação de passarmos dois nipónicos e dois americanos à frente (“tuga” deve ter rótulo de incumpridor!!!) lá nos sentámos com o senhor da estação a estudar as nossas opções. Só havia um bilhete, outro estava em fila de espera mas ele tranquilizou-nos pois no limite podíamos partilhar a cama. Não que fosse confortável mas o objectivo era mesmo chegar a Kolkata pelo que aceitámos.
Saímos da estação e apanhamos de imediato um regateador a tentar vender nos o seu tuk tuk. Uma negociação renhida que ficou nas 150 rupias. Caro, mas era a guest house mais distante da estação em que íamos ficar. Depois de uma viagem por estradas bem esburacadas pelo centro e arredores de Varanasi, lá nos hospedámos na Rahul Guesthouse onde percebemos que estava também um português a ficar, com o qual não nos chegámos a cruzar, contudo.
Primeira coisa a fazer: pousar coisas e comer.
O restaurante desta guesthouse também ficava num terraço com vista para o Ganges, enorme, muito largo, água acastanhada e rápido tudo devido às monções. O local era agradável mas sem grandes escolhas de menu, ou por outra tinha indiano, chinês, japonês e israelita mas o cozinheiro dizia que só sabia cozinhar indiano… ok…
Lá nos alimentámos condignamente e descansámos no quarto tendo perdido a vontade de sair. Não, o quarto não era fantástico, era mesmo mais um pardieiro simplesmente o cansaço fazia se sentir e o calor e humidade não ajudavam.
Jantámos na guesthouse para de manhã sairmos fresquinhos à descoberta.
A seguir ao pequeno-almoço americano (já começa a tornar-se um favourite nestas andanças) despedimo-nos do simpático dono para apanhar transporte e passear no centro e tentar espreitar algum ghat (locais de banho no Ganges para os hindus locais; um local sagrado onde mergulham na água purificadora e limpam os seus pecados). É nestas zonas
A parte do “sairmos fresquinhos” rapidamente foi a vida. A ingenuidade tem destas coisas, mesmo depois de quase 3 semanas na Índia. Enfim, demasiado calor e impossível passear de mochilas. Percorremos a zona central junto ao templo dourado onde os hindus estavam a fazer as suas ofertas e deu para perceber que a cidade deve ser uma das mais antigas sem dúvida e mais paradas no tempo na Índia. Claro que isso reflecte se nos costumes e tradições mas também na cidade em si, muito degradada, muito suja em todo o lado. Chegámos ao ghat mais famoso e que estava bem concorrido com hindus a banharem-se, mas as escadas estavam completamente submersas pelas cheias das monções que elevaram o nível de água do rio a níveis altíssimos obrigando os hindus ali presentes a banharem-se no topo e não nos degraus. O rio passava ao fundo a uma velocidade incrível, impossibilitando qualquer navegação de barco também.


Optámos então por nos recolher num agradável café chamado Open Hand Shop mais afastado do centro, provavelmente um café gerido por estrangeiros, onde fizemos horas ate ao comboio depois de nos refastelarmos com sandes de atum e frango e o belo do queque para dar energia acrescida.
Saímos com tempo do café quando faltavam 2h30 para o comboio no entanto era necessário para garantirmos que tínhamos conseguido confirmação do bilhete em fila de espera. Mal chegámos cá fora apanhámos 2 ou 3 tuk tuk mas a negociação foi difícil… todos pediam 200 rupias para a estação pois diziam haver muito trânsito. Tentámos negociar ou seja dissemos não e começámos a andar mas o começo de uma pesada monção nas nossas cabeças e mochilas levou-nos a engolir o orgulho e a entrar-mos dentro do primeiro rickshaw que nos apareceu com o condutor a rir-se. Grrrrrrrrrrrrrrrrr!!!
Lá nos levou à estação enquanto enfiávamos as protecções impermeáveis nas mochilas (sim porque os rickshaws como já perceberam são tapados com as frágeis cortinas que não evitam o banho do turista) e quando chegámos a zona de trânsito cerrado, o nosso condutor ainda nos tentou convencer a sairmos antes dizendo que eram dois minutos a pé e que de rickshaw íamos demorar 20 minutos. Provavelmente tinha o Deli FC – Varanasi CP para assistir na televisão (talvez isso explique as suas 5 tentativas de nos fazer sair mais cedo) mas ignorámo-lo e fizemo-lo trabalhar para as rupias! =)
Demorámos 10 minutos não os 20, lá conseguimos o bilhete em falta e comprámos alguns mantimentos para depois nos instalarmos nas waiting rooms… Em Varanasi não destoavam da cidade ou seja, bem sujas. Mas o mais incrível foi assistir a toda a fauna presente desde pombas a montarem ninho no tecto, bandos de osgas a passearem-se, as baratas solitárias no chão e os vários casais de ratos a passearem as suas crias pelas salas de espera e corredores da estação, tipo programa de família ao domingo. E sim estes ratos não se ficavam pelas linhas de comboio nada disso, salinhas de espera do bom e do melhor a procura dos restos de comida deixados pelos passageiros. Provavelmente Varanasi tem famílias de ratos em castas superiores!!!
Kolkata here we go!
12/08/2013













































































































