Quatro fatias de pão-de-forma e meio pacote de cereais depois, chegámos a Penang.
Depois de passarmos por terras outrora lusas, pela capital da Air Asia e pelas montanhas do chá e dos morangos, seguimos para o famoso food paradise! =)
Partimos das Cameron Highlands por volta das 08h30 e chegámos ao nosso destino cerca de cinco horas depois, viagem essa que fizemos de autocarro por cerca de 7,5 euros/cabeça.
Feito o check-in na Guest-in Montry, situado na parte mais velha e recheada de street food da cidade, a qual foi recentemente (há cerca de dois anos) nomeada património da Unesco, saímos em busca do famoso satay e chilli crab, mas infelizmente um dos restaurantes mais recomendados estava fechado (entenda-se que já passava das 15h…desconfiamos que nunca mais vamos “acertar” os horários das refeiçoes….), pelo que comemos uns noodles algo duvidosos ali por perto…
Depois da sessão de cinema – Closed Circuit (not that good, but the caramel popcorn was delicious!!) – fomos tonificar um pouco mais os gémeos e seguimos até à vila dos pescadores, que abundava em luzes, palcos para concertos de famosos cantores locais e pessoas simpáticas!
Continuámos em busca do famoso satay da zona, mas acabámos por entrar num mercado de street food, ali por perto, que apesar de não servir satay naquele dia, deixou-nos com água suficiente na boca para jantarmos por ali mesmo.
De volta ao hostel passámos por outras ruas com boa comidinha à venda, numa das quais acabámos por provar o famoso satay – espetada de galinha grelhada em molho agri-doce. Bom q.b. =)
Já na rua do hostel, mas num momento em que as necessidades básicas impunham a vontade de serem satisfeitas, entrámos num bar inglês e pedimos para usar o wc. No meio da conversa de circunstância – nacionalidade, Cristiano Ronaldo, motivo da viagem, … – o senhor do bar diz-nos que o dono do restaurante, que ficava mesmo ao subir das escadas, era português e pergunta-nos se não queremos lá passar. Cinco minutos depois estavamos nós em pleno Porto, mais precisamente em plena Areosa, em amena cavaqueira com o senhor Luis, um empreendedor que emigrou para a Malásia há cerca de num ano e que tinha acabado de abrir aquele mesmo restaurante três dias antes. Tiny world, isn’t it?
Ficámos umas boas duas horas a falar com ele, ou melhor, a ouvi-lo contar as aventuras por este país de vistas encantadoras, mas ainda muito corroído pela corrupção e depois de prometermos que regressaríamos no dia seguinte para nos deliciarmos com petiscos genuinamente portugueses, seguimos para a habitual matança de mosquitos no hostel.
Mais passeatas e andanças de autocarros, num dos quais quase que fomos literalmente expulsos pelo condutor indiano que não tolerou o facto de não termos a quantia certa para o bilhete e ainda menos a solução óbvia de pedir aos passageiros do lado que nos trocassem a única nota que tínhamos, e já depois das 21h30, ou seja, muito tarde porque o pessoal por estas bandas começa a jantar às 18h, chegámos ao restaurante do senhor Luis, prontos para comer à grande e à portuguesa! =)
A cozinha estava quase a fechar e nós desfizemo-nos em desculpas por chegarmos tão tarde, mas fomos recebidos de braços abertos e com uma tábua de enchidos e um cesto de pão na mesa! Mal começamos já sabíamos que a sobremesa seria um belo copo de Eno, sim porque os nossos estômagos forrados a noodles já não aguentam o belo do chouriço!! =)
Na ementa só encontrámos pratos tipicamente portugueses com produtos genuinamente portugueses, que o sr. Luis importava de Portugal (possivelmente dos primeiros, senão mesmo o primeiro a importar este tipo de produtos de Portugal para a Malásia), com a excepção do camarão tigre que vinha da Austrália, porque os custos de importar de Portugal poucas quantidades num contentor refrigerado seriam incomportáveis. Depois de passarmos a vista pelo bacalhau assado no forno, o polvo à lagareiro, e outras iguarias que nos teletransportaram para os melhores restaurantes do nosso país – a casa dos papás – acabámos por escolher logo o menos genuíno – o camarão tigre! Lol =)
Já praticamente a rebentar e a apostar todas as fichas no Eno fomos presenteados com uma deliciosa, mas mesmo muitoo boa, mousse de chocolate!

Já passava das duas quando saímos do restaurante, a rebentar pelas costuras, mas sem dúvida muito satisfeitos! Mmmm what a feist!!!
No dia seguinte fomos conhecer a praia mais recomendada da zona e como ainda ficava a mais se 20 km nada melhor do que fazer as delícias do Diogo e…alugar uma scooter (again!!!)! =) Preço bem regateado e por menos de 8€ lá fomos nós conhecer a outra parte da cidade, dar uns mergulhos em água um pouco fusca, mas bem quentinha e, não resistindo à tentação, saborear outra refeição ocidental e out of budget no Hard Rock Penang! :-)
No outro dia (só por curiosidade, dia 21 de Setembro…oups!) seguimos para o barco que nos levaria para Langkawi, de pequeno almoço tomado…definitely a bad idea!!!

Perfeitamente instalados no piso de baixo e na parte da frente do barco, saímos perto das 08h15 e seguiram-se 3 horas de ondulação na companhia da saga “Último destino N”. Pouco depois de sairmos, os hospedeiros começaram a distribuir sacos para quem não estivesse a sentir-se muito bem disposto e alguns minutos depois eram muitos aqueles que não se sentiam bem dispostos. Wow que cenário encantador…o do Último Destino, claro!!!
O Diogo começou também a ficar enjoado, mas decidiu ir para a parte de fora apanhar ar e foi o que lhe valeu…já a Sara demorou um pouco mais a tomar essa decisão e pronto, foi a morte do artista! Como podem imaginar a coisa não correu nada bem e chegámos num estado deplorável a Langkawi, mas nada que 3 fatias de pão de forma, água com açúcar e duas horas de sono não resolvessem.
Feito o check-in e o descanso do guerreiro no hostel T-Star Cottage, numa espécie de bangalow muito cosy, mas infestado com mosquitos e ponto de passagem de um macaquinho cleptomaníaco que vimos pendurado na varanda, seguimos até à praia Cenang que ficava apenas a10 minutos de caminho! Não era uma praia de água cristalina com fundo de areia branca, mas tinha uma vista incrível, uma vez que estava rodeada por outras ilhas. Dado o estado de convalescença da Sara ficámos por ali mesmo a apreciar a quantidade de turistas que pagavam cerca de 40€ por 5 minutos de parasailing. Se for assim todo o ano, as duas empresas que instalaram a tenda naquela praia não tem propriamente que fazer contas à vida. Só para terem uma ideia, no espaço de 1 hora contámos 20 pessoas…not bad! Se calhar o futuro está aqui e não em Schwäbisch Hall. =)
Deparámo-nos com algumas dificuldades em encontrar um sítio barato para comer, porque os preços no paraíso fiscal da Malásia estão incrivelmente inflacionados, mas passados 5 restaurantes lá encontrámos um cujo preço para duas pessoas não chegava a 5€…spot on!! =)
Chegados ao bungalow e certos de que a mosquitada era tanta que não íamos conseguir matá-la toda decidimos, pela primeira vez na viagem, retirar e pendurar sobre a cama a rede de mosquitos oportunamente oferecida pela Sandra e Cláudio, nobres colegas de trabalho =) Deixámos os mosquitos morrer à fome, mas livramo-nos das piquinhas desconfortáveis!! Obrigada meninos!! =)
Nos dois dias que se seguiram, voltámos a alugar uma scooter e deliciámo-nos com as magníficas vistas, praias e cascatas desta ilha banhada pelo Oceano Índico. Foi definitivamente um dos lugares mais deslumbrantes que visitámos ao longo destes dois meses, vale muito a pena colocar na lista de sítios a visitar!! Para quem prefere uma praia pouco frequentada, de água cristalina com fundo de areia branca e praticamente sem ondas, ou seja, uma praia perfeita para nadar à vontade, recomendámos vivamente a Pasir Tengkorak. Para lá chegarmos fizemos kms de estrada praticamente deserta, rodeada por árvores e alguns resorts, um caminho no qual vale a pena respirar bem fundo e cantar bem alto (pelo menos a nós soube-nos muito bem!! )!

Nesse dia, depois de duas horinhas muito bem passadas com uma família de locais neste pedaço de paraíso seguimos para o cablecar na expectativa de não ser muito caro e não estar muito crowded. Perfeito, pagámos 7€ para uma voltinha de teleférico não própria para quem tem vertigens, mas muito recomendada a quem quer disfrutar de uma vista absolutamente breathtaking!
Antes de chegarmos ao hostel decidimos gastar um pouco mais no jantar (cerca de 8€) e comer esta deliciosa pizza! Valeu bem a pena!
No dia seguinte, fomos de scooter até ao ponto mais a norte da ilha – Tanjung Ruh- para, desta feita, conhecermos uma outra praia (nem de longe, nem de perto tão boa como a do dia anterior) e, essencialmente, para assistirmos de rabinho na areia ao espectáculo do pôr do sol. Como as nuvens não permitiam aquele kodak moment, tivemos de abortar a missão pincelada rosa e seguimos caminho para o restaurante baratinho do primeiro dia. O mais engraçado é que, pouco depois, as nuvens começaram a desaparecer e nós acabámos por parar no mesmo sítio do dia anterior para registar o momento.
E pronto, foi esta a história na ilha de Langkawi.
No dia seguinte, fomos degustar as deliciosas nuggets do KFC na busy area da ilha para depois seguirmos para o aeroporto apanhar o voo para Kuala Lumpur, de onde sairemos para Osaka, umas horas mais tarde.
Fazendo as contas, estamos a 24 de Setembro, prestes a experienciar a tão esperada aventura nipónica desta odisseia. Prometemos ter mais para vos contar muito em breve. =) A verdade é que nós nos comprometemos sempre a encurtar este desfasamento de três semanas entre este fantástico blog (^^) e vocemessês, mas isto de não ter uma rotina, ter uma cama diferente quase todos os dias, não ter análogas da padaria ribeiro (que a ribeiro é muito cara) à disposição e, enfim, roupa lavada e comidinha na mesa da sala de jantar ou dos joelhos na sala de estar, torna-nos um pouco falíveis. Mas acreditámos estar no bom caminho… =)
Por isso, não percam o próximo, porque o próximo é no Japão!!! =)


























































































where is your head, dude?:P
ahah
este é dos posts c melhores fotos, k brutalidade!
ag olho p os teleféricos aki no p.nações e…buh, peanuts :P Mas cm disse, mto possivelmente n m meteria numa caixa dessas, alta e c toda a perigosidade k a minha imaginação quisesse :P
P.S aquela sobremesa de choc e morangos…;)
Beijinho Português ;)
Não cairam na tentação de provar as batatas fritas?:)
No restaurente do Sr Luís tudo parece apetecivel:) até os licorzitos:)