Dia 23-08-2013 Saímos de Sukhothai às 17h, ingressando numa viagem de autocarro de cerca de 7 horas, o que nos permitiria chegar a “boas horas” a Banguecoque… =) O autocarro era bem confortável, pese embora repleto dos nossos já familiares mosquitos. Vinha equipado com filmes de Jackie Chan transmitidos num volume absolutamente incompatível com qualquer tentativa de cair nos braços de Morfeu e com uma simpática hospedeira que distribuiu alguns snacks para irmos petiscando. Vale a pena salientar o quão maravilhado o Diogo estava com um dos snacks. Tratava-se de uma pacote de bolachas de chocolate, mas atenção, as bolachas eram de água e sal e o recheio sabia a tudo menos chocolate!! A barriga já começava a impor a sua vontade como uma criança quando faz birra para obter o brinquedo mais shiny da loja, por isso o Diogo ia acedendo às exigências do estômago esfomeado e continuava a comer aquelas bolachas, pelos vistos intragáveis, enquanto se ria e comentava o quanto a Nelinha se ia passar com aquele suposto chocolate. Hilariante.~ Bem, adiante. Chegámos a Banguecoque pouco depois da hora prevista e poucos minutos depois de uma pequena negociação com o senhor taxista lá nos encaminhámos para Khaosan Road (a corrida ficou por 150 bath, quase 4€).
Reservámos apenas uma noite nesta parte da cidade, algo mais antiga e bem movimentada (remember “The Beach”?). Mal chegámos à rua, apercebemo-nos de onde estávamos…Banguecoque! O hotel era mesmo no meio da confusão de bares, tendas de roupa e street food e muita, muita gente (essencialmente turistas). Fizemos o check-in e rumámos ao quarto, aparentemente arranjadinho, mas pouco airoso e apesar de estarmos algo curiosos por explorar um pouco a rua, o cansaço era tal que rapidamente adormecemos. Dia 24-08-2013 Vale a pena mencionar a saga do pequeno almoço. Oh minha vida! Isto de andar todo o santo dia a dormir “fora de casa” em quartos de hóteis, guest houses, hostels, and so on é bem cansativo, como já imaginávamos, mas vá, faz parte! O pequeno almoço sem pão fresco, sem cereais, sem iogurte, quase sempre sem fruta (por estes lados a pirâmide alimentar deve ser outra) custa-nos um pouco, mas ainda assim, a verdade é que acho que já nos habituámos ao pão de forma torrado com pacotinhos de manteiga e compota demasiado gelatinosa, aos ovos mexidos e ao café do oriente, isto tudo, claro está, sempre acompanhado do cheirinho a arroz frito, noodles, caril e mais não sei bem o quê, que a verdade é que não temos muito estômago para olhar para todo o delicioso buffet de pequeno-almoço que tipicamente se serve por estas bandas. Ora, já habituados à variedade que podemos encontrar por estes lados na refeição mais importante do dia e pagando uma estadia com pequeno-almoço incluído, o mínimo que esperámos é poder comer esse mesmo pequeno-almoço, right? Pois, mas para quem fica hospedado no D&D com pequeno-almoço servido num restaurante do outro lado da rua, não é bem assim. Mal chegámos ao local percebemos que a voracidade das pessoas da rua na noite anterior se tinha transferido para aquele p-a!! Basicamente era tudo a tentar ficar com a última fatia de pão de forma disponível! O resto…nada, acho que já não havia mesmo nada e estava tudo impaciente de pé à espera que repusessem a comida, prestes a batalhar pelo próximo alimento que viesse para a mesa…que demais, a verdadeira selva! Bem, depois de uma guerra de olhares ameaçadores, lá sacamos duas fatias de pão de forma e regalamo-nos com o “pequeno almoço incluído” do D&D In.
Reservámos a nossa segunda noite em Petchaburi Road, uma zona mais central e movimentada, juntamente com Sukhumvit, onde se encontram os inúmeros shoppings da cidade (são tão grandes, tão próximos e com food courts tão apelativos que arriscaríamos dizer que formam uma cidade dentro da cidade). Perto fica também a Siam square (onde está o Hard Rock) e a NANA plaza (onde se encontra o biggest adult playground)! =)



Depois da selvajaria procurámos infiltrar-nos o mais possível no everyday life dos simpáticos tailandeses e, portanto, apanhámos um daqueles autocarros locais, brutalmente baratos (pagamos 0,25 € por 7km , no total) e surpreendentemente confortáveis para chegarmos ao nosso destino!! Com direito ao AC que todos os vidrinhos abertos do veículo nos conseguiram proporcionar e lá fomos nós! Excelente meio de transporte, recomendámos vivamente!
Passámos boa parte dos restantes três dias nos shoppings e nas pontes que ligam os shoppings. Fomos ao cinema duas vezes, visitámos o palácio real, o floating market e, como não podia deixar de ser, deliciamo-nos com a comidinha local que abunda nas ruas desta crazy town. Das idas ao cinema vale a pena dizer três coisas: bilhetes caros (6€/pessoa); prestar homenagem ao rei e rainha (de pé, e para os mais aficionados, com a mão direita ao peito), antes do início do filme; e o “The Purge”.
Quando dizemos “caro”, queremos dizer “preços ocidentais”, aka “estímulo constante à pirataria”. Btw, o “World War Z” saiua semana passada em torrent ( pontuação 4.5/10, máximo!!). No que concerne à homenagem aos all mighty deste encantador país, coloquem-se no nosso lugar…tudo sentadinho à espera que a estridente e até engraçada publicidade asiática termine e eis que começam a passar imagens do rei e rainha a exercerem o seu altruísmo para com o povo tailandês, gravação acompanhada de uma banda sonora imponente, e de imediato põe-se tudo de pé a prestar homenagem…Ora o quê que o Dioguinho e a Sara fazem?…..pergunta para um milhão de euros… bota levatar de mão direita ao peito e mexer os lábios como os jogadores da selecção nacional quando toca o hino antes do jogo! Por fim, o “The Purge”. Talvez por estarmos demasiado embuídos na doçura do povo tailandês a sensação, quando saímos do cinema, era de murro no estômago! Vale uns bons 5.4 no imdb! =) Dia 27-08-2013 No penúltimo dia visitámos o Grand Palace. Stunning! A entrada foi demasiado cara (cerca de 20€/pessoa), mas valeu o “check”. Os templos e atmosfera deslumbram qualquer um, mesmo com a tosta que estava e a fome que tínhamos. =) Aqui seguem algumas pepitas d’Ouro:






Terminámos o dia com um valente murro no estômago (mais um!). Andávamos há dias a falar deste momento, planeámos o dia todo para que àquela hora pudéssemos estar num sports bar, com uma cerveja, um sumo de laranja e uns amendoins à frente, prontos a gesticular e berrar para um ecrã e fomos fiéis ao plano. Saímos do Grand Palace e seguimos para a Nana Plaza, desta feita por 0 euros (apanhámos um bus gratuito, até hoje não percebemos porquê) em busca do melhor poiso para os ditos berros. …às 18h já andávamos a passear na Nana Plaza, também conhecida por “The World’s Largest Playground”, repleto de estranjas ocidentais bem acompanhados…ou não…! Estávamos numa busca pelo melhor bar e às 19h já estávamos a degustar o belo do hambúrger e do Pad Thai, com um saco de 400 gramas de amendoins e bejeca à frente. Até que a 5 minutos do jogo começar, nada. Rugby feminino na TV. Perguntámos à rapariga que nos serviu. Não iam passar nenhum jogo de futebol naquela noite (em particular o Chelsea-Bayern) mas pensámos, se calhar ela nem sabe que há jogo. Saímos rapidamente. Entrámos num outro bar lá perto que anunciava o jogo…que descobrimos era às 20h espanholas…oops, major oops…and bummer, no game tonight. Plano B: entrámos num Seven Eleven e atacámos os chocolates. =)
Dia 28-08-2013 No nosso último dia decidimos visitar o floating market da parte da manhã, já que o voo era só às 20h30. Marcámos um tour com o hotel por cerca de 30€. Ficaram de nos apanhar às 07h30 no hotel, mas já passava das 07h34 quando o pessoal da recepção liga a dizer que os senhores do tour estavam à nossa espera. Whaaa?? Mala desfeita, banho por tomar, check-out por fazer e ainda queríamos tomar o pequeno-almoço…OK, a coisa não foi muito bem planeada da nossa parte, de facto. Lá activámos o turbo que todos nós temos em situações deste género (todos os dias antes de ir trabalhar) e em 7 minutos estávamos na recepção, ao lado da hilariante senhora do tour. Uff! Bem, no final de contas não havia grande stress, porque o resto das pessoas que iam fazer o tour connosco também estavam atrasadas, por isso ainda deu para comer e esperar pelo resto do pessoal. Lá fomos nós finalmente no mini-bus para o Damnoen Saduak (a cerca de 100 km do centro da cidade) e mais uma vez tivemos um daqueles condutores-maravilha a que já estamos habituados. Ficámos na última fila e de 2 em 2 minutos lá punhamos a mão na cabeça, não por receio ou susto, mas mesmo para impedir que esta batesse continua e repetidamente no tecto. Sobrevivemos à viagem e chegados à entrada do mercado (depois do mini-bus ainda apanhámos um barco para o centro do floating market), parecia que tínhamos entrado numa época anterior à nossa, com imensos barcos a percorrerem lentamente os canais repletos de produtos e em muitos casos iguarias para venda. Quem quisesse o típico souvenir podia simplesmente parar o barco e a troca fazia-se em pleno canal. Da nossa parte contentamo-nos em provar as diferentes e deliciosas comidas à venda e observar as restantes trocas. Vale a pena a visita para ver uma realidade diferente.





Findo o tour, crazy bus back e pouco depois mochilas às costas para a próxima epopeia: 2 dias seguidos de viagem sem dormida para uma quick tour à ilha de Java, Indonésia.







































