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O descanso a sul de Pyongyang

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Voo agradável com a nossa já habitué Air Asia de pouco mais de duas horas, significativa turbulência perto da aterragem e eis que chegámos à terra do tteokbokki (ou topokki para os amigos), do kimchi, das panquecas coreanas e das pop stars! =)


Quando planeámos a visita à Coreia do Sul, o trajecto em mente incluía cidades como Seoul e Busan, no entanto percebemos mais tarde que havíamos descurado uma variável importantíssima aquando desse mesmo planeamento – o cansaço. Sentido o erro ou antes ingenuidade na pele, o nosso passeio turístico por aquele que é certamente um belíssimo país ficou-se apenas pela capital.

Chegados ao aeroporto de Seoul, a diferença face à calma e ordem dos nossos queridos japoneses era notória. Mal entrámos no shuttle o regresso ao nosso bem conhecido “tudo ao molho e fé em Deus” de outras paragens foi instantâneo. Bem, pelo menos sabíamos que a par da confusão vinha o barato por isso feitas as contas…um bem haja à Coreia do Sul! =)

Ficámos instalados num hostel em plena zona universitária, facto que bem podia justificar a boa disposição do Diogo…ou isso, ou a comida baratinha que vendiam na rua que ele tão bem conhecia dos tempos em que morava com um moço coreano. Fica no ar a dúvida. =)

Entre restaurantes bem “locais” e topokki de rua, conseguimos manter a factura baixa. A Sara aqui experimentou uns cold noodles (noodles imersos numa sopa com gelo), acompanhada de kimchi (não há restaurante coreano que não sirva um pequeno prato como acompanhamento desta comida considerada uma das mais saudáveis do mundo) e uns rolinhos de algas recheados! Diogo ficou-se pelo saco preto: topokki (traduzido à letra é “bolo de arroz”, mas bem diferente do nosso! Imaginem uns cilindros de 5cm de comprimento e 2 cm de diâmetro feitos duma massa tipo pasta densa, cozinhados num molho de malagueta que lembra quase um molho de marisco. É bom. Pica, mas é bom!

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Esta Nutella só ficou na fotografia mesmo:
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As ruas voltaram a ser ocupadas por bancas e carrinhos de comida, lojas de roupa e electrónica e muitos, mas muitos Starbucks e homólogos. E foi nessas ruas e no que elas nos tinham para oferecer (leia-se vender) que passámos quatro dias desta nossa odisseia. Olhando para trás (na verdade, nem precisamos de olhar, já o sabíamos no momento que lá estávamos) queríamos ter feito mais, gostávamos de ter visitado o parque Seoraksan e ter dado um abraço ao Kim, mas a verdade é que a energia naqueles dias dava apenas para acordar, tomar banho e seguir para um dos homólogos do starbucks, ou mesmo o próprio, tomar o pequeno-almoço e ficar por lá umas valentes horas a fazer isto que estamos a fazer agora, mais actualizar o orçamento, pesquisar o custo dos voos a comprar e ainda algo que nos ocupou algum tempo e custou vários telefonemas, tratar do visto para a China, o nosso próximo destino.

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Deste último ponto importa saber que a atribuição de vistos na Coreia do Sul está a cargo das agências de viagens e não das embaixadas (como em Portugal, por exemplo). Assim sendo, dirigimo-nos a uma dessas agências (perto do Namdaemun Market) para tratarmos do nosso visto para a China, mas a coisa não correu como planeado pois para nos atribuirem o visto exigiam-nos um comprovativo de residência na Coreia (Alien Registration Card – ARC). Mmmm come again?! Ora para turistas como nós que não têm este comprovativo (por não trabalharem e/ou estudarem lá), a única solução passava po enviar o passaporte para a embaixa da da China em Portugal e esperar que o validassem e o reenviassem para a Coreia (4 dias úteis para a validação mais sabe-se lá quanto tempo de transporte mais ficar sem documentos durante todo esse período). Not a good idea. Posto isto, a única solução que encontrámos foi comprar voo para Hong Kong e tratar do visto por lá. Para mais informações consulte o seu médico ou o post de Hong Kong! ;P

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Uma espécie de crepe muito grosso com recheio de açúcar e canela…yum!
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Escusado será dizer que este filme implicou horas de replaneamento, porque o plano inicial era voar de Seoul para Beijing, ficando Hong Kong para o fim depois da visita completa à terra do aloz, do clepe e do gelado de lum. No entanto, três meses nas costas já nos permitem um certo à vontade com trocas e baldrocas (também admita-se que não temos muito mais para fazer), por isso no worries. Lá encontrámos um voo jeitosinho com escala em Shanghai, engolimos em seco o nosso amor de andar de avião e asfixiámos mais um pouco o cartão de crédito.

Não houve um dia em que não comessemos panqueca de vegetais coreana. As simpáticas senhoras da rua vendem-nas baratas e são muito generosas no óleo, quiça demasiado generosas! O_o E pronto, entre panquecas coreanas de rua e muffins de mirtilo do starbucks lá nos sustentámos durante os dias. À noite a fome apertava um pouco mais e por isso lá nos permitimos um farto hot pot e, numa outra um juicy e estaladiço frango frito enquanto assistíamos ao animado jogo CoreiaxBrasil na tv de um restaurante de esquina. Ok foi animado para nós, mas eles pareciam sofrer um pouco, especiamente as meninas que a cada troca de bola a pouco mais de meio campo nos aportavam a todos para uma sala de cinema de um bom filme de terror. ;)

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Namdaemun Market, roupa, brinquedos, electrónica e claro…comida, tudo a preços da China. Literalmente.

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Paragem para mais uma experiência gastronómica…noodles com cogumelos e cebola caramelizada num molho de feijão preto…not bad!

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Cabine para sapateiros. A sério. E não era só esta, havia várias pela cidade!

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Um dos edifícios da Samsung…está em todo o lado, como seria de esperar!

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Por entre os altos prédios do centro descobrem-se pequenas vilas numa Seoul um pouco mais tradicional, casas em madeira, com um ritmo de vida bem mais lento, vielas e becos com pequenos pátios, cafés acolhedores, imensas galerias de arte e restaurantes…parecem duas cidades numa só!

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As variadas folhas usadas num dos pratos mais típicos coreanos: Samgyopsal! Entrecosto grelhado enrolado nestas folhas (tipo sanduíche) com arroz, green onions temperadas com vinagre de arroz e malagueta seca, molho de soja fermentada, molhado noutro molho de óleo de sésamo com pimenta preta e sal e quem quiser ainda com um dente de alho no meio. Ver foto no fim do post!

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Mais comida de rua bizarra:

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A panqueca coreana, bem redonda ao centro:

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Para além disto tudo ainda fomos ao cinema ver “Gravity”. Efeitos espaciais à parte, não conquistou. Já as pipocas eram deliciosas. :)

Não pudemos sair sem deixar um jantar dedicado ao Samgyopsal (aka entrecosto à coreana, ver descrição acima), comido num belo e barato buffet repleto de jovens igualmente sedentos de carne:

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Como comer: colocar tiras de entrecosto na grelha (ver foto acima), pegar em folha de legume, colocar na folha entrecosto cozinhado previamente molhado em molho de óleo de sésamo com sal e pimenta preta, colocar green onion (3ª tigela a partir da esquerda), dente de alho cru imerso em molho de soja fermentada (tigela à direita) e arroz (se quiserem atenuar a explosão de sabor). Dobrar tudo tipo crepe de alface e deglutir duma só vez. Quando voltarmos a Portugal aceitamos pedidos para a realização de um jantar coreano com este petisco e umas panquecas coreanas se se portarem bem.

E foi isto. Não há muito mais a relatar do berço da Samsung, pelos nossos olhos. Com sorte ainda lá voltamos aquando do regresso ao Japão. Isso é que era!

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Vemo-nos em Hong Kong. :)



Tóquio, Onsens, Shibuya Crossing e a despedida do Japão

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A chegada a Tóquio já estava há muito planeada! Depois dos dias inesquecíveis em Fujisawa com a adorável família japonesa que nos acolheu como se dela fizéssemos parte, veio finalmente o momento de nos embrulharmos nas multidões de Tóquio. Mas não sem uma primeira paragem também há muito antecipada. A visita a um onsen. O Japão tem imensas estâncias termais por todo o pais e os onsen fazem parte da tradição e dia a dia de muitos japoneses.

Após considerável pesquisa lá conseguimos arranjar um onsen a preços compatíveis com o nosso budget e que por sinal incluía mesmo água quente.
Fomos directos do comboio para Asakusa onde estava localizado o onsen eleito, tendo tido que esperar alguns minutos pela abertura enquanto alguns clientes já aguardavam pacientemente à porta também. Depois de entrarmos, o atendimento ao cliente é quase todo feito sem interacção humana. Dirigimo-nos a uma máquina de vending, onde adquiríamos os tickets da entrada para o onsen, assim como tickets para alugar toalhas (e se quiséssemos sabão, shampoo, secador, enfim todos os items de higiene pessoal que se possam lembrar). Logo à entrada também tínhamos cacifos para depositar sapatos ou outros bens. Munidos das suas várias senhas o cliente depois dirige-se à recepção onde lhe dão os respectivos produtos ou serviços. Organizados. Que ninguém diga o contrário.
Meninas para um lado, muchachos para o outro. Ohhhhh. :(
Mochilinhas bem arrumadas nos cacifos, nudez total e entramos no aquário de camarões. Duas experiências diferentes para o Diogo e Sara. O Diogo mal entra vê um sem fim de traseiros sentados em baldes de plástico a esfregarem-se vigorosamente antes e depois de cada entrada na água. Como não tínhamos sabão connosco (nabos) foi pegar em balde idêntico, rabinho sentado, torneiras em setting “escaldar tipo camarão” também e esfreganço à séria. No caso da Sara foi diferente. Estava um pouco perdida à entrada, também sem nada para tomar banho  e a olhar à volta a tentar perceber por onde começar. Foi neste momento que foi adoptada por uma simpática senhora japonesa. Lavou-lhe uma bacia, encaminhou-a para as torneiras e para todos os banhos disponíveis no estabelecimento e no final do tour foi ter com ela entregando-lhe gel de banho, shampoo e amaciador para tomar banho à séria, não à francesa. Não conseguindo conter o instinto maternal para com a Sara, estava a nossa viajante a meio do banho e a senhora pegou-lhe na cabeça e começou a esfregar também ela vigorosamente (parece que o vigor não é só do lado dos muchachos; os japoneses levam isto mesmo a sério).
Depois dos banhos, toca a ir aos banhos. Entre águas quentes e frias, castanhas e amarelas, foi uma boa forma de descansar o corpo da viagem e fazer horas para o nosso couchsurfing com 2 hermanos que tiveram a bondade de nos aceitar.
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Sara de cabelo bem esfregado:
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Pratinho de noodles para repor as energias pós onsen:
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A nossa segunda casa ou “comidinha da avó Micas-san” no Japão:
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O Guillermo recebeu-nos pelas 19h e num simpático pátio no apartamento deles, com uma vista privilegiada, aguardámos pela Nerea enquanto bebericámos una cerveza!
Fomos jantar com a trupe espanhola a um restaurante conhecido deles onde testamos algumas iguarias de pato, galinha e seus órgãos, polvo, gengibre, entre outras. Um bom jantar um pouco acima do budget mas agradável.
Depois de um bom descanso nos tatamis de nuestros hermanos, explorámos um pouco mais da cidade. Dado que a partir das 18h, o frio se começou a fazer sentir e a nossa roupinha de 1 estação não estava a chegar para as encomendas, não resistimos (leia-se a Sara não resistiu) a entrar na H&M onde acabámos por comprar dois casacos bem em conta. Apesar de tudo foi mais um rombo no orçamento mas era isso ou gripe certa!
Passeámos por Asakusa e bairros adjacentes, mais algum planeamento e acabámos no famoso Shibuya Crossing onde milhares de peões aguardam pelos simultâneos “homenzinhos verdes” para atravessar este famoso cruzamento que é inundado e esvaziado por um mar de gente em segundos.
Foi um dia no qual andámos à vontade mais de 10km e como chegámos tarde a casa, não conseguimos apanhar os nossos anfitriões acordados, pelo que não nos conseguimos despedir em pessoa dos nossos segundos hosts em couchsurfing, mas deixámos uma iguaria para o seu pequeno-almoço para lhes adoçar a manhã! Croissants de caixa no supermercado, caso contrário o propósito de termos ficado em couchsurfing gorava-se um pouco… :)
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Jony Deppo-san:
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Hmmm…ingenious…
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Marcha das formigas (aka Ants Marching):
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No dia seguinte, voltámos à zona do onsen, mas desta vez não para confraternizar com japoneses fãs de tratamentos termais, mas sim para passarmos a nossa última noite no Japão. Calcorreámos mais uma parte de Tóquio, cidade onde sem estar à espera, encontrámos muitos recantos agradáveis com pequenos bairros com um ritmo de vida que parece escapar ao feeling de big, busy city! Foi uma visita à medida das nossas possibilidades, dado que as restrições orçamentais não davam para fazer tudo, motivo pelo qual as lojas de conveniência e o nosso Starbucks (onde nos sentámos estrategicamente em mesas com copos de outras pessoas acabadas de sair) foram um refúgio inevitável nesta bem cara cidade.
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Hmmm…the genious…
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O que veio primeiro: a mochila ou a Sara?
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A nossa terceira casa:
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Como prometemos a nós mesmos que o Japão merece uma segunda visita, algo nos diz que havemos de lá voltar e consumir um Caramel Macchiato…desta vez a sério.
Ao fim do dia seguinte voo para Seoul para algumas aventuras gastronómicas, picadas de mosquito e jogos de futebol! Stay tuned!

Fujisawa – de airbnb a couchsurfing, em casa do Hiro!

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Próximo destino: Fujisawa!

Fujisawa é uma cidade que pertence à área metropolitana de Tóquio, distando cerca de 46 km da mesma. Nós fomos lá parar porque com apenas mais seis dias no Japão e um orçamento que já só nos permitia visitar cidades num raio de 100 kms, comer em convenience stores e dormir em hostels (ou casas) ao preço da chuva japonesa, foi lá que conseguimos conjugar todos estes requisitos. =)

O modo mais barato que encontrámos para nos deslocarmos de Nara para Fujisawa foi uma combinação de comboio de Nara – Kyoto (cerca de 6€ pp, 50 minutos) com autocarro de Kyoto – Kawasaki (43€ pp, 8h30) e, por fim, com comboio de Kawasaki – Fujisawa (cerca de 4€ pp, 45 minutos). Total de 53€ pp. Da viagem convém mencionar o quão confortável (em comparação com as experiências na Índia, autêntico luxo) o autocarro era. Estofos em veludo suave, entretenimento, set de headphones individual, garrafas de água e hospedeira de bordo. Até as estações de serviço nas quais parávamos eram brutais! Tinham verdadeiros food courts lá dentro e barraquinhas fora, ah e já para não falar no wc que era todo quitado! Enfim, Japão!! =)

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Sistema “Parque de Estacionamento Norteshopping” em cada cabine no WC
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WC Imaculado, como se fôssemos os primeiros a estreá-lo!
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As sanitas japonesas despoletam aquele bocadinho de Capitão Kirk que há em cada um de nós…

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Para além do autocarro, a viagem em si foi muito tranquila e as paisagens são fantásticas! Se tivessemos ido um pouco mais cedo, teríamos visto o Monte Fuji à distância, mas infelizmente quando passámos essa zona já não dispunhamos de luz do dia para o avistar. Chegámos a Kawasaki já perto das 22h e ainda tínhamos de apanhar o comboio para Fujisawa. Ouch, já era um pouco tarde, sobretudo porque em Fujisawa íamos ficar num quarto que reservámos via airbnb, quarto esse que fazia parte de uma casa onde vivia uma família que, por conseguinte, teria de ficar acordada à nossa espera para nos abrir a porta e receber. :/ No pressure! Felizmente o autocarro deixou-nos perto da estação de comboios de Kawasaki e nem quinze minutos depois lá estávamos nós, naquilo que comummente se chama “lata de sardinhas”, tantas eram as pessoas dentro daquele comboio que certamente seguiam para casa depois do trabalho. Pelo que percebemos, Kawasaki é uma grande cidade industrial, onde muita gente trabalha e também onde muitos habitam, dado fazer parte dos subúrbios de Tóquio. Daí a multidão.

Chegámos a Fujisawa tarde e a más horas e ainda por cima sem sucesso em apanhar o Hiro (rapaz da casa onde íamos ficar) ao telefone. E para melhorar a coisa estava a chover e o GPS não funcionava! O_o Bem, tentámos a nossa sorte pelo caminho que pensávamos ser o certo e poucos metros à frente, abrigados num toldo de um prédio, estávamos oficialmente perdidos. Não havendo muito mais a fazer, mostrámos o nome da rua para onde queríamos ir a um senhor que vimos na rua e, por sorte, ele era extraordinariamente simpático e levou-nos até à porta do nosso destino!! Brutal, se há impressão com a qual ficámos dos japoneses é a de o quão simpáticos eles são!! Extraordinário!

E foi naquele momento que este post de Fujisawa ganhou o seu enorme valor, no momento em que conhecemos o Hiroki e os seus adoráveis progenitores. =) O Hiroki é um rapaz dos seus trintas (assumimos, na verdade nunca perguntámos) de uma simpatia e simplicidade que não cabem nestas palavras. Traços esses que certamente herdou dos pais, pessoas que nos acolheram como se fossemos, literalmente, da família deles. Só para terem uma noção, nós ficámos três noites em casa deles, mas apenas duas em “regime de airbnb”, isto é a pagar, porque na última eles insistiram que ficassemos sem pagar nada (foi uma espécie de transição de airbnb para couchsurfing). =) Mas muito mais marcante e revelador do bom coração e da simpatia daquelas três pessoas foi mesmo o acolhimento diário que eles nos ofereceram. No dia em que chegámos (tarde e a más horas) tinham o jantar na mesa à nossa espera!

Jantar à nossa espera à chegada a Fujisawa…caril de vegetais…yummy:

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Com direito a sobremesa com maçã e…
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Torta de Chá Verde recheada com Natas de Chá Verde e Feijão…bem agradável por sinal: DSC_0455 No dia seguinte de manhã prepararam-nos pequeno almoço japonês e mais tarde, um almoço igualmente delicioso. Tudo isto sem pagarmos nada!! Acreditem que apesar de considerarmos tudo que é free nesta viagem uma grande mais valia, já nos sentíamos mal, mas eles insistiam e explicavam “this is no business, we do it for the experience”!! A sério que delíciaaaa de pessoas!!!!! Foram mesmo três dias hilariantes!!! No segundo dia, um sábado, o Hiro dedicou-nos a tarde para nos mostrar um pouco de Fujisawa. É uma cidade pacata, rodeada por montanhas e mar e, nada melhor que visitá-la pelas pegadas de um local. =) DSC_0464 DSC_0476 DSC_0491 DSC_0493 DSC_0507 DSC_0510 DSC_0513 DSC_0515 DSC_0522 DSC_0529 DSC_0530 DSC_0531 DSC_0534 DSC_0536 DSC_0538

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Nesse dia, à noite, nós cozinhamos para eles aquele que acreditamos ter-se tornado no prato português desta viagem – bifinhos de frango com arroz e molho de cogumelos!!!! =) E eles adoraram! Como os pais do Hiro não falavam inglês, a interacção era absolutamente hilariante, mas no final todos nos entendemos e acabámos por passar um excelente serão e acordar que os três nos iriam visitar a Portugal, a partir do próximo ano. =)

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No dia seguinte, o Hiro dedicou-nos todo o domingo para nos mostrar a cidade de Kamakura, que fica a cerca de 7 km de Fujisawa. Fomos de comboio e na verdade não sabemos quanto custou, porque o Hiro passou o cartão dele na máquina e não nos deixou pagar. Wow se isto já soava mal na altura, agora escrito não fica nem um pouco melhor! Mas é a verdade, aquele ser absolutamente generoso não nos queria deixar pagar nada alegando  “I want to make sure you guys we’ll have enough money to return home from south america”! Hahhahahah só de lembrar, dá vontade de rir! Que hilariante! =) Kamakura é outro cenário idílico, adornado por templos, parques e um HUGE buda!! O dia foi muito bem passado, pese embora todas as negociações que tivemos de fazer com o Hiro, mas desta vez para nos deixar pagar alguma coisa. Fomos bem sucedidos no almoço, que acabou por compensar um pouco os gastos dele, ainda que a intenção não fosse a de compensar, mas sim a de retribuir. =)

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Voltámos pouco antes de anoitecer, porque o Hiro ainda ia jantar com um amigo a Tóquio (cerca de 40 minutos de comboio) e mal chegámos a casa, estavam os pais dele à nossa espera para nos oferecerem o jantar. Acham isto normal??? Estas pessoas não existem!!!!! Provavelmente estão-se a perguntar porque é que nós não recusámos e não lhes poupámos o esforço e custo, mas pelo que percebemos eles tinham genuinamente gosto em preparar-nos aquelas delícias japonesas e interagirem um pouco connosco. Uma dessas interacções foi por demais engraçada… o Hiro já não estava e, portanto, a comunicação fazia-se essencialmente por gestos e qual não é o nosso espanto quando os pais trazem o computador à nossa beira, enquanto nós terminávamos o jantar, viram o ecã para nós e mostram-nos o google translate aberto (japonês-inglês) a dizer “refill?”!! Hahahaha nós prontamente dissemos que não, mas ainda nos rimos um pouco com eles. =) Fica no ar a questão “será que parecíamos assim tão esfomeados?”. =)

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No outro dia, bem cedo, despedimo-nos do Hiro que estava de saída para o trabalho (ele é um software engineer que desenvolve software usado nas torres de controlo do aeroporto de Narita, em Tóquio!…Nice!!), agradecendo a acolhedora estadia e reforçando o convite para nos visitarem em Portugal, no próximo ano (ou quando quiserem a partir de Julho de 2014).

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Antes de sairmos ainda tomámos o pequeno almoço na companhia da mãe do Hiro (ela já tinha tomado, preparou foi o pequeno-almoço para nós…que fofa!) que carinhosamente escreveu num papel algumas palavras em japonês com tradução em português (“olá”, “bom dia”, “obrigada”, eram algumas das que ainda recordámos, porque infelizmente não nos lembrámos de fotografar o papel). Que senhora simpática e bem disposta! Pouco depois ela acompanhou-nos ao portão da rua e despediu-se de nós já um pouco emocionada…^^ (e nós também…).

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E foi isto. Fujisawa marca esta nossa viagem como a cidade do acolhimento, da generosidade e da simpatia japonesa. Lovely.

Siga para Tóquio.

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Nara, tradição, templos, reencontros e…veados (?)

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Depois da fantástica experiência em Kyoto, não esperávamos que o Japão nos voltasse a surpreender, pelo menos não tão depressa. Mas a verdade é que a experiência em Nara foi igualmente inesquecível.


Desde a nossa chegada ao nosso delicioso hostel, com um dono tão, mas tão simpático e atencioso, numa estadia que pareceu quase como estar em casa. Terá contribuído para este facto também o termos tido um dormitório para 8 pessoas por nossa conta desde o segundo dia lá. =)

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Sapatos à entrada do hotel e pézinho descalço ou com meia nos confortáveis quartos forrados tatami e com portas de correr (era mais uma casa tradicional japonesa do que um hostel!):

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Nara foi a capital do Japão antes de Kyoto, durante um período de cerca de 75 anos nos anos 700, tendo nos dias de hoje ainda muito da sua história presente nos inúmeros monumentos que pintam a cidade em vários locais.

Fomos presenteados novamente com aquela paz do Japão a que já nos habituámos desde que aterrámos em Osaka, com um misto de cidade moderna e jovem (devido às universidades aqui presentes), mas ao mesmo tempo tradicional com alguns dos templos mais bonitos e antigos do país inseridos na tranquilidade de extensos parques presentes em Nara.

Após o merecido repouso no primeiro dia, em que pouco fizemos para além de jantar baratinho num Seven-Eleven e Lawsons, o segundo dia permitiu-nos alguma exploração e respirar aquela calma japonesa com algumas vistas que dispensam palavras.

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Mais locais a pedirem foto à Sara…o Diogo continua a não entender o que há de errado com ele.

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Nara é famosa também pelos inúmeros veados que vagueiam pela cidade, essencialmente pelos seus parques e locais históricos. Os veados são encarados como sendo um animal celeste, sagrado e protector da cidade e país, motivo pelo qual são carinhosamente cuidados e alimentados pelos locais.

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O terceiro dia, começou com o dono do hostel a acordar-nos no quarto…ficámos um pouco sobressaltados até que percebemos que quem nos acordava para além do simpático dono era nada mais nada menos que o nosso compincha de Kyoto, futuro David Lynch, Miki Fromchenko! =) Tivemos a oportunidade de nos despedir deste simpático amigo que partia naquele dia para Bangkok para depois regressar à terra natal em Telavive. Ficou prometido um get together no futuro.

Já agora um aparte para uma pequena história. No dia anterior tínhamos colocado roupa a lavar nas máquinas do hostel e depois a secar no terraço do mesmo, num local destinado a esse efeito. No dia seguinte quando lá chegámos abrimos a porta do terraço e roupa nada! Não é possível…ficámos sem roupa nenhuma…era o risco de estarmos em hostel claro está…partilha-se tudo…mesmo o que não é suposto ser “partilhado”…não. A história não acaba aqui. O nosso simpático dono do hostel, a quem carinhosamente entre nós começámos a apelidar de “2ª Mamã”, tinha tirado a nossa roupa e recolocado peça a peça numa parte coberta do terraço, para que a roupa não ficasse molhada com a chuva que caiu nessa manhã. Uma jóia!

Nesse dia passeámos pelas ruas mais tradicionais de Nara, que ainda preservam qualquer coisa de antigo, nesta antiga capital, com lindíssimos templos e jardins impecavelmente cuidados.

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Aqui demos com outro parque gigantesco com veados em plena refeição:

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Foto acima tirada por um simpático senhor japonês, que nos perguntou se já tinhamos visto o “som da água”… Visto? Som? Como? Conduziu-nos para um local com uma fonte para lavar as mãos, com a particularidade de quando entornávamos a água e esta era absorvida no chão, produzia um som que se assemelhava a um som longínquo de sinos a tocarem. Funny!

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Tivemos a oportunidade de alimentar um “piqueno” neste jardim. Na verdade não foi grande ajuda, bastava pegar em qualquer folha no chão que estes meninos vinham a correr de imediato na nossa direcção! Nada esquisitos e muito, muito habituados a pessoas. Tanto que este quase nos trincava a mão de cada vez que lhe dávamos uma folha!

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O último dia, antes mesmo do nosso comboio para Kyoto onde iríamos apanhar o autocarro para Tóquio, foi dedicado à visita ao Todai-ji. O maior edifício em madeira do mundo, património da UNESCO, que alberga a maior estátua em bronze do Buda. Um edifício verdadeiramente imponente, tal como a estátua que alberga, hoje ainda usado em celebrações religiosas e festivas na cidade. Situado também ele num parque cuidadosamente tratado com aquele toque japonês a que nos habituámos a ver nos seus jardins, que inspiram calma para onde quer que se olhe.

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Depois da visita e mais uma festinha a um veado, toca a apanhar o comboio para Kyoto para o início da nossa viagem para Tóquio, que viria a ter uma paragem pelo meio que se revelou uma das melhores experiências desta viagem.

Por isso não percam o próximo relato porque nós também não!



Nara…tradition, temples, reencounters and…deers (?)

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Depois da fantástica experiência em Kyoto, não esperávamos que o Japão nos voltasse a surpreender, pelo menos não tão depressa. Mas a verdade é que a experiência em Nara foi igualmente inesquecível.


Desde a nossa chegada ao nosso delicioso hostel, com um dono tão, mas tão simpático e atencioso, numa estadia que pareceu quase como estar em casa. Terá contribuído para este facto também o termos tido um dormitório para 8 pessoas por nossa conta desde o segundo dia lá. =)

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Sapatos à entrada do hotel e pézinho descalço ou com meia nos confortáveis quartos forrados tatami e com portas de correr (era mais uma casa tradicional japonesa do que um hostel!):

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Nara foi a capital do Japão antes de Kyoto, durante um período de cerca de 75 anos nos anos 700, tendo nos dias de hoje ainda muito da sua história presente nos inúmeros monumentos que pintam a cidade em vários locais.

Fomos presenteados novamente com aquela paz do Japão a que já nos habituámos desde que aterrámos em Osaka, com um misto de cidade moderna e jovem (devido às universidades aqui presentes), mas ao mesmo tempo tradicional com alguns dos templos mais bonitos e antigos do país inseridos na tranquilidade de extensos parques presentes em Nara.

Após o merecido repouso no primeiro dia, em que pouco fizemos para além de jantar baratinho num Seven-Eleven e Lawsons, o segundo dia permitiu-nos alguma exploração e respirar aquela calma japonesa com algumas vistas que dispensam palavras.

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Mais locais a pedirem foto à Sara…o Diogo continua a não entender o que há de errado com ele.

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Nara é famosa também pelos inúmeros veados que vagueiam pela cidade, essencialmente pelos seus parques e locais históricos. Os veados são encarados como sendo um animal celeste, sagrado e protector da cidade e país, motivo pelo qual são carinhosamente cuidados e alimentados pelos locais.

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O terceiro dia, começou com o dono do hostel a acordar-nos no quarto…ficámos um pouco sobressaltados até que percebemos que quem nos acordava para além do simpático dono era nada mais nada menos que o nosso compincha de Kyoto, futuro David Lynch, Miki Fromchenko! =) Tivemos a oportunidade de nos despedir deste simpático amigo que partia naquele dia para Bangkok para depois regressar à terra natal em Telavive. Ficou prometido um get together no futuro.

Já agora um aparte para uma pequena história. No dia anterior tínhamos colocado roupa a lavar nas máquinas do hostel e depois a secar no terraço do mesmo, num local destinado a esse efeito. No dia seguinte quando lá chegámos abrimos a porta do terraço e roupa nada! Não é possível…ficámos sem roupa nenhuma…era o risco de estarmos em hostel claro está…partilha-se tudo…mesmo o que não é suposto ser “partilhado”…não. A história não acaba aqui. O nosso simpático dono do hostel, a quem carinhosamente entre nós começámos a apelidar de “2ª Mamã”, tinha tirado a nossa roupa e recolocado peça a peça numa parte coberta do terraço, para que a roupa não ficasse molhada com a chuva que caiu nessa manhã. Uma jóia!

Nesse dia passeámos pelas ruas mais tradicionais de Nara, que ainda preservam qualquer coisa de antigo, nesta antiga capital, com lindíssimos templos e jardins impecavelmente cuidados.

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Aqui demos com outro parque gigantesco com veados em plena refeição:

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Foto acima tirada por um simpático senhor japonês, que nos perguntou se já tinhamos visto o “som da água”… Visto? Som? Como? Conduziu-nos para um local com uma fonte para lavar as mãos, com a particularidade de quando entornávamos a água e esta era absorvida no chão, produzia um som que se assemelhava a um som longínquo de sinos a tocarem. Funny!

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Tivemos a oportunidade de alimentar um “piqueno” neste jardim. Na verdade não foi grande ajuda, bastava pegar em qualquer folha no chão que estes meninos vinham a correr de imediato na nossa direcção! Nada esquisitos e muito, muito habituados a pessoas. Tanto que este quase nos trincava a mão de cada vez que lhe dávamos uma folha!

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O último dia, antes mesmo do nosso comboio para Kyoto onde iríamos apanhar o autocarro para Tóquio, foi dedicado à visita ao Todai-ji. O maior edifício em madeira do mundo, património da UNESCO, que alberga a maior estátua em bronze do Buda. Um edifício verdadeiramente imponente, tal como a estátua que alberga, hoje ainda usado em celebrações religiosas e festivas na cidade. Situado também ele num parque cuidadosamente tratado com aquele toque japonês a que nos habituámos a ver nos seus jardins, que inspiram calma para onde quer que se olhe.

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Depois da visita e mais uma festinha a um veado, toca a apanhar o comboio para Kyoto para o início da nossa viagem para Tóquio, que viria a ter uma paragem pelo meio que se revelou uma das melhores experiências desta viagem.

Por isso não percam o próximo relato porque nós também não!



Kyoto – o encanto dos caminhos, a beleza dos templos, as geiko-san e bons amigos

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Kyoto! Antes de lá pousarmos o pé, crescia a expectativa. Quase um mês depois, assenta a vontade de lá regressar um dia. É um Japão idílico.

Ora bem, lamechices à parte, vamos ao testamento! =) A viagem de comboio de Osaka para Kyoto demorou cerca de 50 minutos e custou-nos a módica quantia de 10€ por pessoa. Por estas e por outras é que em 10 refeições neste belo país, 8 tiveram lugar em convenience stores. Bem bom o sushi! =) Depois de pousarmos as mochilas no Jam Hostel, bem central e arranjadinho, fomos conhecer as redondezas e comer qualquer coisa. Kyoto é uma cidade bem diferente de Osaka, é marcadamente tradicional e pitoresca. Há um templo a quase cada esquina, misteriosas gueishas a caminhar no seu passo próprio e cantadores de rua carismáticos ao ponto de nos cativar a atenção por mais de duas horas. É uma cidade, que já à primeira vista encanta. Até os caminhos tem nomes poéticos – Philosopher’s path!!! What’s there not to like?! No primeiro dia arriscámos tudo e almoçámos num restaurante bem tradicional perdido numa das ruelas estreitas pelas quais nos passeávamos. Não saiu ao preço da convenience store, mas foram duas deliciosas chicken noodle soup que não ficaram acima de 5€ por pessoa. Not bad :) Voltas e mais voltas por ruas repletas de lojas, lojinhas, restaurantes, macdonalds e starbucks e assente que a visita puramente turística (templos, parques e afins) teria lugar apenas no dia seguinte, achámos por bem call it a day num banquinho de sala de cinema japonês. Que ingénuos! Pois é, serão muito poucos os backpackers que assentarão rabinho nestes bancos… é que uma ida ao cinema em Kyoto custa a módica quantia de 14€ por pessoa…SEM PIPOCAS!!! Cabecinha para baixo e siga jantar no spot mais em conta do Japão! DSC_0959 DSC_0969DSC_1075DSC_1020 DSC_1003 DSC_1014 DSC_1015 DSC_1017 DSC_1001 DSC_0997 DSC_0951 DSC_0943 FATIA DE PIZZA A 0,75€!!! Now we call it a day! =) Nota: as fotos não traduzem a qualidade! pizzakyoto pizzakyoto2 Pouco antes de recolher ao dormitório de oito, refugiámo-nos na salinha de estar para falarmos com os progenitores via google.talk (muitoooo mais barato que skype, cerca de 0.06€ ao minuto) e foi pouco depois de cortarmos a ligação umbilical que tivemos o prazer de conhecer o YK, um reinvindicalista malaio-chinês deveras engraçado. Passámos mais de três semanas na Malásia, mas aquelas três horinhas na companhia do YK foram, politicamente falando, bem mais reveladoras. Uma personagem aquele menino! =) Segundo o dia, depois do pequeno-almoço altamente nutritivo que conseguimos de graça no hostel – café com leite de pacote com muitooo açúcar – ok, não é altamente nutritivo, certo, mas como só custava o tempo e esforço de ferver a água, despejar o pó e o açúcar e mexer, soube-nos pela vida – seguimos para Okasaki. Uma espécie de parque com vários templos e simpáticos restaurantes nos quais poderíamos ter experienciado verdadeiras delícias japónicas…não fosse o de sempre! Dado que o fee de entrada era zero, aproveitámos a borla para nos passearmos pelo parque e ver de fora os templos. DSC_1028 DSC_1023 DSC_1031 DSC_1035 DSC_1047 DSC_1056 DSC_1063 DSC_1068 DSC_1072 Almoçados no family mart da esquina – 2 rolos de sushi cada + 1 hasbrown (espécie de batata panada) + 1 iogurte + 1 mini hamburger de queijo e fiambre cada – tudo por menos de 4€, seguimos caminho para uma tarde de templos e passeatas. DSC_1086 DSC_1084 DSC_1090 DSC_1097 DSC_1091 DSC_1114 DSC_1108 photo (7) DSC_1100DSC_1105 Caminhámos mais uns bons 45 minutos até chegarmos ao Philosopher’s path onde tivemos a oportunidade de caminhar mais uns bons 40 minutos. Uma excelente forma de gastar toda aquela stamina do almoço, acreditem!! =) O Philosopher’s path faz-se pelo meio de um parque bem tranquilo, cheio de gatinhos, pintores e árvores. Teria sido uma boa ideia ter comprado mantimentos para um pic-nic, but then again…estávamos a rebentar com o que havíamos ingerido até então! =) DSC_1117 DSC_0012 DSC_1119 DSC_1122 DSC_0061 DSC_0073 DSC_0006 DSC_0010 DSC_0003 DSC_0039 DSC_0098 DSC_0091 DSC_0101 Terminada o cultivo turístico, caminhámos mais de uma hora em direcção ao quiosque da fatia de pizza a 0,75€, prontos a lá investir pelo menos 4,5€ com retorno garantido em massa gorda! =) De regresso ao hostel demos de caras com um branco cabeludo, barbudo a usar um grande sorriso na cara e pronto a meter conversa connosco. Nem 5 minutos depois lá estavamos nós em amena cavaqueira com o simpático Mikki, um rapaz hilariante-israelita-realizador de cinema a ser. Também conhecemos um outro moço que veio para o mesmo quarto que nós, mas desta feita o rapaz era francês… ;) Afinidades em dia, passámos o dia seguinte com o Mikki man a conhecer mais um pouco da cidade, agora de bicicleta. Em Kyoto abundam bicicletas na rua, é quase uma Amesterdão do Oriente, mas infelizmente aqui não se lembraram de pintar umas marcas no chão para orientar um pouco o pessoal, por isso é tudo na onda do salve-se quem puder ao som da campainha. Nós rapidamente entrámos no esquema e conseguimos não atropelar ninguém. =) Foi, sem dúvida, um dos dias mais divertidos da viagem. Fizemos uns easy 20 kms de bicla (no ups and downs para estes lados) e visitámos o templo Tenryuji, o parque dos bambús e o templo Seiryoji. DSC_0117 DSC_0112 DSC_0110 DSC_0127 DSC_0179 DSC_0171 DSC_0169 DSC_0166 DSC_0163 DSC_0157 DSC_0156 DSC_0188DSC_0185DSC_0187 DSC_0140 Templo Seiryoji: DSC_0195 DSC_0201 DSC_0200 DSC_0203 photo (8) DSC_0204 De regresso ao hostel fizemos check in num novo quarto, isto porque só tinhamos reservado o quarto de oito camas por duas noites e quando quisemos prolongar a estadia já não tinham camas disponíveis, por isso mudámos para um de seis camas, um pouco mais caro, mais pequeno e menos arranjadinho, onde encontrámos outro grande senhor, o singaporeano Lawrence. Que pessoa simpática!! Duas horinhas depois de o conhecermos já estavamos todos no bar do hostel, juntamente com o Mikki e a Erika (holandesa que estava agora no nosso antigo quarto) a experimentar sake. =) Jantámos todos juntos num hot-pot coreano, onde a tarefa mais importante era frisar que queríamos apenas partes “normais” dos animais (porco, galinha e vaca)!! Tough task!! Excelente jantar, mas definitivamente acima das nossas posses! Ouch! Mas pronto, quando se embala com pessoal que está de férias apenas 15 dias e ainda por cima sendo eles de Singapura, Holanda e Israel…bem, já sabíamos ao que íamos. Agora restam-nos as adoradas convinience stores! No worries. Depois do jantar passeamo-nos pelas ruelas perto do hostel, uma zona fancy muito bem iluminada repleta de restaurantes cuja refeição mais barata equivalia ao nosso orçamento de dois dias. O_o A cidade que nos encantou com templos e parques à luz do sol, intrigava-nos agora a cada recanto que virávamos. Cada porta de correr que se fechava parecia encerrar um mistério e, verdade seja dita, nós estávamos verdadeiramente deliciados e um pouco noveleiros em relação ao que por ali se poderia passar. =) E foi no meio da passeata que encontrámos um senhor extraordinário, a tocar xxx, muito confortável no seu espaço próprio. Não sei se por estarmos algo anestesiados pelo momento ou se por termos certeza que ele sabia mais de Kyoto do que todos nós, ficámos a ouvir as suas histórias por mais de uma hora. Foi ele que nos desvendou o mistério de Kyoto…Kyoto é a única cidade no Japão onde ainda existem gueishas. Ele explicou-nos a diferença entre miko-san e geiko-san assim como algo sobre os rituais ainda hoje praticados e procurados por pessoas com poder e/ou dinheiro no Japão. Assim em jeito de dica, vejam o filme memórias de uma gueisha. Pareceu-nos uma boa introdução ao assunto. =) ATT_1382794035203_P1020698DSC_0206ATT_1382794094877_P1020704 ATT_1382794085984_P1020713 ATT_1382794044088_P1020709 Já no hostel ainda ficámos à conversa com o Mikki e Lawrence até bem tarde, basicamente a deliciá-los (e a nós) com as delicías gastronómicas portuguesas!! Mmmm!! Algo que resultou numa ida ao family mart às 2 da manhã. =) No outro dia despedimo-nos do pessoal com um toque de nostalgia e promessas de reencontros, hopefully breves. De Kyoto seguimos para Nara, o paraíso dos veados. =)

Kyoto – charming walks, beautiful temples, geiko-san and good friends

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Kyoto! Antes de lá pousarmos o pé, crescia a expectativa. Quase um mês depois, assenta a vontade de lá regressar um dia. É um Japão idílico.

Ora bem, lamechices à parte, vamos ao testamento! =) A viagem de comboio de Osaka para Kyoto demorou cerca de 50 minutos e custou-nos a módica quantia de 10€ por pessoa. Por estas e por outras é que em 10 refeições neste belo país, 8 tiveram lugar em convenience stores. Bem bom o sushi! =) Depois de pousarmos as mochilas no Jam Hostel, bem central e arranjadinho, fomos conhecer as redondezas e comer qualquer coisa. Kyoto é uma cidade bem diferente de Osaka, é marcadamente tradicional e pitoresca. Há um templo a quase cada esquina, misteriosas gueishas a caminhar no seu passo próprio e cantadores de rua carismáticos ao ponto de nos cativar a atenção por mais de duas horas. É uma cidade, que já à primeira vista encanta. Até os caminhos tem nomes poéticos – Philosopher’s path!!! What’s there not to like?! No primeiro dia arriscámos tudo e almoçámos num restaurante bem tradicional perdido numa das ruelas estreitas pelas quais nos passeávamos. Não saiu ao preço da convenience store, mas foram duas deliciosas chicken noodle soup que não ficaram acima de 5€ por pessoa. Not bad :) Voltas e mais voltas por ruas repletas de lojas, lojinhas, restaurantes, macdonalds e starbucks e assente que a visita puramente turística (templos, parques e afins) teria lugar apenas no dia seguinte, achámos por bem call it a day num banquinho de sala de cinema japonês. Que ingénuos! Pois é, serão muito poucos os backpackers que assentarão rabinho nestes bancos… é que uma ida ao cinema em Kyoto custa a módica quantia de 14€ por pessoa…SEM PIPOCAS!!! Cabecinha para baixo e siga jantar no spot mais em conta do Japão! DSC_0959 DSC_0969 DSC_1075 DSC_1020 DSC_1003 DSC_1014 DSC_1015 DSC_1017 DSC_1001 DSC_0997 DSC_0951 DSC_0943 FATIA DE PIZZA A 0,75€!!! Now we call it a day! =) Nota: as fotos não traduzem a qualidade! pizzakyoto pizzakyoto2 Pouco antes de recolher ao dormitório de oito, refugiámo-nos na salinha de estar para falarmos com os progenitores via google.talk (muitoooo mais barato que skype, cerca de 0.06€ ao minuto) e foi pouco depois de cortarmos a ligação umbilical que tivemos o prazer de conhecer o YK, um reinvindicalista malaio-chinês deveras engraçado. Passámos mais de três semanas na Malásia, mas aquelas três horinhas na companhia do YK foram, politicamente falando, bem mais reveladoras. Uma personagem aquele menino! =) Segundo o dia, depois do pequeno-almoço altamente nutritivo que conseguimos de graça no hostel – café com leite de pacote com muitooo açúcar – ok, não é altamente nutritivo, certo, mas como só custava o tempo e esforço de ferver a água, despejar o pó e o açúcar e mexer, soube-nos pela vida – seguimos para Okasaki. Uma espécie de parque com vários templos e simpáticos restaurantes nos quais poderíamos ter experienciado verdadeiras delícias japónicas…não fosse o de sempre! Dado que o fee de entrada era zero, aproveitámos a borla para nos passearmos pelo parque e ver de fora os templos. DSC_1028 DSC_1023 DSC_1031 DSC_1035 DSC_1047 DSC_1056 DSC_1063 DSC_1068 DSC_1072 Almoçados no family mart da esquina – 2 rolos de sushi cada + 1 hasbrown (espécie de batata panada) + 1 iogurte + 1 mini hamburger de queijo e fiambre cada – tudo por menos de 4€, seguimos caminho para uma tarde de templos e passeatas. DSC_1086 DSC_1084 DSC_1090 DSC_1097 DSC_1091 DSC_1114 DSC_1108 photo (7) DSC_1100 DSC_1105 Caminhámos mais uns bons 45 minutos até chegarmos ao Philosopher’s path onde tivemos a oportunidade de caminhar mais uns bons 40 minutos. Uma excelente forma de gastar toda aquela stamina do almoço, acreditem!! =) O Philosopher’s path faz-se pelo meio de um parque bem tranquilo, cheio de gatinhos, pintores e árvores. Teria sido uma boa ideia ter comprado mantimentos para um pic-nic, but then again…estávamos a rebentar com o que havíamos ingerido até então! =) DSC_1117 DSC_0012 DSC_1119 DSC_1122 DSC_0061 DSC_0073 DSC_0006 DSC_0010 DSC_0003 DSC_0039 DSC_0098 DSC_0091 DSC_0101 Terminada o cultivo turístico, caminhámos mais de uma hora em direcção ao quiosque da fatia de pizza a 0,75€, prontos a lá investir pelo menos 4,5€ com retorno garantido em massa gorda! =) De regresso ao hostel demos de caras com um branco cabeludo, barbudo a usar um grande sorriso na cara e pronto a meter conversa connosco. Nem 5 minutos depois lá estavamos nós em amena cavaqueira com o simpático Mikki, um rapaz hilariante-israelita-realizador de cinema a ser. Também conhecemos um outro moço que veio para o mesmo quarto que nós, mas desta feita o rapaz era francês… ;) Afinidades em dia, passámos o dia seguinte com o Mikki man a conhecer mais um pouco da cidade, agora de bicicleta. Em Kyoto abundam bicicletas na rua, é quase uma Amesterdão do Oriente, mas infelizmente aqui não se lembraram de pintar umas marcas no chão para orientar um pouco o pessoal, por isso é tudo na onda do salve-se quem puder ao som da campainha. Nós rapidamente entrámos no esquema e conseguimos não atropelar ninguém. =) Foi, sem dúvida, um dos dias mais divertidos da viagem. Fizemos uns easy 20 kms de bicla (no ups and downs por estes lados) e visitámos o templo Tenryuji, o parque dos bambús e o templo Seiryoji. DSC_0117 DSC_0112 DSC_0110 DSC_0127 DSC_0179 DSC_0171 DSC_0169 DSC_0166 DSC_0163 DSC_0157 DSC_0156 DSC_0188 DSC_0185 DSC_0187 DSC_0140 Templo Seiryoji: DSC_0195 DSC_0201 DSC_0200 DSC_0203 photo (8) DSC_0204 De regresso ao hostel fizemos check in num novo quarto, isto porque só tinhamos reservado o quarto de oito camas por duas noites e quando quisemos prolongar a estadia já não tinham camas disponíveis, por isso mudámos para um de seis camas, um pouco mais caro, mais pequeno e menos arranjadinho, onde encontrámos outro grande senhor, o singaporeano Lawrence. Que pessoa simpática!! Duas horinhas depois de o conhecermos já estavamos todos no bar do hostel, juntamente com o Mikki e a Erika (holandesa que estava agora no nosso antigo quarto) a experimentar sake. =) Jantámos todos juntos num hot-pot coreano, onde a tarefa mais importante era frisar que queríamos apenas partes “normais” dos animais (porco, galinha e vaca)!! Tough task!! Excelente jantar, mas definitivamente acima das nossas posses! Ouch! Mas pronto, quando se embala com pessoal que está de férias apenas 15 dias e ainda por cima sendo eles de Singapura, Holanda e Israel…bem, já sabíamos ao que íamos. Agora restam-nos as adoradas convinience stores! No worries. Depois do jantar passeámo-nos pelas ruelas perto do hostel, uma zona fancy muito bem iluminada repleta de restaurantes cuja refeição mais barata equivalia ao nosso orçamento de dois dias. O_o A cidade que nos encantou com templos e parques à luz do sol, intrigava-nos agora a cada recanto que virávamos. Cada porta de correr que se fechava parecia encerrar um mistério e, verdade seja dita, nós estávamos verdadeiramente deliciados e um pouco noveleiros em relação ao que por ali se poderia passar. =) E foi no meio da passeata que encontrámos um senhor extraordinário, a tocar guitarra, muito confortável no seu espaço próprio. Não sei se por estarmos algo anestesiados pelo momento ou se por termos certeza que ele sabia mais de Kyoto do que todos nós, ficámos a ouvir as suas histórias por mais de uma hora. Foi ele que nos desvendou o mistério de Kyoto…Kyoto é a única cidade no Japão onde ainda existem gueishas. Ele explicou-nos a diferença entre miko-san e geiko-san assim como algo sobre os rituais ainda hoje praticados e procurados por pessoas com poder e/ou dinheiro no Japão. Assim em jeito de dica, vejam o filme memórias de uma gueisha. Pareceu-nos uma boa introdução ao assunto. =) ATT_1382794035203_P1020698 DSC_0206 ATT_1382794094877_P1020704 ATT_1382794085984_P1020713 ATT_1382794044088_P1020709 Já no hostel ainda ficámos à conversa com o Mikki e Lawrence até bem tarde, basicamente a deliciá-los (e a nós) com as delicías gastronómicas portuguesas!! Mmmm!! Algo que resultou numa ida ao family mart às 2 da manhã. =) No outro dia despedimo-nos do pessoal com um toque de nostalgia e promessas de reencontros, hopefully breves. De Kyoto seguimos para Nara, o paraíso dos veados. =)

Osaka, Kiira, couchsurfing e bifinhos de frango I

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Osaka. O primeiro contacto com o Japão, com algumas histórias estranhas, outras divertidas e às vezes as duas.

Voo longo e com muito pouco descanso (e com as pastilhas para dormir da Sara a fazerem zero efeito) chegámos a Osaka consideravelmente rebentados. Recolha de bagagens e quick breakfast  no aeroporto com pastry e café, só europeus no preço…


Comboio para o centro de Osaka para o nosso hostel Toyo. Tudo muito organizado e limpo. MUITO limpo.
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Primeiro evento estranho:
A nossa Sarinha arranjou confusão com o comboio japonês e nem uma nem duas, cabeçada no vidro, que é para ele aprender. Tradução: adormeceu e bateu com a cabeça no vidro, num dos solavancos e fez um lanho doloroso.
Dada a necessidade de gelo para o recém-adquirido “galo” da Sara, parámos numa das centenas de máquinas de vending para tirarmos uma cházinho gelado. Depois de 100 ienes lá pá dentro, pumba ou melhor auuuu…LATA A ESCALDAR. Se há noutros países, confessamos a nossa ignorância.
Foram as boas vindas ao Diogo e Sara ao mundo das vending com bebidas quentes. Ficámos com o aviso, o lixo ficou com a lata.
Aqui está a infame máquina:
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Hostel muito agradável, staff muito simpático. Prioridade 1: recuperar sono. 2 horinhas foram suficientes.
Prioridade 2: exploração de Osaka, começando por forrar os estômagos com gyoza (dumplings fritos) com um prato de noodles, uma refeição o mais económica possível nos preços impossíveis do Japão.
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Com linguagem gestual lá nos entendemos com o staff, pois inglês nem vê-lo!
Passeámos no bairro junto ao hostel, com enormes mercados tradicionais totalmente cobertos. Esperávamos que fosse uma cidade meio caótica, mas encontrámos calma e um ambiente muito pacífico…até…
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Segundo evento estranho.
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Esperemos que tudo corra bem…estar preparado nunca fez mal a ninguém…
O nosso passeio em breve teve uma surpresa quando ao dobrarmos uma esquina nos deparamos com uma senhora dos seus 70 anos, com a casa completamente aberta para a rua, quase como se não tivesse parede. E atrás da senhora, uma jovem em trajes reduzidos (sem atentados ao pudor), algo provocantes, sentada num tapete vermelho.
Terceiro evento estranho.
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Na nossa ingenuidade ainda pensámos que fosse um salão de beleza, até que olhando em volta vimos várias entradas na rua semelhantes (sinais brancos na foto). Cada uma com a sua jovem e cada uma com uma senhora dos seus 70 anos à frente da dita cuja jovem, que não seria a mãe, mas seria uma espécie de matriarca no estabelecimento.

Nem aos edifícios pudemos tirar fotografias, dado o excesso de zelo das matriarcas. Foram mais umas boas-vindas do Japão ao Diogo e à Sara, desta feita para nos mostrarem o que foi o maior Red Light District no Japão, até 1958, altura em que aprovaram as leis de anti-prostituição. Tobita Sinchi, é o nome do bairro que hoje em dia é conhecido e apresentado como um bairro de “restaurantes japoneses”, sendo esse ainda o enquadramento legal em que se situa, sendo o presidente de câmara de Osaka, o conselheiro legal da associação de “restaurantes” de Tobita.
Depois de sairmos desta zona, entrámos no centro de Osaka, com as multidões à nossa volta a começarem a formar-se, finalmente, especialmente sendo já hora de ponta. No entanto, houve algo de muito peculiar que desde logo notámos e que viria a confirmar-se em todos os locais por onde passámos no Japão. Apesar de estarmos rodeados de uma multidão, nas ruas o silêncio era assustador. Parecia que nem os carros faziam barulhos. As pessoas ou não falavam ou falavam muito baixinho entre si, para não perturbar quem os rodeava, de tal forma que nós parecíamos ser os seres mais sonoros na cidade. Diríamos mesmo verdadeiros espanhóis. =)
Mais tarde tentámos a nossa sorte com um cineminha, mas com uma selecção de filmes manhosa e com pouca disponibilidade de inglês, dispensámos e ficámo-nos por uns simples snacks coreanos.
Quarto evento estranho.
Durante o passeio não pudemos deixar de notar a quantidade alarmante de lojas com venda de media em formato papel para maiores de 18 anos. E DVDs também…parece que há mercado para este segmento no Japão. Acima da média pareceu-nos.
Isso e a quantidade incrível de salões de jogos e de máquinas de empurrar moedas…parecia um hobby nacional para muitos!
No dia seguinte um programa diferente. Visita ao Oceanário. Muito de comum com o nosso, com uma ou outra vista mais fora do vulgar.
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De tarde visitámos ainda o castelo de Osaka, palco de muitas batalhas no passado pelo direito a governar o Japão:
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Depois da visita recolhemos as nossas malas no hostel e seguimos para a nossa primeira experiência de couchsurfing.
Apanhámos o transporte e seguimos para a estação indicada pelo nosso host. No destino, bilhete na máquina e esbarrámos na barreira. Que tinhamos feito errado? Ninguém na estação para ajudar. Sorte das sortes, depois de 2 dias em que à excepção do hostel ninguém tinha falado inglês, eis que surge um último passageiro a sair da estação que por sinal falava muito bem inglês. Depois de comunicar pelo intercomunicador de ajuda, lá percebemos que como bons tugas não tinhamos pago a fare por inteiro. Foi por ignorância, juramos a pés juntos.
Paga a diferença seguimos a pé para casa do nosso anfitrião.
Já bem perto tivemos que pedir indicações e um jovem bem simpático levou-nos mesmo à porta. Com tudo isto já estávamos atrasados mais de 1 hora e meia com o anfitrião com quem era suposto jantarmos. Chegámos, “Hello?”, porta aberta, ele cozinhava ao fundo, “Come in, come in” sem nunca se virar para trás, parecia nem estar interessado nos dois estranhos que iam lá dormir em sua casa. Sorte a dele que não nos apanhou em dia Hannibal Lecter. Entrámos, sapatos à porta como mandam as regras aqui e o nosso anfitrião Kiira, lá estava a acabar o seu jantar, muito simpático, muito easy-going! Ficámos a saber que tinha aprendido todo o inglês que falava graças ao couchsurfing que tinha começado há menos de 6 meses. Impressionante! Indicou-nos um magnífico e barato restaurante onde degustámos um ramen delicioso (prato muito tradicional no japão, caldo de sopa de porco com noodles e outros ingredientes).
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Regressados, o Kiira ainda nos ofereceu cerveja e alguns petiscos, embora já estivéssemos bem cheios.
Combinámos com ele cozinhar no dia seguinte um jantar português para o compensar! :)
Dormimos razoavelmente bem, no sofá do nosso anfitrião que na manhã seguinte nos proporcionou o…
Quinto evento estranho.
Pequeno-almoço japonês. Noodles imersos em gelo, com lascas “tipo casca de cebola” de peixe, gengibre e mini-alho francês, numa sopa de água fria, ligeiramente temperada com molho de soja. Estranho sim, mas bem bom!
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O Kiira foi um anfitrião muito acolhedor sem dúvida, nesse dia no entanto ficou em casa…disse-nos que tinha tirado o dia de férias…achámos que possivelmente desconfiou que os dois tugas pudessem ser larápios…
Seguimos para mais um dia de sightseeing em Osaka, tendo visitado o Umeda Sky Building, um dos edifícios mais altos e aproveitámos para almoçar numa deliciosa vila tradicional japonesa artificial, construída na cave deste edifício, que nos transportou uns bons anos atrás no Japão. Esta vila era toda ela composta de restaurantes para os trabalhadores, mas por sorte conseguimos lugar, onde almoçámos rodeados de executivos uma deliciosa bento box!
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O repasto tuga! Mais um evento estranho, mas este para o Kiira apenas! Naaa, brincadeira!
Dada a grande indisponibilidade de ingredientes necessários para os clássicos que nós tão bem cozinhamos, não pudemos fazer cozido à portuguesa, nem arroz de cabidela, nem bacalhau à Gomes de Sá, nem lampreia à  Bordalesa…nem um simples pastel de nata…enfim, um desperdício do nosso talento culinário.
Ficámo-nos por bifinhos de frango com molho de cogumelos e arroz de tomate. Bem caseirinho o frango, bem malandrinho o arroz.
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Sorte a nossa que o nosso anfitrião apreciava cozinhar pão na sua máquina e tinha o seu jeito!
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O nosso sofá-cama!
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Certo é que o nosso anfitrião lambeu os dedos e chorou por mais.
Não chegámos bem a fazer despedidas pois o nosso anfitrião saiu porta fora, deixando tudo aberto como era seu costume (muita segurança no Japão ou excesso de confiança?) e nós lá partimos na manhã seguinte para um muito aguardado destino, onde iríamos conhecer mais indíviduos bem curiosos!
Por isso não percam o próximo relato porque nós também não!



Osaka, Kiira, couchsurfing and chicken steaks I

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Osaka. O primeiro contacto com o Japão, com algumas histórias estranhas, outras divertidas e às vezes as duas.

Voo longo e com muito pouco descanso (e com as pastilhas para dormir da Sara a fazerem zero efeito) chegámos a Osaka consideravelmente rebentados. Recolha de bagagens e quick breakfast  no aeroporto com pastry e café, só europeus no preço…


Comboio para o centro de Osaka para o nosso hostel Toyo. Tudo muito organizado e limpo. MUITO limpo.
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Primeiro evento estranho:
A nossa Sarinha arranjou confusão com o comboio japonês e nem uma nem duas, cabeçada no vidro, que é para ele aprender. Tradução: adormeceu e bateu com a cabeça no vidro, num dos solavancos e fez um lanho doloroso.
Dada a necessidade de gelo para o recém-adquirido “galo” da Sara, parámos numa das centenas de máquinas de vending para tirarmos uma cházinho gelado. Depois de 100 ienes lá pá dentro, pumba ou melhor auuuu…LATA A ESCALDAR. Se há noutros países, confessamos a nossa ignorância.
Foram as boas vindas ao Diogo e Sara ao mundo das vending com bebidas quentes. Ficámos com o aviso, o lixo ficou com a lata.
Aqui está a infame máquina:
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Hostel muito agradável, staff muito simpático. Prioridade 1: recuperar sono. 2 horinhas foram suficientes.
Prioridade 2: exploração de Osaka, começando por forrar os estômagos com gyoza (dumplings fritos) com um prato de noodles, uma refeição o mais económica possível nos preços impossíveis do Japão.
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Com linguagem gestual lá nos entendemos com o staff, pois inglês nem vê-lo!
Passeámos no bairro junto ao hostel, com enormes mercados tradicionais totalmente cobertos. Esperávamos que fosse uma cidade meio caótica, mas encontrámos calma e um ambiente muito pacífico…até…
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Segundo evento estranho.
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Esperemos que tudo corra bem…estar preparado nunca fez mal a ninguém…
O nosso passeio em breve teve uma surpresa quando ao dobrarmos uma esquina nos deparamos com uma senhora dos seus 70 anos, com a casa completamente aberta para a rua, quase como se não tivesse parede. E atrás da senhora, uma jovem em trajes reduzidos (sem atentados ao pudor), algo provocantes, sentada num tapete vermelho.
Terceiro evento estranho.
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Na nossa ingenuidade ainda pensámos que fosse um salão de beleza, até que olhando em volta vimos várias entradas na rua semelhantes (sinais brancos na foto). Cada uma com a sua jovem e cada uma com uma senhora dos seus 70 anos à frente da dita cuja jovem, que não seria a mãe, mas seria uma espécie de matriarca no estabelecimento.

Nem aos edifícios pudemos tirar fotografias, dado o excesso de zelo das matriarcas. Foram mais umas boas-vindas do Japão ao Diogo e à Sara, desta feita para nos mostrarem o que foi o maior Red Light District no Japão, até 1958, altura em que aprovaram as leis de anti-prostituição. Tobita Sinchi, é o nome do bairro que hoje em dia é conhecido e apresentado como um bairro de “restaurantes japoneses”, sendo esse ainda o enquadramento legal em que se situa, sendo o presidente de câmara de Osaka, o conselheiro legal da associação de “restaurantes” de Tobita.
Depois de sairmos desta zona, entrámos no centro de Osaka, com as multidões à nossa volta a começarem a formar-se, finalmente, especialmente sendo já hora de ponta. No entanto, houve algo de muito peculiar que desde logo notámos e que viria a confirmar-se em todos os locais por onde passámos no Japão. Apesar de estarmos rodeados de uma multidão, nas ruas o silêncio era assustador. Parecia que nem os carros faziam barulhos. As pessoas ou não falavam ou falavam muito baixinho entre si, para não perturbar quem os rodeava, de tal forma que nós parecíamos ser os seres mais sonoros na cidade. Diríamos mesmo verdadeiros espanhóis. =)
Mais tarde tentámos a nossa sorte com um cineminha, mas com uma selecção de filmes manhosa e com pouca disponibilidade de inglês, dispensámos e ficámo-nos por uns simples snacks coreanos.
Quarto evento estranho.
Durante o passeio não pudemos deixar de notar a quantidade alarmante de lojas com venda de media em formato papel para maiores de 18 anos. E DVDs também…parece que há mercado para este segmento no Japão. Acima da média pareceu-nos.
Isso e a quantidade incrível de salões de jogos e de máquinas de empurrar moedas…parecia um hobby nacional para muitos!
No dia seguinte um programa diferente. Visita ao Oceanário. Muito de comum com o nosso, com uma ou outra vista mais fora do vulgar.
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De tarde visitámos ainda o castelo de Osaka, palco de muitas batalhas no passado pelo direito a governar o Japão:
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Depois da visita recolhemos as nossas malas no hostel e seguimos para a nossa primeira experiência de couchsurfing.
Apanhámos o transporte e seguimos para a estação indicada pelo nosso host. No destino, bilhete na máquina e esbarrámos na barreira. Que tinhamos feito errado? Ninguém na estação para ajudar. Sorte das sortes, depois de 2 dias em que à excepção do hostel ninguém tinha falado inglês, eis que surge um último passageiro a sair da estação que por sinal falava muito bem inglês. Depois de comunicar pelo intercomunicador de ajuda, lá percebemos que como bons tugas não tinhamos pago a fare por inteiro. Foi por ignorância, juramos a pés juntos.
Paga a diferença seguimos a pé para casa do nosso anfitrião.
Já bem perto tivemos que pedir indicações e um jovem bem simpático levou-nos mesmo à porta. Com tudo isto já estávamos atrasados mais de 1 hora e meia com o anfitrião com quem era suposto jantarmos. Chegámos, “Hello?”, porta aberta, ele cozinhava ao fundo, “Come in, come in” sem nunca se virar para trás, parecia nem estar interessado nos dois estranhos que iam lá dormir em sua casa. Sorte a dele que não nos apanhou em dia Hannibal Lecter. Entrámos, sapatos à porta como mandam as regras aqui e o nosso anfitrião Kiira, lá estava a acabar o seu jantar, muito simpático, muito easy-going! Ficámos a saber que tinha aprendido todo o inglês que falava graças ao couchsurfing que tinha começado há menos de 6 meses. Impressionante! Indicou-nos um magnífico e barato restaurante onde degustámos um ramen delicioso (prato muito tradicional no japão, caldo de sopa de porco com noodles e outros ingredientes).
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Regressados, o Kiira ainda nos ofereceu cerveja e alguns petiscos, embora já estivéssemos bem cheios.
Combinámos com ele cozinhar no dia seguinte um jantar português para o compensar! :)
Dormimos razoavelmente bem, no sofá do nosso anfitrião que na manhã seguinte nos proporcionou o…
Quinto evento estranho.
Pequeno-almoço japonês. Noodles imersos em gelo, com lascas “tipo casca de cebola” de peixe, gengibre e mini-alho francês, numa sopa de água fria, ligeiramente temperada com molho de soja. Estranho sim, mas bem bom!
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O Kiira foi um anfitrião muito acolhedor sem dúvida, nesse dia no entanto ficou em casa…disse-nos que tinha tirado o dia de férias…achámos que possivelmente desconfiou que os dois tugas pudessem ser larápios…
Seguimos para mais um dia de sightseeing em Osaka, tendo visitado o Umeda Sky Building, um dos edifícios mais altos e aproveitámos para almoçar numa deliciosa vila tradicional japonesa artificial, construída na cave deste edifício, que nos transportou uns bons anos atrás no Japão. Esta vila era toda ela composta de restaurantes para os trabalhadores, mas por sorte conseguimos lugar, onde almoçámos rodeados de executivos uma deliciosa bento box!
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O repasto tuga! Mais um evento estranho, mas este para o Kiira apenas! Naaa, brincadeira!
Dada a grande indisponibilidade de ingredientes necessários para os clássicos que nós tão bem cozinhamos, não pudemos fazer cozido à portuguesa, nem arroz de cabidela, nem bacalhau à Gomes de Sá, nem lampreia à  Bordalesa…nem um simples pastel de nata…enfim, um desperdício do nosso talento culinário.
Ficámo-nos por bifinhos de frango com molho de cogumelos e arroz de tomate. Bem caseirinho o frango, bem malandrinho o arroz.
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Sorte a nossa que o nosso anfitrião apreciava cozinhar pão na sua máquina e tinha o seu jeito!
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O nosso sofá-cama!
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Certo é que o nosso anfitrião lambeu os dedos e chorou por mais.
Não chegámos bem a fazer despedidas pois o nosso anfitrião saiu porta fora, deixando tudo aberto como era seu costume (muita segurança no Japão ou excesso de confiança?) e nós lá partimos na manhã seguinte para um muito aguardado destino, onde iríamos conhecer mais indíviduos bem curiosos!
Por isso não percam o próximo relato porque nós também não!



De visita à pérola do Oriente – a ilha de Penang – e ao duty free paradise – a ilha de Langkawi

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Quatro fatias de pão-de-forma e meio pacote de cereais depois, chegámos a Penang.

Depois de passarmos por terras outrora lusas, pela capital da Air Asia e pelas montanhas do chá e dos morangos, seguimos para o famoso food paradise! =)
Partimos das Cameron Highlands por volta das 08h30 e chegámos ao nosso destino cerca de cinco horas depois, viagem essa que fizemos de autocarro por cerca de 7,5 euros/cabeça.

 Mal chegámos à estação de autocarros de George Town (capital do estado de Penang) rejeitámos todas as tentadoras “ofertas” de táxi (tentadoras porque os 13 km do dia anterior ainda se faziam sentir nas pernas…e bem!) e decidimos esperar por outro autocarro com destino ao centro de George Town. De notar que os condutores do bus não dão troco na compra dos bilhetes, por isso ou lhe dávamos a quantia certa ou gorgeta…(nesta primeira vez demos gorgeta…o_O)!
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Feito o check-in na Guest-in Montry, situado na parte mais velha e recheada de street food da cidade, a qual foi recentemente (há cerca de dois anos) nomeada  património da Unesco, saímos em busca do famoso satay e chilli crab, mas infelizmente um dos  restaurantes mais recomendados estava fechado (entenda-se que já passava das 15h…desconfiamos que nunca mais vamos “acertar” os horários das refeiçoes….), pelo que comemos uns noodles algo duvidosos ali por perto…

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Depois da sessão de cinema – Closed Circuit (not that good, but the caramel popcorn was delicious!!) – fomos tonificar um pouco mais os gémeos e seguimos até à vila dos pescadores, que abundava em luzes, palcos para concertos de famosos cantores locais e pessoas simpáticas!

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Continuámos em busca do famoso satay da zona, mas acabámos por entrar num mercado de street food, ali por perto, que apesar de não servir satay naquele dia, deixou-nos com água suficiente na boca para jantarmos por ali mesmo.

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De volta ao hostel passámos por outras ruas com boa comidinha à venda, numa das quais acabámos por provar o famoso satay – espetada de galinha grelhada em molho agri-doce. Bom q.b. =)

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Já na rua do hostel, mas num momento em que as necessidades básicas impunham a vontade de serem satisfeitas, entrámos num bar inglês e pedimos para usar o wc. No meio da conversa de circunstância – nacionalidade, Cristiano Ronaldo, motivo da viagem, … – o senhor do bar diz-nos que o dono do restaurante, que ficava mesmo ao subir das escadas, era português e pergunta-nos se não queremos lá passar. Cinco minutos depois estavamos nós em pleno Porto, mais precisamente em plena Areosa, em amena cavaqueira com o senhor Luis, um empreendedor que emigrou para a Malásia há cerca de num ano e que tinha acabado de abrir aquele mesmo restaurante três dias antes. Tiny world, isn’t it?


Ficámos umas boas duas horas a falar com ele, ou melhor, a ouvi-lo contar as aventuras por este país de vistas encantadoras, mas ainda muito corroído pela corrupção e depois de prometermos que regressaríamos no dia seguinte para nos deliciarmos com petiscos genuinamente portugueses, seguimos para a habitual matança de mosquitos no hostel.

No dia seguinte caminhámos até à Super Fast Ferry Ventures, onde comprámos uma viagem de barco para Langkawi, para dali a dois dias. Um dos highlights da visita à Malásia era visitar as Perhentian Islands, as quais ficam na costa este do país, mas já que estávamos em Penang, ou seja, na costa oeste e os preços do transporte e estadia nas PI desrespeitavam (e muito) o nosso orçamento, decidimos explorar as nossas opções por aquelas bandas e dessa busca surgiu a escolha da Langkawi Island como próximo beach destination!

Mais passeatas e andanças de autocarros, num dos quais quase que fomos literalmente expulsos pelo condutor indiano que não tolerou o facto de não termos a quantia certa para o bilhete e ainda menos a solução óbvia de pedir aos passageiros do lado que nos trocassem a única nota que tínhamos, e já depois das 21h30, ou seja, muito tarde porque o pessoal por estas bandas começa a jantar às 18h, chegámos ao restaurante do senhor Luis, prontos para comer à grande e à portuguesa! =)
A cozinha estava quase a fechar e nós desfizemo-nos em desculpas por chegarmos tão tarde, mas fomos recebidos de braços abertos e com uma tábua de enchidos e um cesto de pão na mesa! Mal começamos já sabíamos que a sobremesa seria um belo copo de Eno, sim porque os nossos estômagos forrados a noodles já não aguentam o belo do chouriço!! =)
Na ementa só encontrámos pratos tipicamente portugueses com produtos genuinamente portugueses, que o sr. Luis importava de Portugal (possivelmente dos primeiros, senão mesmo o primeiro a importar este tipo de produtos de Portugal para a Malásia), com a excepção do camarão tigre que vinha da Austrália, porque os custos de importar de Portugal poucas quantidades num contentor refrigerado seriam incomportáveis. Depois de passarmos a vista pelo bacalhau assado no forno, o polvo à lagareiro, e outras iguarias que nos teletransportaram para os melhores restaurantes do nosso país – a casa dos papás – acabámos por escolher logo o menos genuíno – o camarão tigre! Lol =)
Já praticamente a rebentar e a apostar todas as fichas no Eno fomos presenteados com uma deliciosa, mas mesmo muitoo boa, mousse de chocolate!

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Já passava das duas quando saímos do restaurante, a rebentar pelas costuras, mas sem dúvida muito satisfeitos! Mmmm what a feist!!!

No dia seguinte fomos conhecer a praia mais recomendada da zona e como ainda ficava a mais se 20 km nada melhor do que fazer as delícias do Diogo e…alugar uma scooter (again!!!)! =) Preço bem regateado e por menos de 8€ lá fomos nós conhecer a outra parte da cidade, dar uns mergulhos em água um pouco fusca, mas bem quentinha e, não resistindo à tentação, saborear outra refeição ocidental e out of budget no Hard Rock Penang! :-)

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No outro dia (só por curiosidade, dia 21 de Setembro…oups!) seguimos para o barco que nos levaria para Langkawi, de pequeno almoço tomado…definitely a bad idea!!!

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Perfeitamente instalados no piso de baixo e na parte da frente do barco, saímos perto das 08h15 e seguiram-se 3 horas de ondulação na companhia da saga “Último destino N”. Pouco depois de sairmos, os hospedeiros começaram a distribuir sacos para quem não estivesse a sentir-se muito bem disposto e alguns minutos depois eram muitos aqueles que não se sentiam bem dispostos. Wow que cenário encantador…o do Último Destino, claro!!!
O Diogo começou também a ficar enjoado, mas decidiu ir para a parte de fora apanhar ar e foi o que lhe valeu…já a Sara demorou um pouco mais a tomar essa decisão e pronto, foi a morte do artista! Como podem imaginar a coisa não correu nada bem e chegámos num estado deplorável a Langkawi, mas nada que 3 fatias de pão de forma, água com açúcar e duas horas de sono não resolvessem.

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Feito o check-in e o descanso do guerreiro no hostel T-Star Cottage, numa espécie de bangalow muito cosy, mas infestado com mosquitos e ponto de passagem de um macaquinho cleptomaníaco que vimos pendurado na varanda, seguimos até à praia Cenang que ficava apenas a10 minutos de caminho! Não era uma praia de  água cristalina com fundo de areia branca, mas tinha uma vista incrível, uma vez que estava rodeada por outras ilhas. Dado o estado de convalescença da Sara ficámos por ali mesmo a apreciar a quantidade de turistas que pagavam cerca de 40€ por 5 minutos de parasailing. Se for assim todo o ano, as duas empresas que instalaram a tenda naquela praia não tem propriamente que fazer contas à vida. Só para terem uma ideia, no espaço de 1 hora contámos 20 pessoas…not bad! Se calhar o futuro está aqui e não em Schwäbisch Hall. =)

Deparámo-nos com algumas dificuldades em encontrar um sítio barato para comer, porque os preços no paraíso fiscal da Malásia estão incrivelmente inflacionados, mas passados 5 restaurantes lá encontrámos um cujo preço para duas pessoas não chegava a 5€…spot on!! =)
Chegados ao bungalow e certos de que a mosquitada era tanta que não íamos conseguir matá-la toda decidimos, pela primeira vez na viagem, retirar e pendurar sobre a cama a rede de mosquitos oportunamente oferecida pela Sandra e Cláudio, nobres colegas de trabalho =) Deixámos os mosquitos morrer à fome, mas livramo-nos das piquinhas desconfortáveis!! Obrigada meninos!! =)

Nos dois dias que se seguiram, voltámos a alugar uma scooter e deliciámo-nos com as magníficas vistas, praias e cascatas desta ilha banhada pelo Oceano Índico. Foi definitivamente um dos lugares mais deslumbrantes que visitámos ao longo destes dois meses, vale muito a pena colocar na lista de sítios a visitar!! Para quem prefere uma praia pouco frequentada, de água cristalina com fundo de areia branca e praticamente sem ondas, ou seja, uma praia perfeita para nadar à vontade, recomendámos vivamente a Pasir Tengkorak. Para lá chegarmos fizemos kms de estrada praticamente deserta, rodeada por árvores e alguns resorts, um caminho no qual vale a pena respirar bem fundo e cantar bem alto (pelo menos a nós soube-nos muito bem!! )!

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Nesse dia, depois de duas horinhas muito bem passadas com uma família de locais neste pedaço de paraíso seguimos para o cablecar na expectativa de não ser muito caro e não estar muito crowded. Perfeito, pagámos 7€ para uma voltinha de teleférico não própria para quem tem vertigens, mas muito recomendada a quem quer disfrutar de uma vista absolutamente breathtaking!

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Foi pena não termos apanhado o magnífico pôr do sol que mais tarde viríamos a admirar aquando do regresso ao hostel, mas por outro lado, essa early visit ao cablecar permitiu-nos uma visita à Seven Wells Waterfall antes de anoitecer…priceless!
Do teleférico até à cascata são cinco minutos de scooter, uma desafiante subida a pé de mais cinco minutos até a uma entrada numa espécie de bosque e mais três minutos em linha recta. No início desse caminho encontrámos uma grande família de macacos a alimentarem-se no banquete de lixo que as pessoas deixavam por aquelas bandas para eles, não nos ligaram nenhuma…ufff! =) Chegados ao spot de fim de dia, encontrámos alguns locais e turistas no lago maior e um pouco abaixo um casal com dois babies. Escolhemos o casal. =) Terceiro banho do dia, algumas fotos para recordação e uma agradável conversa com o senhor (do casal) que nos disse ser um guia na ilha, mas não nos vendeu qualquer serviço, pelo contrário, aconselhou-nos a não fazer snorkelling nesta altura (algo que já andávamos a planear há akgum tempo), porque as águas estavam muito turvas! =(
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Bem, seguimos caminho para o hostel com paragem numa espécie de acampamento de pescadores na tentativa de registarmos o tal pôr do sol que pintava boa parte do céu de cor de rosa, mas só conseguimos apanhar isto, porque não conseguimos parar a scooter antes, dado estarmos a meio da estrada principal da ilha.
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Antes de chegarmos ao hostel decidimos gastar um pouco mais no jantar (cerca de 8€) e comer esta deliciosa pizza! Valeu bem a pena!

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No dia seguinte, fomos de scooter até ao ponto mais a norte da ilha – Tanjung Ruh- para, desta feita, conhecermos uma outra praia (nem de longe, nem de perto tão boa como a do dia anterior) e, essencialmente, para assistirmos de rabinho na areia ao espectáculo do pôr do sol. Como as nuvens não permitiam aquele kodak moment, tivemos de abortar a missão pincelada rosa e seguimos caminho para o restaurante baratinho do primeiro dia. O mais engraçado é que, pouco depois, as nuvens começaram a desaparecer e nós acabámos por parar no mesmo sítio do dia anterior para registar o momento.
E pronto, foi esta a história na ilha de Langkawi.

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No dia seguinte, fomos degustar as deliciosas nuggets do KFC na busy area da ilha para depois seguirmos para o aeroporto apanhar o voo para Kuala Lumpur, de onde sairemos para Osaka, umas horas mais tarde.

Fazendo as contas, estamos a 24 de Setembro, prestes a experienciar a tão esperada aventura nipónica desta odisseia. Prometemos ter mais para vos contar muito em breve. =) A verdade é que nós nos comprometemos sempre a encurtar este desfasamento de três semanas entre este fantástico blog (^^) e vocemessês, mas isto de não ter uma rotina, ter uma cama diferente quase todos os dias, não ter análogas da padaria ribeiro (que a ribeiro é muito cara) à disposição e, enfim, roupa lavada e comidinha na mesa da sala de jantar ou dos joelhos na sala de estar, torna-nos um pouco falíveis. Mas acreditámos estar no bom caminho… =)

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Por isso, não percam o próximo, porque o próximo é no Japão!!! =)